Mostrando postagens com marcador Lei Maria da Penha. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Lei Maria da Penha. Mostrar todas as postagens

domingo, 19 de junho de 2011

Crime de Homofobia em Natal

A homofobia equivale ao racismo; um dia será tão absurdo de declarar homofóbico quanto é hoje se declarar racista.

Não que as pessoas tenham deixado de ser racistas, mas pelo menos a Lei coibe e pune as agressões por racismo declarado.

Se fôssemos um país de povo civilizado, e sem tantos analfabetos funcionais (que lêem mas não interpretam), talvez não precisássemos de leis como: Estatuto do Idoso, Estatuto da Criança e Adolescente, Lei Maria da Penha, Estatuto da Igualdade Racial... mas, como somos extremamente subdesenvolvidos, até uma proposta de Lei Anti-homofobia (PLC 122) está em discussão, e não são poucos os que são declaradamente contra - Irracional!

Enquanto isso, imperam as agressões homofóbicas, sem que o tema seja levado a sério.

Na madrugada de hoje foi vítima de violência mais um homossexual, e certamente o assunto servirá apenas para alimentar estatísticas - uma pena. Os agressores continuam livres e impunes, e com apoio popular para outras práticas de violência, como se fossem justiceiros numa faxina étnica.

No centro de Natal, por volta das 20 horas de ontem (18/06/2011), o jovem Lineker da Silva Nascimento, de 21 anos, travesti mais conhecido por "Kênia" foi assinado a tiros no cruzamento da Av Marechal Deodoro da Fonseca com a Rua General Osório. Não há testemunhas do homicídio, mesmo que o local seja de grande fluxo de pessoas, em frente à Catedral Metropolitana de Natal.

Enquanto não tivermos coragem de provocar plena discussão do assunto, continuamos sendo um país de ignorantes e apoiadores da agressão por gênero.

Joserrí de Oliveira Lucena

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Lei Maria da Penha não muda cultura

É cultural no Brasil que os homens não aceitem que ex-mulheres ou ex-companheiras tenham direito de reconstruírem suas vidas, e ainda contem com a simpatia e apoio até da família das ex...

... quando essa corrente é quebrada, a revolta não raro leva a situações extremas como as que temos lido e assistido nos meios de comunicação: perseguição, espancamentos e até assassinatos são a tônica.

Não vou nominar casos aqui, pois creio que se você escolher qualquer dia da semana e ler os jornais vai encontrar histórias de violência contra ex-mulheres.

Hoje, para pontuar negativamente as estatísticas, mais um caso ocorreu em Natal-RN, quando um policial atentou contra a vida da ex-companheira e tentou suicídio em pleno estacionamento do Hiper Bom Preço de Lagoa Nova (leia reportagem logo abaixo, da Tribuna do Norte).

É triste que este cenário ainda perdure. A Lei Maria da Penha não consegue mudar a cultura machista de nosso país, pois não se muda cultura por Decreto.

Joserrí de Oliveira Lucena




Policial Militar tenta suicídio em hiperpermercado




Um policial militar tentou suicídio no início da noite desta segunda-feira (13), no estacionamento do Hiper Bompreço, da avenida Prudente de Morais, em Lagoa Nova, zona Sul de Natal. O soldado da PM Ricarte Leitão de Medeiros Brito fez a ex-mulher refém por não aceitar o fim do relacionamento.

Há aproximadamente seis meses separados, o soldado PM Medeiros foi até o Hiper Bompreço, onde a ex-mulher é funcionária em uma das lojas. Lá, ele encotrou a ex-companheira (nome preservado) e iniciou os momentos de pânico dentro do estabelecimento.

Ameaçando matar a ex-mulher, o soldado da PM, afastado do trabalho por relacionado às drogas, atingiu a vítima na mão e na boca, mas sem gravidade. Pouco depois das agressões, ele apunhalou o próprio peito, caindo dentro do estabelecimento. A polícia e o Samu foram chamados, socorrendo o soldado Medeiros para o pronto-socorro Clóvis Sarinho. Ainda não há informações concretas sobre o estado de saúde.

De acordo com informações do irmão da vítima, o casal estava separado há seis meses e tinha dois filhos, um de 9 anos e outro de 12 anos de idade. Ambos moram no bairro Nazaré e ele já ameaçava a ex-mulher há bastante tempo. De acordo com informação da PM, havia sindicância para apurar agressões e ameaças do PM à ex-mulher.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

O povo gosta é do Chicote 2

Ainda bem que a transmissão do casamento do século é só um dia, e já acabou. Hoje não teve jornal, e fiquei sem ver tv, prá não ficar marejado. Sei que ainda vão esticar as notícias em vários desdobramentos, com subtemas como louça, lua de mel, caviar, iates... até que venha a próxima catástrofe a atrair os holofotes.

Como tenho mais o que fazer, fui trabalhar. Hoje a tarde, dando uma navegada, li um artigo simples e direto no blog Maria da Penha Neles, que de tão parecido com o artigo que escrevi dia 24/04/2011, O povo gosta é do chicote, resolvi replicar logo abaixo. Por mais que pareça soberba, acho que ambos se completam. O artigo é repostado do blog do sakamoto.

Joserrí


Reis, rainhas, Kate e o cachorro manco


Ligo a TV e percebo que há colegas de profissão quase gozando (por prazer ou obrigação) ao falar da rendinha no enfeite da orelha esquerda do cachorro manco (mas deveras chique) que vai acompanhar uma ex-babá de Kate no casamento com o herdeiro do trono britânico.
Ainda bem que tudo isso acaba amanhã. Não se faz necessário, portanto, descambar a discussão para aquela história, atribuída a Diderot, de tripas, reis, padres e um certo enforcamento…
Mais uma semaninha e ia começar a pipocar comentarista nas redes de TV daqui pedindo um novo plebiscito em nome da volta da monarquia a fim de que o povo brasileiro tivesse o luxo e a glória de viver os preparativos de um casamento dos Orleans e Bragança.
‎”Se a gente fosse primeiro mundo, tinha rei e rainha”, filosofaram-me ontem na rua. Vox populi, vox Dei em nome da Restauração. Poder moderador é o que liga; Sarney para o cargo de Chalaça é o que há.
Em suma, a mídia está enchendo a paciência? ”Desliga a mídia!” , como gritou um sábio amigo.
Ou troque de canal. Afinal de contas, os ingleses têm plebeus, como William, mas também majestades, como Monty Python.

Maria da Penha Neles

Maria da Penha é Lei, sinônimo de combate ao machismo e agora é blog Maria da Penha Neles.


Aproveitando o gancho, sempre que houver pertinência, replicaremos as matérias postadas naquele blog.


A informação ajuda a combater o preconceito, a discriminação e a violência, que por vezes são sutis.


Hoje, por exemplo, conversando com amigos, pontuamos que geralmente as piadas com "santos" da  igreja católica, quando são pejorativas, geralmente referem-se a São Benedito. Por que? Certamente por sua cor. É preconceito velado, mascarado, disfarçado. Não dá pra sermos coniventes.


É importante que as pessoas que detém voz utilizem-na em prol de combater esse machismo exacerbado que existe no Brasil.


Assista ao vídeo em que uma Senadora dá o mote da conversa (mulheres, sua representação parlamentar não tem sido proporcional ao eleitorado):




domingo, 17 de abril de 2011

Perfil das mortes femininas - parte 1

Elogiável a atitude do jornal Correio Braziliense, que publica a partir de hoje uma série de reportagens sobre a morte de mulheres no Brasil.


Há uma carência muito grande de informações e de punição aos assassinos. Os impunes se tornam referência e modelo para outros agressores. Com a publicidade, espera-se que haja uma mudança de cultura (ou pelo menos que a influencie) no sentido de preservar o bem mais importante do mundo: a vida.


Os artigos são importante fonte de consultas para alunos do Direito, mulheres vítimas de agressão e familiares de mulheres assassinadas, para entender melhor o problema; a Lei Maria da Penha, sozinha, não resolve o problema da violência contra a mulher.


Veja o primeiro artigo:


Fácil de matar. Série traça o novo cenário das mortes femininas no paísElas são assassinadas por pais, irmãos, companheiros, traficantes e aliciadores - homens que acreditam ter o poder de decidir sobre a vida. Série de reportagens do Correio iniciada neste domingo (17/4) mostra a escalada dos homicídios de mulheres no país

Publicação: 17/04/2011 09:00 Atualização: 16/04/2011 21:47
Gilmara de Oliveira, 28 anos, celebra a primeira gravidez. Fernanda Martins, 32, escolhe vestidos para levar as três filhas à igreja. Maria do Socorro da Silva, 27, está na fila do embarque para voltar ao Brasil, depois de trabalhar por 24 meses na Espanha. Geysa Maciel dos Santos Cruz, 23, procura uma casa para morar com o filho Carlos Ralf, de 8. Tudo não passa de desejo de familiares e amigos que ficaram na saudade. As histórias das quatro mulheres foram interrompidas um pouco antes do fim da gestação, da seleção das roupas, do início do voo, da formatura de Ralf. Gilmara, Fernanda, Socorro e Geysa estão mortas. Foram assassinadas de forma covarde em 1998, 2002, 2009 e 2011, respectivamente. Deixaram de viver por serem mulheres.
Maria Maciel mostra a foto de Geysa, a filha morta pelo companheiro há 10 dias  (Gustavo Moreno/CB/D.A Press)
Maria Maciel mostra a foto de Geysa, a filha morta pelo companheiro há 10 dias

Não são as únicas. Facadas, tiros, pedradas, golpes de foices e de machados foram os modos de assassinar 4,5 mil mulheres no ano passado em todo o Brasil. É fácil matá-las. Estupros coletivos, torturas psicológicas e físicas, negligência e discriminação — ora mascarada, ora pública — sufocam diariamente brasileiras. De todas as idades — desde a menina de dois anos estuprada e morta a golpes de enxada no interior do Ceará à senhora de 76 anos estrangulada pelo companheiro no Rio de Janeiro. E de todas as classes sociais.

A elevada proporção de mortes de homens — cerca de 90% das vítimas de homicídios — esconde o fenômeno do femicídio, ainda pouco estudado no país. O Brasil não produz estatísticas oficiais de homicídios por sexo, na contramão de países vizinhos que, além de monitorarem as mortes de mulheres, tipificam o crime em leis. Costa Rica, Guatemala, Chile, Colômbia e El Salvador incorporaram no ordenamento jurídico a definição do femicídio. México, Argentina e República Dominicana também estão discutindo alterações na legislação. Em toda a América Latina, o ritmo acelerado com que esses homicídios crescem indica o massacre por questões de gênero. 

A série de reportagens “Fácil de matar”, que o Correio publica a partir de hoje, traça o novo cenário das mortes femininas no país. Estimativas obtidas pela reportagem apontam o aumento médio de 30% nesses crimes na última década. No Pará, chegou a 256%. Em Alagoas, 104%. A violência doméstica, sem resposta eficiente do Estado, apesar da aprovação da Lei Maria da Penha, persiste. Mas são cada vez mais comuns as mortes encomendadas por organizações criminosas, ligadas ao narcotráfico, às redes de exploração sexual e às máfias das fronteiras.

Durante os últimos dois meses, a reportagem buscou os crimes, as vítimas e identificou os algozes, todos homens. A covardia segue uma mesma lógica, fundamentada em repetidas violações de direitos. Ao longo da produção da reportagem, pelo menos 286 mulheres foram mortas no país. As tragédias — que serão contadas ao longo da semana — se perpetuam nas capitais, no interior e ultrapassam fronteiras, fazendo vítimas do outro lado do Oceano Atlântico. Em meio às histórias, uma mulher foi escolhida para dar voz às sobreviventes, reféns agora do medo. Tereza teve mais de 40% do corpo queimado depois de o marido derramar gasolina nela e atear fogo. Preso, ele não desistiu de matá-la. 
Invisíveis

A dificuldade em mapear as informações é a primeira comprovação da invisibilidade do problema para o Poder Público. O levantamento feito pela reportagem considerou dados das secretarias de segurança pública, das polícias e dos movimentos feministas. Em média, 4,6 mulheres são assassinadas por 100 mil habitantes do sexo feminino, podendo mais que dobrar em algumas cidades. Os índices se igualam ou mesmo superam, sozinhos, a taxa total de homicídios, incluindo mulheres e homens, de países europeus ocidentais (3 a 4 por 100 mil), da América do Norte (2 a 6) e na Austrália (2 a 3). Em relação à América Latina, o Brasil perde apenas para lugares como El Salvador, Guiana e Guatemala, onde grupos de direitos humanos já atuam para reverter o caos provocado pelas mortes. Os dados são da Organização Mundial da Saúde (OMS).

As únicas informações oficiais disponíveis no Brasil são do Ministério da Saúde, com base no Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM). Divergem, no entanto, dos números da segurança pública e são prejudicadas por subnotificações. A série histórica das certidões de óbito comprova o aumento dos homicídios no país. Passa de 3,6 mil em 1996 para 4 mil em 2006. O próprio governo critica os dados. A Secretaria Especial de Políticas para Mulheres, ligada à Presidência da República, ignora o fenômeno. Em nenhum dos pontos destacados pelo Plano Nacional de Políticas para Mulheres, a redução dos assassinatos aparece. Segundo a ministra Iriny Lopes, a prioridade é a prevenção da violência. As expectativas de reverter a matança recaem agora sobre a primeira mulher eleita para ocupar o Palácio do Planalto. Dilma Rousseff prometeu, no discurso de posse, “glorificar a vida de cada uma das brasileiras”.



quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Versão Funk da música "Entre tapas e beijos"

Delegacias da Mulher recebem poucas denúncias (se comparado ao universo) de agressões contra companheiras, namoradas, esposas, filhas, mães, etc.

Agora, como no caso da matéria abaixo, a agressão contra o homem, não tem uma delegacia especializada, nem o amparo de uma Lei como a "Maria da Penha"... até porque são raríssimos os casos em que as mulheres decidem dar "um caldo" nos agressores - e quando fazem, as vezes exageram.

Marido de Verônica Costa está no CTI com queimaduras de terceiro grau

Funkeira pode ser indiciada por tortura

Foto: Agência O Dia
Rio - O marido da funkeira Verônica Costa, Márcio Costa, de 34 anos, está internado na CTI do Hospital Pasteur, no Méier, na Zona Norte, sem previsão de alta. Na noite desta terça-feira, Márcio procurou à 42ª DP (Recreio dos Bandeirantes) com queimaduras no corpo e no rosto e acusou Verônica de torturá-lo. 

Para o pai do empresário, Felicíssimo Costa, o crime de tortura foi premeditado e a família está em choque com o que ocorreu. Segundo o aposentado, o filho ficou quase 22 horas sendo torturado por Verônica, seu irmão, irmã, cunhado e padastro. À polícia, Márcio Costa afirmou ter ficado com as mãos e os pés amarrados com correntes, corda e cadeado durante 20 horas. 

Márcio afirmou ter conseguido escapar apenas no final da tarde de terça-feira, quando pulou o muro de casa e pediu ajuda aos vizinhos. Após realizar exame de corpo de delito no IML, Márcio foi levado ao hospital, onde está internado no CTI, sem previsão de alta, com queimaduras de terceiro grau.

Verônica Costa ainda não foi localizada e ela será intimada a prestar esclarecimentos à polícia. A funkeira pode ser indiciada por tortura.

Queixa contra o marido em outubro


Esta não foi a primeira vez que uma briga entre a Mãe Loira do funk, Verônica Costa, e o marido foi parar na polícia. Em outubro de 2010, a funkeira prestou queixa por agressão contra Márcio. Verônica foi até a Delegacia da Mulher (Deam), de Jacarépagua, Zona Oeste, apresentando pequenas escoriações.
Obrigado por visitar este Blog

Este é um espaço para a livre e democrática manifestação de pensamento... não sinta-se constrangido a concordar com o que está escrito, mesmo com os conteúdos com que se identificar.

Se fizer citação, favor indicar a fonte.

Veja no rodapé como fazer download de livro sobre alimentação saudável para diabéticos DM1

Diabetes: uma batalha a cada dia

Se você conhece alguém com diagnóstico de diabetes tipo 1, repasse este link para download desse livro, que é um verdadeiro manual da alimentação.

http://www.sanofi-aventis.com.br

No quadro Search escrevam "Comida que cuida 2".
Se quiserem, podem fazer o download do livro em pdf.