quinta-feira, 22 de julho de 2010

O voto sagrado... dos evangélicos

Começou a festa... o que vai ter de político gritando Aleluia! e citando trechos da Bíblia... pra ver se enganam até os escolhidos, não é brincadeira...

Vejam a matéria abaixo,do Correio Brasiliense:


Disputa pelo voto dos evangélicos

Juliana Boechat
Luísa Medeiros
Publicação: 22/07/2010 07:00 Atualização: 22/07/2010 11:51
Arrebanhar os votos dos evangélicos é um trunfo disputado entre os dois principais adversários na corrida ao Buriti. Nas campanhas de Agnelo Queiroz (PT) e de Joaquim Roriz (PSC) sempre há espaço para o corpo a corpo com o segmento religioso. Ontem, o petista investiu mais uma vez na conquista do apoio destes fiéis. Acompanhado do vice, Tadeu Filippelli (PMDB), e do candidato ao Senado Cristovam Buarque (PDT), Agnelo apresentou propostas de governo e até orou com evangélicos numa igreja no Núcleo Bandeirante.

No grupo encabeçado pelo Partido dos Trabalhadores, o trabalho de conquista dos votos dos fiéis está sendo orquestrado, entre outras pessoas, pelo pastor Daniel de Castro — que foi subchefe de gabinete de Benedito Domingos (PP). Segundo ele, o objetivo é trazer para o lado vermelho da disputa eleitoral um terço do segmento evangélico, o que representaria 200 mil votos. “É um segmento numeroso, com peso importante para a eleição”, analisou Agnelo, que também caminhou ontem pelo mercado e pela avenida central do Núcleo Bandeirante. Pela manhã, o petista reuniu-se com representantes do Sindicato dos Servidores do Distrito Federal (Sindser).

Pontos de apoio
Mais dois pontos de apoio da Coligação Esperança Renovada, encabeçada por Joaquim Roriz, foram inaugurados na noite de ontem. Desta vez, no Riacho Fundo 1 e 2. Durante os próximos 15 dias, o ex-governador vai inaugurar 30 comitês em várias cidades do DF.

Roriz chegou à avenida comercial do Riacho Fundo 1 às 19h. Acompanhado pelo candidato a vice-governador Jofran Frejat (PR) e dos candidatos às vagas de senador Alberto Fraga (DEM) e Maria de Lourdes Abadia (PSDB), o ex-governador discursou à população. Roriz ressaltou a união da coligação com Fraga, antigo aliado do ex-governador José Roberto Arruda. Desde o primeiro comício, o ex-secretário de Transportes sofreu com vaias da população desacostumada de ver os dois juntos. “Já estou começando a me sentir em casa”, discursou Fraga, que garantiu ser contrário à volta das vans nas ruas.

Fraga garantiu ser contrário à volta das vans nas ruas do Distrito Federal. Ele disse apoiar a implantação de mais microônibus com o sistema de catraca eletrônica para melhorar o sistema de transporte publico.

No Riacho Fundo 2, Roriz foi recepcionado com fogos de artifício. A cidade foi criada por ele, mas os moradores ainda não têm a escritura dos lotes. “Quanto vocês pagaram pelo lote? Nada. Tirar um pedacinho de um terreno para cada pessoa não deixou o Brasil mais pobre e dar lote para igreja não é crime”, disse. Ele calculou que, em governos anteriores, foram doados à população 184 mil lotes.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Delegada é afastada após divulgação de vídeo de Bruno

O chefe da Polícia Civil de Minas Gerais, delegado Marco Antonio Monteiro, anunciou nesta tarde o afastamento da delegada Alessandra Wilker do inquérito sobre o desaparecimento de Eliza Samudio. A decisão foi tomada após a divulgação de um vídeo na TV Globo em que o goleiro Bruno Fernandes Souza diz desconfiar que seu amigo Luiz Henrique Romão, conhecido como Macarrão, estaria envolvido no sumiço.

A partir de agora, o inquérito será presidido pelo delegado Edson Moreira, chefe do Departamento de Investigações. Segundo Monteiro, houve uma reunião durante toda a manhã em função do vazamento das imagens.




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Fonte: Agência Estado

domingo, 18 de julho de 2010

'Sou cristão, não sou bandido, as pessoas têm de me respeitar'

 veja aí importante entrevista com Jorginho... ao jornal Estadão:


Auxiliar da seleção na Copa da África defende Dunga, rebate acusações de que usou critérios religiosos no trabalho, diz ser vítima de caça às bruxas e avisa que quer voltar a ser treinador

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Bruno Lousada - O Estado de S.Paulo

Desclassificação. Para Jorginho, auxiliar da seleção, derrota para a Holanda na Copa foi um pesadelo que deixou marcas profundas
Homem de confiança do técnico Dunga, com quem conquistou o Mundial de 1994, nos EUA, Jorginho também foi alvo de polêmicas durante a Copa da África do Sul e teve sua imagem associada ao fracasso da seleção brasileira. Duas semanas após a eliminação do time nas quartas de final, o ex-auxiliar ainda não conseguiu digerir a derrota para a Holanda por 2 a 1 e o fim precoce de um projeto iniciado em agosto de 2006.      
Nesta entrevista ao Estado, por telefone, ele declarou que vai levar tempo para se recuperar do baque. Firme em suas convicções, Jorginho pediu respeito à sua opção religiosa e fez um desabafo: "Eu sou cristão, não sou bandido. Eu quero que minha fé seja respeitada. Vivemos num País com liberdade religiosa. As pessoas têm de me respeitar."        
A sua contrariedade se deve, em parte, à reclamação do observador técnico Jairo dos Santos, duas vezes campeão mundial com o Brasil, ao blog do jornalista Juca Kfouri, de que foi substituído na seleção "por alguém com muita experiência evangélica" e membro da igreja de Jorginho. Ele se referia a Marcelo Cabo, olheiro da equipe no Mundial.           
"Ele (Cabo) esteve lá, porque é competente e não porque é cristão. A escolha foi minha, mas a palavra final foi do Dunga. Não tomei nenhuma decisão sem a autorização do Dunga", comentou o ex-lateral-direito da seleção tetracampeã mundial em 94. "Se a gente ganhasse, não haveria nada disso. O Jairo (dos Santos) não apareceria e não haveria tanta contestação." Jorginho também não gostou nada de ser apontado por pessoas ligadas à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) como o mentor de quase tudo o que ocorreu de errado na concentração da seleção na África do Sul. "Nesse momento, sempre vão buscar um culpado. Eu ser o mentor de qualquer coisa é um desrespeito comigo e com o Dunga, que é um líder nato."          
Depois do desembarque tumultuado no Rio - vindo de Johannesburgo -, em que foi hostilizado e deixou o Aeroporto Internacional Tom Jobim escoltado por policiais militares, Jorginho descansa ao lado dos familiares e pretende, em breve, voltar a trabalhar como técnico. Ele exerceu a função com sucesso em 2006 pelo América-RJ - levou o time à final da Taça Guanabara (primeiro turno do Campeonato Carioca). "Ficamos tristes (com a eliminação da seleção na Copa), mas temos de superar isso." A seguir, os principais trechos da entrevista.         Como têm sido os últimos dias? Você procurou se desligar do futebol para descansar um pouco?
Está tudo tranquilo, estou levando a vida naturalmente. Ficamos tristes, mas temos de superar isso.
Já absorveu a eliminação para a Holanda na Copa?
Vai levar tempo. As lembranças ainda martelam a cabeça. Aquela derrota, logicamente, doeu. Não tem como esquecê-la tão rapidamente.
Antes de ser chamado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), você teve ótima passagem pelo América-RJ como técnico. Seu objetivo é retomar a carreira?
Sou treinador, mas aceitei ser auxiliar técnico, porque Copa do Mundo e a seleção brasileira são prioridades, e aí eu tive de dar uma pausa. Mas agora vou recomeçar. A experiência na seleção foi maravilhosa, muito boa, acrescentou muito na minha vida pessoal e profissional. Sem dúvida, aprendi bastante.         
O que de mais positivo ficou desses quatro anos em que se dedicou à seleção?
O trabalho foi bem feito. Houve planejamento, tudo muito bem pensado. Toda a ação tem uma reação. Estou falando contigo, você vai escrever, vai editar e as pessoas vão interpretar de forma diferente. Ganhar uma Copa do Mundo não é tão simples. Acidentes acontecem. Tínhamos convicção de que estávamos no caminho certo, fizemos um excelente primeiro tempo contra a Holanda, mas perdemos. Um típico acidente de futebol.         
O presidente da CBF, Ricardo Teixeira, disse em entrevista, após a eliminação do Brasil, que não se pode mudar a rota de um avião no meio do Oceano Atlântico. Ele se referia à comissão técnica que formou em 2006. Como você interpreta essa declaração?
Só tenho de agradecer a ele a oportunidade. Não tenho nada a falar contra ele, nem um "ai". Foram quatro anos de seleção, uma experiência incrível que me fez crescer como treinador e como homem. Nos momentos mais difíceis, o presidente esteve do nosso lado. Na época em que estávamos em quarto nas Eliminatórias e fomos bronze nos Jogos de Pequim, em 2008, a pressão era grande e ele poderia ter trocado a gente, mas nos manteve. Não guardo mágoa nenhuma. Aliás, ingratidão é uma coisa triste. Sou grato ao Dunga e ao Ricardo.
Mesmo sendo demitido por e-mail pelo site da CBF?  Não tenho do que reclamar. A nossa cultura é de mudar (o técnico). O presidente (Ricardo Teixeira) nunca repetiu (o treinador depois de uma Copa do Mundo).
O observador técnico Jairo dos Santos, duas vezes campeão mundial com a seleção, reclamou publicamente que você preferiu substituí-lo "por alguém com muita experiência evangélica e membro de sua igreja". Ele se referia a Marcelo Cabo, olheiro do Brasil na Copa da África. Como você reagiu a isso?
Jairo é um grande profissional, tem as qualidades dele. Mas queríamos um relatório (dos jogos) mais simples. Não sou teórico, sou prático. Precisávamos de alguém para discutir as partidas, que tivesse uma excelente visão de jogo. O Jairo fazia relatório de 50 páginas. O Dunga me dizia: "Não aguento mais esse relatório enorme. Não dá." Soube que antigos treinadores da seleção jogavam o relatório dele fora.
Marcelo Cabo só trabalhou em clubes de pouca expressão e atuou como auxiliar técnico de Marcelo Paquetá na seleção da Arábia Saudita, em 2002. O que o credenciou a trabalhar na seleção?
Ele esteve lá porque é competente e não porque é cristão. A escolha foi minha, mas a palavra final foi do Dunga. Não tomei nenhuma decisão sem a autorização do Dunga. Quando a gente perde, é fácil atacar as pessoas. Eu sou cristão, não sou bandido. Eu quero que minha fé seja respeitada. Vivemos num País com liberdade religiosa. As pessoas têm de me respeitar. Sou um homem de palavra, de caráter.         
Como era sua participação nos encontros religiosos na concentração da seleção?
Não participei de nenhuma reunião cristã na África do Sul. Na época de atleta, era diferente. Eu fazia parte, mas como auxiliar técnico, não misturava as coisas.
Você foi apontado por pessoas ligadas à CBF como o mentor de quase tudo o que ocorreu de errado na concentração do time na África do Sul.
Nesse momento, sempre vão buscar um culpado. Quem me conhece, sabe do meu caráter. Eu ser mentor de qualquer coisa é um desrespeito comigo e com o Dunga, que é um líder nato. Sou apaziguador, não sou de tumultuar. Se a gente ganhasse, não haveria nada disso. O Jairo (dos Santos) não apareceria e não haveria tanta contestação. Auxiliar técnico ser mentor é complicado. Tem alguém que quer me prejudicar para soltar uma notícia dessa.
Apesar de defensor da proibição das visitas familiares, você foi um dos primeiros a levar esposa e filhos para o Mundial. Alguns jogadores teriam se sentido traídos. O que diz sobre isso?
Não proibimos ninguém de levar família para lá. A CBF não tinha condições de dar assistência aos parentes (de todos da delegação) e aconselhou, até pelas notícias de violência vindas de lá, que cada um cuidasse dos seus familiares. Não fui o único a agir assim. O Robinho, o médico José Luiz Runco, o chefe de imprensa Rodrigo Paiva, enfim, vários do grupo levaram parentes e tudo caiu só em mim. Sempre tem de ter um culpado.
     
QUEM É JORGINHO?  
Estreou como profissional no América-RJ, em 1983, e no ano seguinte foi para o Flamengo, onde jogou até 1989. Atuou no futebol alemão e japonês antes de voltar para o Brasil e defender o São Paulo, o Vasco e o Fluminense. Como jogador, fez 68 partidas pela seleção, entre 1987 e 1995. Como treinador, só comandou o América-RJ, além de ter sido auxiliar de Dunga na seleção na Copa América de 2007, na Olimpíada de 2008, na Copa das Confederações e na Copa da África.

Air France: mais um vôo cancelado

É notícia no mundo inteiro... a transcrição abaixo é do jornal Estadão:


Mais um voo da Air France é cancelado; é o quarto problema em oito dias

O voo  AF445 da Air France que decolaria com 170 passageiros às 23h deste sábado, 17, na rota Rio-Paris, foi cancelado por apresentar um problema eletrônico e deverá partir na noite deste domingo.
Com o problema deste voo, a empresa registrou quatro problemas com voos no período de oito dias. Em 10 de julho,  um  avião da empresa, da rota Rio-Paris, fez um pouso não programado em Recife. Na ocasião, a companhia aérea informou que o motivo foi uma suspeita de bomba. Na terça-feira, 13, um defeito técnico nos banheiros da aeronave do voo 443, interrompeu a viagem e fez com que o avião retornasse ao Rio, duas horas e meia após ter decolado do Aeroporto Tom Jobim.

Na quinta-feira, 15, o avião que  partiria de  São Paulo para Paris foi cancelado devido a uma avaria na fuselagem do avião.

A empresa divulgou hoje uma nota sobre o voo cancelado neste sábado e informou que sobre os cancelamentos anteriores não há informações novas e já se posicionou em cada caso.
A seguir, a nota da Air France: "A Air France confirma que o voo AF445 de 17 de julho de 2010, da rota Rio-Paris, com 170 passageiros, foi cancelado por um problema eletrônico e deverá partir na noite de 18 de julho. Este voo, operado por um A330-200, tinha saída prevista do Rio de Janeiro às 19h05 do sábado, dia 17. Os passageiros foram informados sobre a reprogramação do voo antes do embarque e receberam da Air France toda a assistência, como hospedagem, traslados, refeições e ligações telefônicas. A previsão de partida, com o novo número, AF 445A, é às 23h de hoje, domingo 18 de julho, com chegada em Paris às 15h10 de segunda-feira, 19 de julho. A Air France pede desculpas pelos inconvenientes ocasionados aos passageiros e assegura que sua equipe está fazendo todo o necessário pelos seus clientes."
(Rita Cirne)

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Eu: Aqui no Rio Grande do Norte (Brasil), tem uma companhia de transporte de passageiros que quebra bastante. Sempre que alguém sabe notícia de ônibus quebrado na estrada, diz:
- Quebrou? Só pode ser Jardinense!

Agora, com avião, podemos plagiar o jargão e dar uma conotação global:
- Quebrou? Só pode ser Air France...

Serra cancela comício, por causa da chuva, na BAHIA


Deu no blog "Amigos do Presidente Lula" (osamigosdopresidentelula.blogspot.com)

A baixa participação de público na caminhada do candidato à Presidência da República José Serra (PSDB), realizada neste sábado (17), em Itabuna, Sul da Bahia, forçou o a organização da campanha a cancelar o comício que encerraria a ida do tucano à cidade. Nem mesmo a trégua que a chuva dava conseguiu segurar populares e militantes, que começaram a se dispersar por volta das 12h30, após a chegada do candidato.

Ao final do corpo a corpo, que durou pouco mais de uma hora, Serra poupou palavras. “Eu só tenho uma coisa a dizer: muito obrigado. Viva a Itabuna”. Imediatamente, seguiu para a cidade vizinha de Ilhéus, a 20 km, onde fará visita aos bairros de Teotônio Vilela e Nossa Senhora da Vitória sem pausa para o almoço.*Com colaboração de Aura Henrique, iG Bahia

sábado, 17 de julho de 2010

Coloquialidade X Juridiquês

Juiz mato-grossense deixa de lado o latim e usa até letra de música da cantora Kelly Key em suas decisões

Ao invés de usar o latim, como boa parte dos juízes fazem, um juiz de Mato Grosso trocou a língua de Cícero por um tom mais "coloquial". Suas sentenças têm gírias, letras de músicas, poemas e trechos da Bíblia.

Para facilitar o entendimento de suas sentenças o juiz Luiz Carlos da Costa, da 1ª vara da Família, já usou a letra da música "Baba Baby", da cantora Kelly Key, em sentença que determinou a um plano de saúde que ressarcisse as despesas médicas de uma paciente com câncer. "Isso é para você aprender, você nunca mais vai me esnobar". Para Naime Márcio Morais, do Instituto de Defesa da Família do Mato Grosso, isso é o desabafo de alguém que vai à Justiça buscar um direito negado por alguém.

Em outra ação, esta de separação de casais, Luiz recorreu a uma música de Vinicius de Morais e Antonio Carlos Jobim:

"A felicidade é como gota de orvalho numa pétala de flor
Brilha tranquila, depois de leve oscila
E cai como uma lágrima de amor
".

Numa sentença em que pais disputam a guarda da filha, ele escreve para a menina :

"Isabele, perdoe seus pais. Eles não sabem o que fazem. Você precisa ter muita paciência com eles. Eles são jovens e a juventude arrebata e fascina".

Em um caso, em que um sobrinho pedia pensão alimentícia aos tios, o juiz avisa na sentença que a "notícia não será muito boa" para ele.

"Sobrinho não pode pedir alimento ao tio [...]. Só se pode pedir verba alimentícia para os manos e manas: tanto os tiozinhos quanto as tiazinhas estão de fora. Não sei se pediram, quando da elaboração da lei: nos inclua fora dessa!", diz.

Em outra ação, uma mãe pede o reconhecimento de uma união estável de 18 anos com o companheiro falecido. Ou juiz dá decisão favorável antes mesmo de citar a outra parte, por considerar a situação da mulher "pobre de marré, marré".

"O juiz pode decidir assim, de cara, de plano? Pode sim. Sempre digo que no recipiente das leis não cabe todo o conteúdo da vida", diz o juiz, na decisão.

Suas sentenças causam polêmica. Tanto que as suas sentenças têm sido motivo de debates nas faculdades de Direito da cidade.

"Não é regra que se deva escrever a sim. A regra é que se utilize de termo vernacular, dentro de limite de responsabilidade para não atingir nem as partes do processo, nem terceiros", disse Valter Pereira de Souza, da Associação dos Magistrados do Mato Grosso.

Natural de Governador Valadares/MG e com 24 anos de magistratura em Mato Grosso, o juiz é apontado por seus colegas de gabinete como extrovertido, mas reservado em relação à vida pessoal.

Para o advogado Martins Moraes o trabalho do juiz é "exemplar". "Eu acho fantástico quando um juiz toma a iniciativa de se aproximar da sociedade, em uma linguagem que todos entendem", disse.

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Fonte : Expresso MT, O Globo e Folha de S.Paulo



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