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quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Bancários, 2010: Proposta Banco do Nordeste (13/10/2010)
Bancários, 2010: Proposta Fenaban (13/10/2010)
Campanha Nacional 2010 - Greve arranca proposta com aumento real, valorização dos pisos e PLR maior
| A Fenaban, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal apresentaram ao Comando Nacional dos Bancários nesta segunda-feira, 13° dia da maior greve da categoria nos últimos 20 anos, novas propostas que contemplam aumento real de salário, valorização dos pisos (R$ 1.250 nos bancos privados e R$ 1.600 no BB e na Caixa), melhoria na PLR e definição de mecanismos de combate ao assédio moral. "Foi a força da greve nacional e da unidade dos bancários, que paralisou tanto os bancos públicos quanto privados, que obrigou os bancos a saírem da intransigência e apresentarem propostas que contemplam nossas principais reivindicações", avalia Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários. Reunido após as negociações, o Comando Nacional decidiu orientar os sindicatos a realizarem assembleias em separado nesta quarta-feira 13 em todo o país - e a defenderem a aprovação tanto da proposta geral apresentada pela Fenaban quanto das específicas do BB e da Caixa, por considerá-las que contêm avanços importantes para os trabalhadores. Nesta segunda-feira, 13° dia da greve nacional, 8.187 agências foram fechadas em todo o país, de bancos públicos e privados, além de dezenas de centros administrativos de todos as instituições financeiras, conforme levantamento encaminhado pelos sindicatos à Contraf-CUT até as 20h10. A nova proposta da Fenaban ● Reajuste de 7,5% (o que representa aumento real de 3,1%) para quem ganha até R$ 5.250. ● R$ 393,75 ou reajuste de 4,29% (inflação do período) para os salários superiores a R$ 5.250 - o que for mais vantajoso para os bancários. ● Reajuste de 16,33% (aumento real de 11,54%) nos pisos salariais, que ficariam assim: - Portaria: R$ 870,84. - Escritório: R$ 1.250,00. - Caixa: R$ 1.250,00. ● PLR: - Regra básica: 90% do salário mais R$ 1.100,80, com teto de R$ 7.181. - Parcela adicional : 2% do lucro líquido distribuídos linearmente, com teto de R$ 2.400,00. - Isso significa que na regra básica o reajuste é de 7,5% e na parcela adicional de 14,28%. Caso a distribuição do lucro líquido não atinja 5% com o pagamento da regra básica, os valores serão aumentados até chegar a 2,2 salários, com teto de R$ 15.798. - Antecipação da PLR: 60% da regra básica mais 50% da parcela adicional até 10 dias corridos após a assinatura da Convenção Coletiva. ● Gratificação de caixa: R$ 311,67. ● Outras verbas de caixa após 90 dias: R$ 147,38. ● Adicional tempo de serviço: R$ 17,83. ● Gratificação de compensador de cheques: R$ 101,56. ● Auxílio-refeição: R$ 18,15. ● Auxílio-cesta alimentação: R$ 311,08. ● 13ª cesta-alimentação: 311,08. ● Auxílio-creche/babá: Reajuste de 7,5% com adequação à nova legislação sobre o ensino fundamental (6 anos de idade a partir de 2011), passando o valor para R$ 261,33 por 71 meses. Haverá uma regra de transição para quem já recebe o auxílio, conforme a idade do filho, recebendo uma antecipação em parcelas pelo valor que receberia por 83 meses. ● Auxílio-funeral: R$ 599,61. ● Ajuda deslocamento noturno: R$ 62,59. ● Indenização por morte/incapacidade decorrente de assalto: R$ 89.413,79. ● Requalificação profissional: R$ 893,63. ● Prevenção de conflitos no ambiente de trabalho, que inclui definição de mecanismos de combate ao assédio moral, a serem implementados mediante adesão voluntária dos sindicatos e dos bancos por meio de acordo aditivo. ● Compensação dos dias parados no prazo entre a data da assinatura da Convenção Coletiva e 15 de dezembro de 2010, nos mesmos moldes do ano passado. ● Segurança bancária: - No caso de assalto, atendimento médico ou psicológico logo após o ocorrido. - O banco registrará BO em caso de assalto, tentativa e sequestro. - Possibilidade de realocação para outra agência ao bancário vítima de sequestro. - Apresentação semestral de estatísticas nacionais sobre assaltos e ataques na Comissão Bipartite de Segurança Bancária. |
| Fonte: Contraf-CUT |
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
Bancários, 2010: Proposta Fenaban (11/10/2010)
GREVE
Fenaban propõe 7,5% de reajuste. Negociações continuam no BB e na CAIXA
Fenaban propõe 7,5% de reajuste. Negociações continuam no BB e na CAIXA
Os banqueiros elevaram a proposta de reajuste para 7,5% (o que representa aumento real de 3,1%) para quem ganha até R$ 5.250. Para salários superiores, a proposta prevê um fixo de R$ 393,75 ou reajuste de 4,29% (inflação do período) - o que for maior. Conforme a Fenaban, considera-se remuneração fixa mensal o somatório do salário base e verbas fixas de natureza salarial, excluindo o ATS - Adicional por Tempo de Serviço (anuênio).
Os bancários do RN se reúnem hoje para analisar a proposta, mas não haverá votação, uma vez que as bases do restante do país só farão assembleias na próxima quarta-feira por conta do feriado.
Assim como os demais estados, a nova proposta da Fenaban e o que sair das negociações com o BB, CAIXA e BNB será colocadas em votação na quarta.
Abaixo a proposta da Fenaban:
Reajuste salarial: 7,5%.
Reajuste para salários acima de R$ 5.250: R$ 393,75 fixos, garantindo o mínimo da inflação do período, de 4,29%.
Novos pisos salariais:
- Portaria: R$ 870,84 (era de 748,59).
- Escritório: R$ 1.250,00 (era de 1.074,46).
- Caixa: R$ 1.250,00 (era de 1.074,46).
PLR:
- Regra básica: 90% do salário mais R$ 1.100,80, com teto de R$ 7.181.
- Parcela adicional de 2% do lucro líquido distribuídos linearmente, com teto de R$ 2.400,00.
- Isso significa que na regra básica o reajuste é de 7,5% e na parcela adicional de 14,28%.
Gratificação de caixa: R$ 311,67.
Outras verbas de caixa após 90 dias: R$ 147,38.
Adicional tempo de serviço: R$ 17,83.
Gratificação de compensador de cheques: R$ 101,56.
Auxílio-refeição: R18,15.
Auxílio-cesta alimentação: R$ 311,08.
13ª cesta-alimentação: 311,08.
Auxílio-creche/babá: R$ 261,33 (até 71 meses).
Auxílio-funeral: R$ 599,61.
Ajuda deslocamento noturno: R$ 62,59.
Indenização por morte/incapacidade decorrente de assalto: R$ 89.413,79.
Requalificação profissional: R$ 893,63.
Abaixo a proposta da Fenaban:
Reajuste salarial: 7,5%.
Reajuste para salários acima de R$ 5.250: R$ 393,75 fixos, garantindo o mínimo da inflação do período, de 4,29%.
Novos pisos salariais:
- Portaria: R$ 870,84 (era de 748,59).
- Escritório: R$ 1.250,00 (era de 1.074,46).
- Caixa: R$ 1.250,00 (era de 1.074,46).
PLR:
- Regra básica: 90% do salário mais R$ 1.100,80, com teto de R$ 7.181.
- Parcela adicional de 2% do lucro líquido distribuídos linearmente, com teto de R$ 2.400,00.
- Isso significa que na regra básica o reajuste é de 7,5% e na parcela adicional de 14,28%.
Gratificação de caixa: R$ 311,67.
Outras verbas de caixa após 90 dias: R$ 147,38.
Adicional tempo de serviço: R$ 17,83.
Gratificação de compensador de cheques: R$ 101,56.
Auxílio-refeição: R18,15.
Auxílio-cesta alimentação: R$ 311,08.
13ª cesta-alimentação: 311,08.
Auxílio-creche/babá: R$ 261,33 (até 71 meses).
Auxílio-funeral: R$ 599,61.
Ajuda deslocamento noturno: R$ 62,59.
Indenização por morte/incapacidade decorrente de assalto: R$ 89.413,79.
Requalificação profissional: R$ 893,63.
Fonte:
sábado, 9 de outubro de 2010
Bancários, 2010: reunião termina sem acordo (09/10/2010)
Bancários rejeitam nova proposta dos bancos e adiam negociação sobre o fim da greve
Autor: Cardoso Silva / Categoria: Brasil
Não houve acordo na reunião de mais de duas horas e meia ocorrida hoje (9) entre a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e o Comando Nacional dos Bancários, no Hotel Maksoud Plaza, na região da Avenida Paulista. Os banqueiros apresentaram uma nova proposta para reajustar os salários da categoria em 6,5%, um pouco acima da oferta anterior de 4,29% que iria repor apenas a perda inflacionária dos últimos 12 meses até setembro, data-base dos trabalhadores do setor.
A correção, no entanto, é inferior aos 11% reivindicados pelos bancários, e foi rejeitada pelos representantes dos trabalhadores. Uma nova tentativa de acordo está marcada para a próxima segunda-feira (11).
A correção, no entanto, é inferior aos 11% reivindicados pelos bancários, e foi rejeitada pelos representantes dos trabalhadores. Uma nova tentativa de acordo está marcada para a próxima segunda-feira (11).
“No conjunto tem avanços, mas essa oferta é insuficiente”, disse Juvandia Moreira, presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região. Ela informou que a Fenanban vai consultar os banqueiros sobre a possibilidade de melhorar a oferta.
De acordo com a líder sindical, uma das questões que também está emperrando o acordo é forma de pagamento, porque o reajuste seria aplicado apenas para quem ganha até R$ 4,1 mil. Acima disso, seria adicionado um valor fixo de R$ 266,50.
De acordo com a líder sindical, uma das questões que também está emperrando o acordo é forma de pagamento, porque o reajuste seria aplicado apenas para quem ganha até R$ 4,1 mil. Acima disso, seria adicionado um valor fixo de R$ 266,50.
Moreira também defende a melhoria das ofertas referentes à participação nos lucros e resultados (PLR) e na fixação do piso da categoria, que passaria de R$ l.074,00 para R$ 1.180,00. Para o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), Carlos Cordeiro, “é inaceitável esse teto de R$ 4,1 mil. Isso significa que quem ganha acima de R$ 6,2 mil terá reajuste abaixo da inflação do período.” Ele considera que o piso da categoria também deveria ser melhor valorizado. “Esse índice de reajuste de 9,82% é insuficiente diante da crescente lucratividade dos bancos”, disse o líder sindical.
Os bancários estão em greve há 11 dias e têm assembleia marcada para a próxima quarta-feira (13). Em todo o país, a categoria reúne 460 mil trabalhadores, dos quais 130 mil estão em São Paulo e nos municípios da região metropolitana da capital paulista.
Os bancários estão em greve há 11 dias e têm assembleia marcada para a próxima quarta-feira (13). Em todo o país, a categoria reúne 460 mil trabalhadores, dos quais 130 mil estão em São Paulo e nos municípios da região metropolitana da capital paulista.
Com informações da Agência Brasil.
sábado, 25 de setembro de 2010
Bancários em campanha salarial, 2010
A matéria abaixo é do blog do Cardoso Silva.
Embora a conotação de que o movimento é a greve, na verdade os bancários estão em campanha salarial; a greve é o instrumento para defesa dos interesses, quando as negociações falham. Numa época em que muitos sindicatos perderam a noção de que devem representar os interesses dos seus filiados, os trabalhadores, os bancários dão uma demonstração de que ainda conseguem ser sóbrios e não permitem o achatamento da categoria, como acontecia no passado.
Embora a conotação de que o movimento é a greve, na verdade os bancários estão em campanha salarial; a greve é o instrumento para defesa dos interesses, quando as negociações falham. Numa época em que muitos sindicatos perderam a noção de que devem representar os interesses dos seus filiados, os trabalhadores, os bancários dão uma demonstração de que ainda conseguem ser sóbrios e não permitem o achatamento da categoria, como acontecia no passado.
Bancários do RN podem entrar em greve na próxima quarta-feira
Autor: Cardoso Silva / Categoria: Rio Grande do Norte
Os bancários do Rio Grande do Norte podem entrar em greve, por tempo indeterminado, a partir da próxima quarta-feira (29). A informação foi divulgada na tarde desta sexta-feira (24) pela coordenadora geral do sindicato dos bancários, Marta Turra. Segundo ela, nessa quinta-feira (23), as negociações com os bancos públicos e privados não avançaram.
De acordo com a coordenadora, a categoria pede um reajuste salarial de 24%, no entanto, a Federação Nacional dos Bancos (FENABAN), que agrega os bancos privados e o governo, que responde pelos bancos públicos ofereceram um reajuste de 4%. “Isso é um absurdo e um desrespeito com a nossa categoria. Desse jeito não haverá outra opção que não seja paralisar nossos serviços”, acrescentou Marta.
Outro ponto levantado por ela, diz respeito a jornada de trabalho. Para a coordenadora, a exigência é que os bancos cumpram as seis horas de trabalho para todos os funcionários. Segundo ela, a categoria é uma das que apresenta mais doenças em função da carga excessiva de trabalho. “Em alguns bancos a categoria chega a trabalhar por oito, nove até dez horas”, acrescentou.
Segundo Marta Turra, a greve só não acontecerá caso a FENABAM e o governo apresentem novas propostas até o próximo dia 27. caso isso aconteça, no dia 28 haverá uma nova assembleia para então decidir se haverá greve ou não.
Marta acrescentou ainda, que em caso de greve todos os bancos, privados ou públicos, vão paralisar os seus serviços.
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