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segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Caso Pesseghini: Conclusão "Mãe Dinah" certamente cairá

Só a cúpula da Polícia Civil de São Paulo ainda quer nos convencer que a conclusão "Mãe Dinah", apresentada pelo delegado Itagiba Franco, é a prova cabal de como tudo aconteceu no caso Pesseghini, na qual a família inteira foi chacinada (5 integrantes).

Nem o cidadão mediano, alheio aos detalhes de uma investigação de cena de crime, caiu nesse conto do vigário que incrimina o filho do casal.

Aos poucos, o DHPP vai sendo desmoralizado, o que pode repercutir em outros casos já "elucidados" e sua credibilidade vai sair maculada desse episódio, em que precipitou-se em escolher rapidamente uma única linha de investigação, e esforçar-se para validá-la; essa tese não se sustenta.

Vejam, por exemplo, o que diz o legista George Sanguinetti, em matéria divulgada na mídia no dia de hoje. Reproduzimos a matéria e a fonte logo abaixo.

Leia mais sobre minha opinião em http://joserrilucena.blogspot.com.br/2013/08/caso-pesseghini-foto-da-familia-no.html

Joserrí de Oliveira Lucena
Estudante do Direito, Uern.



Legista do caso PC Farias contesta PM de SP e diz que filho de sargento da Rota foi assassinado



Aliny Gama
Do UOL, em Maceió






Legista contesta versão da polícia de SP para chacina de família de PMs8 fotos

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Ao analisar as fotos do local em que os corpos de Marcelo e dos pais foram encontrados, Sanguinetti afirma que a posição do adolescente não é compatível com a de um suicídio, e sim, com a de um assassinato. "A posição em que o corpo do menino caiu, com a mão direita em cima do lado esquerdo da cabeça, e o braço esquerdo dobrado para trás, com a palma da mão esquerda aberta para cima, não é compatível com a posição de um suicida, e sim, de uma pessoa que foi assassinada", diz Aliny Gama/UOL



O médico legista e professor da Ufal (Universidade Federal de Alagoas) George Sanguinetti, que ficou conhecido por refazer o laudo das mortes do casal Paulo Cesar Farias e Suzana Marcolino e apontar que eles foram assassinados em 1996, afirmou em entrevista ao UOL que o filho do casal de policiais militares paulistas Marcelo Eduardo Bovo Pesseghini, 13, também foi assassinado junto com os pais.


Marcelo é até o momento o principal suspeito de ter matado o pai, o sargento da Rota (tropa de elite da PM) Luís Marcelo Pesseghini, 40, a mãe, a cabo Andréia Pesseghini, 36, a avó e uma tia avó. Para a polícia, o adolescente cometeu os quatro assassinatos entre a madrugada do último domingo (4) e a de segunda (5), com a arma da mãe, uma pistola .40, e se matou no começo da tarde de segunda, ao voltar do colégio. 
Ao analisar as fotos da sala em que Marcelo e os pais foram encontrados mortos, Sanguinetti foi categórico ao afirmar que a posição do corpo do adolescente não é compatível com a de um suicídio, e sim, com a de um assassinato.
"Há muita clareza nas posições dos corpos, que mostram que os três foram assassinados. Ao fazer os cálculos de corpos com estatura semelhantes à da mãe e do filho, podemos observar que todos foram mortos por outra pessoa", disse Sanguinetti, explicando em um cenário montado com um colchão no chão e um boneco na posição semelhante à qual Marcelo foi encontrado morto.
"A posição em que o corpo do menino caiu, com a mão direita em cima do lado esquerdo da cabeça e o braço esquerdo dobrado para trás, com a palma mão esquerda aberta para cima, não é compatível com a posição de um suicida, e sim, com a de uma pessoa que foi assassinada. A arma do crime também não está no local compatível, que iria aparecer na foto em cima da cama ou próximo aos joelhos do menino", explicou Sanguinetti.
Para ele, a equipe da perícia precisa refazer os cálculos do trajeto dos corpos ao serem atingidos pelos projéteis porque a conclusão está equivocada ao afirmar que o menino assassinou os pais e depois se matou. Ele explicou que não é impossível refazer os cálculos mesmo com o cenário desfeito e que os peritos devem se basear nas imagens para concluir "claramente" que o menino também foi vítima.


Leia mais em: http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2013/08/11/legista-do-caso-pc-farias-contesta-pm-de-sp-e-diz-que-filho-de-sargento-da-rota-foi-assassinado.htm

Fonte: UOL

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Lei Maria da Penha não muda cultura

É cultural no Brasil que os homens não aceitem que ex-mulheres ou ex-companheiras tenham direito de reconstruírem suas vidas, e ainda contem com a simpatia e apoio até da família das ex...

... quando essa corrente é quebrada, a revolta não raro leva a situações extremas como as que temos lido e assistido nos meios de comunicação: perseguição, espancamentos e até assassinatos são a tônica.

Não vou nominar casos aqui, pois creio que se você escolher qualquer dia da semana e ler os jornais vai encontrar histórias de violência contra ex-mulheres.

Hoje, para pontuar negativamente as estatísticas, mais um caso ocorreu em Natal-RN, quando um policial atentou contra a vida da ex-companheira e tentou suicídio em pleno estacionamento do Hiper Bom Preço de Lagoa Nova (leia reportagem logo abaixo, da Tribuna do Norte).

É triste que este cenário ainda perdure. A Lei Maria da Penha não consegue mudar a cultura machista de nosso país, pois não se muda cultura por Decreto.

Joserrí de Oliveira Lucena




Policial Militar tenta suicídio em hiperpermercado




Um policial militar tentou suicídio no início da noite desta segunda-feira (13), no estacionamento do Hiper Bompreço, da avenida Prudente de Morais, em Lagoa Nova, zona Sul de Natal. O soldado da PM Ricarte Leitão de Medeiros Brito fez a ex-mulher refém por não aceitar o fim do relacionamento.

Há aproximadamente seis meses separados, o soldado PM Medeiros foi até o Hiper Bompreço, onde a ex-mulher é funcionária em uma das lojas. Lá, ele encotrou a ex-companheira (nome preservado) e iniciou os momentos de pânico dentro do estabelecimento.

Ameaçando matar a ex-mulher, o soldado da PM, afastado do trabalho por relacionado às drogas, atingiu a vítima na mão e na boca, mas sem gravidade. Pouco depois das agressões, ele apunhalou o próprio peito, caindo dentro do estabelecimento. A polícia e o Samu foram chamados, socorrendo o soldado Medeiros para o pronto-socorro Clóvis Sarinho. Ainda não há informações concretas sobre o estado de saúde.

De acordo com informações do irmão da vítima, o casal estava separado há seis meses e tinha dois filhos, um de 9 anos e outro de 12 anos de idade. Ambos moram no bairro Nazaré e ele já ameaçava a ex-mulher há bastante tempo. De acordo com informação da PM, havia sindicância para apurar agressões e ameaças do PM à ex-mulher.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Cibele Dorsa: carta de uma suicida

Não pretendo competir com a Sônia Abrão, que comentou a carta suicida de Cibele Dorsa nos mínimos detalhes, por vezes adivinhando ou supondo até o que a atriz estava pensando quando escreveu cada palavra do texto.


A tal carta virou uma espécie de texto reflexivo, em que faz afirmações contundentes quanto aos seus relacionamentos, além de ensaios sobre vidas futuras e espiritualismo.


A princípio o caso foi investigado como "queda" do apartamento, mas a suicida não deixou dúvidas de seu ato, havendo feito o registro de várias formas irrefutáveis, incluindo a tal carta, que hoje foi o prato do dia, no programa da apresentadora citada acima.


A atriz e escritora Cibele Dorsa estava vivendo um drama terrível e passando por perturbações, após o suicídio de seu esposo Gilberto Scarpa, que pulou da mesma janela e do mesmo apartamento, no dia 30 de janeiro de 2011. 


Ela deixou dois filhos menores, de 8 e 11 anos de idade.


Se você tem a curiosidade de conhecer o texto, vai postado logo abaixo. Só leia se tiver estômago:


“Viver sem o Gilberto é pra mim uma sobrevida desumana. De todos os homens que passaram por mim quem me fez mais mal foi sem dúvida alguma, o Doda, pai da filha que nem mais contato pude ter, e quem mais me fez bem, em vida, foi o Gilberto. Viver sem meus dois filhos e sem o amor da minha vida me dilacera por inteiro, é como se eu estivesse acordada passando por uma cirurgia cardíaca, sinto meu coração sendo cortado, um bisturi elétrico que não para nunca. Não aguento mais chorar, quando não estou soluçando de tanto chorar, fico com lágrimas calmas mas, elas não cessa, nunca! Não aguento mais viver, ou melhor, sobreviver. A comida não desce, sinto um nó na garganta, estou ficando cada dia mais magra, sinto minha pele se descolando do meu corpo. (…) Minha cabeça não consegue pesar menos que 10 toneladas, eu não tenho mais paz, a cena da morte do meu amor me atropela constantemente, lembro do corpo do Gilberto no meio da rua mas, os olhos estavam abertos e eu achei que ele pudesse me ouvir… Falei muito com ele acho que ele deve ter ouvido mas, falei tarde demais. Eu disse que me casaria, que teria o filho, que ele não poderia morrer, molhei o rosto dele de tantas lágrimas e, nada de conseguir que ele se salvasse. (…) Estou sofrendo mais dor agora do que quando sofri o acidente de carro. Agora não tem morfina, não tem nada que acalme essa dor, nada que faça parar essa sensação de perfuração no meu peito. Ainda por cima, o Doda parece nunca cansar de me humilhar, ele não se satisfará nunca mesmo. É o pior homem que já conheci em minha vida, um lobo em pele de cordeiro.”
“Doda, Que um dia Deus te perdoe pelo que vc fez e faz comigo, com a Athina e com as crianças, tente ser alguém melhor, tenho pena da Athina… essa nunca vai conhecer um homem de verdade, um amor. Eu sofro agora, no entanto, fui plenamente feliz ao lado do Gilberto, homem de verdade, que mostra a cara, que não menti, não dissimula, e, assim ele foi até o final. Ele pulou do prédio por vergonha de ter sido vencido pelas drogas…uma pena. Quem devia se matar não se mata…”
“Perdoem a mamãe, mas, a solidão é uma prisão terrível, é como se eu estivesse trancada dentro de mim mesma, estou cansada, sinto muito a falta de vcs mas, confesso que com o Gilberto aqui era mais fácil suportar, eu o amo muito, não sei nem como posso continuar… aqui em casa ficou frio, me sinto fora do meu corpo às vezes, e, isso me dá uma pausa na dor, só que depois volta em dose mais pesada. Faz algumas semanas que sinto uma leveza no corpo, como se eu estivesse já com um pouco de ausência do mundo terreno. (…) Amo vcs e estarei olhando vcs (…) meu sonho é encontrar o Gilberto em Aruanda e virar guia espiritual. Vivi, ainda vamos nos encontrar em outras vidas, nunca te bandonei, seu pai fez um plano milionário para tirá=la de mim, não tive saída. Fe, idem… vou estar torcendo por vc no futebol, na realização de seus sonhos.. O inacabado, o interrompido tem que ter um fim.”
(trechos publicados em: CNews) 
Foto: Divulgação
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