quarta-feira, 20 de julho de 2016

Descartar os descartáveis: EXEMPLO DE SUSTENTABILIDADE?

Há quem comemore o fato de eliminar o uso de descartáveis em casa e no trabalho.

Nas empresas, há quem incentive a "boa prática".

Numa dessas publicações, efusivamente se festeja a iniciativa, como quem descobriu a pólvora.

Fazendo as contas, qualquer um vai perceber que não há economia financeira, e os danos ambientais são apenas transferidos - pois o prejuízo vem em outros produtos utilizados nos substitutos.

O custo com descartáveis onde trabalho é de cerca de R$ 75,00 mensais.
Ou seja, R$ 3,40 por dia. Considerando que somos 50 pessoas, R$ 0,07 (Sete Centavos) por dia com descartáveis por pessoa.
Ao todo, utilizamos cerca de 2.500 descartáveis mês (115 copos dia - cerca de 2 copos por pessoa/dia).

Um dos argumentos contra os descartáveis, é que é cancerígeno.

Ora, mas também o são os conservantes, aromatizantes, o açúcar, adoçantes, refrigerantes... e até o próprio cafezinho.
Ou seja, o copo é apenas mais um componente nos venenos líquidos que ingerimos.

Quanto a problemas para o "meio" ambiente, o sabão utilizado na lavagem dos reutilizáveis traz efeito semelhante.
Sem falar que não há mais economia de água nessa lavagem e relavagens (abordamos a questão higiene mais à frente).

Matérias sobre descarte dos descartáveis é um mote para mudança de mentalidade, mas carecem de fundamentação e tendem a exagerar dados. Senão, vejamos:

A economia financeira não existe; é apenas transferida e ampliada em outros insumos (produtos duráveis e insumos para sua higienização).

Não há base científica para a maioria das afirmações, como a de que os copos reutilizáveis têm um impacto bem menor para o "meio" ambiente, pois os "retomáveis" seriam 25% menos impactantes.

Numa dessas matérias, li estupefato sobre a quantidade de água gasta em cada copo descartável: 3 litros pra fazer um copo descartável.

Sejamos racionais: o planeta não tem tanta água.

E desde quando as empresas iam conseguir bancar esse custo sem transferir para o produto final?

Imagine: um copo custa R$ 0,07 para o consumidor final, e 3 litros d'água custam mais que isso.

Ou seja, exagerar os comentários servem para diminuir exageradamente a credibilidade da informação.

A matéria que li abordava um chefe que contava a experiência que tiveram na sua empresa, e apresentava uma conta de gasto de 5 mil copos descartáveis/mês, e que ao longo de 3 anos e meio evitaram o uso de "incríveis" 215 mil copos".

Ora, ainda que a informação fosse tomada ipsis litteri, tal consumo ao longo do tempo considerado (e utilizando o preço do copo de 180ml) teria um custo total de R$ 5,805,00.

Ou seja, "incríveis" R$ 135,00 por mês. Esta seria a economia máxima.

E os clientes? Certamente teriam de levar seus copos de casa...

Ao optar pelos reutilizáveis, aquela empresa além de comprá-los (e têm um custo significativo, inclusive para reposição), também passou a demandar um copeiro (o que anula todo o gasto em descartáveis e o supera em alguns milhares de reais no ano). Ademais, considerando que lave os copos entre servir um e outro cliente, amplia consideravelmente o gasto de água e de sabão na empresa (a menos que tenha também a política de não servir água e café a seus clientes - o que parece um contra-senso).

Estamos diante do que se denomina Economia de palito.

Sugestão de Leitura em anexo, e no link abaixo (contém comparativo dos custos e gastos - inclusive de água):

http://www.neoplastic.com.br/pt/noticias/noticias-do-site/copo-descartavel-consome-menos-agua-e-energia-que-o-reutilizavel-em-sua-vida-util-aponta-acv-brasil


Quanto à questão da higiene, me permita registrar a experiência que tive quando adotava o reutilizável numa empresa.

Todos os dias nossos copos eram devidamente lavados para uma nova jornada.
Ao me abastecer num desses dias, despertei para o fato de que, lavados na mesma copa, facilmente transitariam bactérias de um colega a outro, tendo a bucha como vetor.

Para minha desagradável surpresa, naquele dia tomei o primeiro gole e conferi o nome no copo; não era o meu.

Perguntei ao colega em questão:
- J______, por acaso você tem herpes?

E ele me respondeu:
- Como você ficou sabendo?


Me lasquei. Fecha o pano.


O custo com tratamento não é barato, e o risco constante de transmissão de VÁRIAS doenças, com o copo reutilizável é ampliado exponencialmente.

Os descartáveis em geral estão entre as grandes invenções da humanidade, e trazem mais benefícios que malefícios.
Ou alguém vai ampliar a campanha e propor a eliminação dos absorventes, fraldas descartáveis e afins?


Quem propõe esse tipo de solução, certamente não estudou engenharia reversa, nem reciclagem (que é um setor que cresce nas últimas décadas, gerando emprego e renda).


O que precisa haver é uma campanha de conscientização do uso e reuso - dos ítens e, principalmente, da água.


Joserrí de Oliveira Lucena
Dinheiro público é da minha e da sua conta

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Comprar ao Pequeno não é Fácil

Comprar ao PEQUENO não é fácil.

Tenho por princípio e conduta pessoal de comprar no comércio local, e nesse recorte, preferir comprar do pequeno empreendedor. É uma forma de influir na manutenção e geração de emprego e renda no meu entorno.

Esse comportamento tomado como prática em escala consciente, seria um excelente mecanismo para fortalecer e incentivar o empreendedor local e evitaria a evasão de divisas (concorrência cada vez mais globalizada).

Sou cliente do pequeno e do Pequeno.

Pequeno é dono de uma banca de jornal. Para manter uma fatia do mercado ele modernizou a banca e também faz vendas a crédito (pagamento em Cartão de Crédito).

Com os shoppings centers e centros comerciais espalhados por todas as grandes cidades, não tem sido fácil para o pequeno atrair clientes e manter o nível de receitas de seu pequeno negócio.

Também não tem sido fácil para os clientes de Pequeno irem até sua banca, pois além de terem quase todo o conteúdo das impressões disponíveis em mídia interativa, a banca de Pequeno não oferece a comodidade do ambiente climatizado, estacionamento privativo e todo o complexo de produtos e serviços do Grande empresário.

Segundo Pequeno, o lucro da venda de revistas é razoável para os padrões atuais do mercado: 20%.

Tudo uma maravilha, mas surge um pequeno problema: os clientes de pequenos e grandes quase não usam mais cédulas; usam cartões magnéticos - é uma onda irreversível.

E Pequeno tem uma regra: não vende revistas em cartões (débito ou crédito).

Segundo ele, as despesas das operadoras chega perto de 15% do faturamento (acho que superdimensionado, pois as taxas de cartão devem estar por volta dos 7%, incluindo os custos operacionais).

Como Pequeno só vende revistas "no dinheiro", acaba descartando os clientes que usam cartão - que são encaminhados a comprar no shopping, agora.

Mesmo considerando que os custos totais do cartão de crédito chegassem a 15%, quanto tempo leva até Pequeno perceber que é melhor ganhar 5% do que nada?

Comprar do Pequeno não é fácil.


Joserrí de Oliveira Lucena
Dinheiro público é da minha e da sua conta

Obrigado por visitar este Blog

Este é um espaço para a livre e democrática manifestação de pensamento... não sinta-se constrangido a concordar com o que está escrito, mesmo com os conteúdos com que se identificar.

Se fizer citação, favor indicar a fonte.

Veja no rodapé como fazer download de livro sobre alimentação saudável para diabéticos DM1

Diabetes: uma batalha a cada dia

Se você conhece alguém com diagnóstico de diabetes tipo 1, repasse este link para download desse livro, que é um verdadeiro manual da alimentação.

http://www.sanofi-aventis.com.br

No quadro Search escrevam "Comida que cuida 2".
Se quiserem, podem fazer o download do livro em pdf.