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sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Greve dos Bancários 2011 chega ao fim

Enfim a proposta que pode por fim ao movimento grevista dos bancários em 2011 foi apresentada nesta noite de 14 de outubro. 

Segundo material postado no site do sindicato dos bancários de São Paulo, as principais condições são:

Aumento real – Em negociação que tomou todo essa sexta-feira 14, os banqueiros ofereceram reajuste salarial de 9%, que representa aumento real de 1,5%, válido também para demais verbas, como tíquetes e auxílios.

PLR maior – A regra básica da Participação nos Lucros e Resultados será de 90% do salário mais valor fixo de R$ 1.400. Assim, essa parte fixa, que em 2010 foi de R$ 1.100,80, será reajustada em 27,18%.

A regra determina, ainda, que devem ser distribuídos no mínimo 5% lucro líquido. Se isso não acontecer, os valores de PLR devem ser aumentados até chegar a 2,2 salários com teto de R$ 17.220,04.

Aumento no valor adicional – Pela proposta, o teto do valor adicional da PLR -- -que distribui 2% do lucro líquido – passaria de R$ 2.400 para R$ 2.800, o que significa aumento de 16,66% em relação ao que foi pago em 2010.

Piso – O reajuste proposto para o piso foi de 12%, aumento real de 4,30%. No caso do escriturário, passaria de R$ 1.250 para R$ 1.400.

Dias parados – O Comando Nacional dos Bancários também garantiu, junto à federação dos bancos, que não serão descontados dos trabalhadores os dias em greve. Pela proposta da Fenaban, haverá compensação desses dias no máximo até 15 de dezembro.

As demais condições da proposta estão detalhadas na matéria abaixo (Jornal do Brasil).

Agora é aguardar o resultado das reuniões específicas com os bancos públicos (Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Banco do Nordeste e Basa), que estão ocorrendo enquanto redigimos este post, mas ao que foi sinalizado, deverão seguir a proposta da Fenaban. Em seguida, assembleias para "homologar" o acordo por todo o país, e o encaminhamento aos órgãos para ratificação.

Joserrí de Oliveira Lucena

Bancários chegam a acordo para encerrar a greve
A Federação Nacional  de Bancos (Fenaban) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf) chegaram a um acordo salarial na noite desta sexta-feira para encerrar a greve dosbancários, que já dura 18 dias. A Fenaban apresentou proposta de reajuste de 9% (com ganho real de 1,5%) a partir de 1º de setembro de 2011 e o comando da greve recomendou a aprovação da proposta pelas assembleias que serão realizadas pelos sindicatos na segunda-feira, em todo o País.
A proposta, segundo a Fenaban, assegura aumento real pelo oitavo ano consecutivo. O piso salarial para bancários que exercem função de caixa passa para R$ 1,9 mil, para jornadas de seis horas. Para a função de escriturário, o piso salarial passa para R$ 1,4 mil. Na Participação dos Lucros e Resultados (PLR), houve aumento da parcela adicional de R$ 1,1 mil para R$ 1,4 mil, e do teto da parcela adicional de R$ 2,4 mil para R$ 2,8 mil.
Os outros benefícios ficam reajustados da seguinte forma, informou a federação: o auxílio refeição sobe para R$19,78 por dia; a cesta alimentação passa para R$ 339,08 por mês, além da 13ª cesta no mesmo valor. O auxílio creche mensal de R$ 284,85 por filho até 6 anos.
Na avaliação do Comando Nacional dos Bancários, a proposta atende às principais reivindicações dos bancários. "A proposta traz avanços importantes e é uma conquista da greve nacional da categoria, a mais forte em duas décadas, que mobilizou trabalhadores de bancos públicos e privados por 17 dias, chegando a paralisar 9.254 agências em todo o país e forçou os bancos a mudarem de posição", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários.
Segundo a Contraf, os dias de paralisação não serão descontados e serão compensados até o dia 15 de dezembro. As negociações de temas específicos do Banco do Brasil e da Caixa Economica Federal ocorrem ainda neste noite.
O acordo foi comemorado também pela Fenaban. "Este foi um processo de negociação bastante longo, mas que finalmente levou a um acordo entre as partes, construído na mesa de negociação", disse o diretor de Relações do Trabalho da Federação, Magnus Apostólico.
Fonte: http://www.jb.com.br/pais/noticias/2011/10/14/bancarios-chegam-a-acordo-para-encerrar-a-greve/


domingo, 29 de maio de 2011

Minha casa, minha vida. Agora vai!

Já não era sem tempo de o programa de governo (Lula) Minha Casa, Minha Vida dar o ar de sua graça no governo Dilma Roussef.

Contrariando todas as projeções de campanha, cujos candidatos diziam que o programa habitacional tinha apenas o viés eleitoreiro para beneficiar a candidata Dilma, a agora Presidenta bate o martelo e determina que Caixa Econômica e Banco do Brasil trabalhem juntos para cumprir a meta do seu governo, e financiar 2 milhões de moradias nos quatro anos de governo.

Aliás, essa sinergia, no meu humilde entendimento, é um ENSAIO para a fusão que a presidenta vai patrocinar entre as instituições de crédito do governo. Prá mim, a Sociedade Civil irá aplaudir se essa união ocorrer; seria muito oportuno se os bancos públicos (e de economia mista) deixassem de disputar o mesmo público alvo, e canibalizar os produtos e serviços.

Há muito o que ser feito no sentido de bancarizar a população e oportunizar acesso a crédito - principalmente a Micro e Pequenos Empresários e Produtores Rurais, além das pessoas físicas, é claro. Com uma instituição única, de capilaridade nacional, aos bancos privados ficaria o mercado dos especuladores e dos investimentos estrangeiros.

Será uma economia muito grande de energia e recursos se as instituições públicas canalizarem seus esforços e recursos para gerar desenvolvimento, emprego e renda permanentes.

Por ora, o ensaio de parceria entre Banco do Brasil e Caixa Econômica mostrará o quanto seus profissionais estão preparados para o próximo passo, e avaliar os resultados; isso a população fará com maestria. Não será fácil, pois os egos poderão se inflamar e o compartilhamento de informações e logística pode até ser boicotado, mas a ordem é de Dilma, e ela saberá acompanhar e cobrar resultados.

Vamos aguardar os próximos capítulos.

Joserrí de Oliveira Lucena


Presidente Dilma manda bancos alavancarem o programa Minha Casa, Minha Vida 
Redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR 
26/05/2011 | 10h31 | Habitação



Para acelerar as contratações de financiamentos no Programa Minha Casa, Minha Vida, a presidente Dilma Rousseff determinou que a Caixa Econômica Federal, comandada por Jorge Hereda, e o Banco do Brasil, sob a liderança de Aldemir Bendine, trabalhem juntos no financiamento da casa própria. A ordem foi dada em reunião no Palácio do Planalto na semana passada com os presidentes das duas instituições. A Caixa limitou-se a informar que a parceria é para troca de informações, de infraestrutura e de tecnologia para aumentar a participação do BB no crédito habitacional.
Mas, de acordo com informações obtidas pelo Correio, Dilma está preocupada com o cumprimento da meta de contratação de 2 milhões de moradias prevista para os quatro anos do seu mandato, dos quais 1,2 milhão para famílias de até três salários mínimos. Hoje, o programa Minha Casa, Minha Vida, que já tem até uma segunda versão, é tocado somente pela Caixa, cuja estrutura está quase saturada.

Neste ano, foram contratadas apenas 89.704 unidades em quatro meses e sete dias, todas elas para famílias de renda de três até dez salários mínimos. Está na fila para deslanchar ainda em 2011 a liberação de créditos a trabalhadores com renda de até três mínimos, justamente a faixa que corresponde a 60% da meta anunciada pela presidente. A Caixa alega que está esperando orientações do governo para pôr em prática os financiamentos neste ano.

A parceria entre os dois bancos é para aproveitar a extensa rede de agências do Banco do Brasil, que está em 70% dos municípios brasileiros. O BB passou a ofertar crédito imobiliário há apenas dois anos. Sua carteira, de R$ 4,1 bilhões, que beneficia basicamente a classe média com renda acima de 10 salários mínimos, dobrou em um ano. Mas é apenas 5% do total emprestado pela Caixa, que soma R$ 80 bilhões e corresponde a 82% da carteira habitacional do país, considerando todas as faixas de renda.

Nessa quarta, houve nova reunião de Dilma com os dirigentes dos dois bancos no Planalto, mas, desta vez, participou também a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, responsável pelas obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Do Estado de Minas, via Diário de Pernambuco

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