Mostrando postagens com marcador economia global. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador economia global. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Chinarização

Há cerca de 20 anos o mundo vivia o ápice de um movimento chamado Globalização. Tal escola direcionava hábitos como consumo, investimentos, cultura, economia, política e informação para serem homogêneos - o planeta seria uma Aldeia Global. Assim, uma calça jeans é vestimenta comum nos EUA, no Brasil ou na África. Artistas fazem sucesso desprendidos da cultura local, e de alguns nem se sabe a nacionalidade desde que o "inglês" seja a língua de suas músicas...
 
Uma moeda única, um governo supranacional, uma metarreligião seriam os paradigmas desse movimento, que parece ter estagnado diante do surgimento de um gigante que engoliu a globalização e tornou-se dono do modo de produção capitalista.
 

 
Paradoxalmente, é a China (a maior nação Comunista do Mundo) o Centro de Produção Global (tendo o controle da produção de alicates para unhas a apetrechos de alta tecnologia, de brinquedos infantis a equipamento bélico).
 
Todas as marcas famosas do planeta valem-se da China para fazer uso da Mais-Valia, usando-a numa escala jamais imaginada por Marx.
 
O mundo "globalizado" assiste passivamente a China desrespeitar regras ambientais, trabalhistas e humanitárias. Aliás, passivamente não; Ativamente.
 
Num movimento consciente, empresas do mundo inteiro desmontaram seus parques industriais e mudaram-se para a China de mala e cuia. É a Chinarização.
 
Vivemos uma crise global no emprego, que deteriora qualidade vida, saúde e finanças, e a reação esboçada é seguir o modelo que flexibiliza direitos e reivindica cometer ou tolerar os mesmos abusos. É a Chinarização.
 
Gostaria que o mundo acordasse para essa realidade e passasse a exigir da China o atendimento a todas as legislações e direitos que se exigem de qualquer outro país do mundo. Para acordar, precisaria estar dormindo; mas está tudo "acordadíssimo!"
 
Chegará o dia em que todos lamentarão o mundo não ser mais como era antes; aliás, nesse dia, nem a China será mais o Tigre de outrora. Até lá, de tão diminuídos que estarão os trabalhadores, a China poderá ser bem aqui.
 
 
Joserrí de Oliveira Lucena
Historiador (UFRN)
MBA Negócios Financeiros (PUC-Rio)
Esp Desenvolvimento Sustentável (UFRN)
Bel.ndo Direito (UERN)
 
Frase de rodapé não diz quem a gente é.
 



segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Crise? (2/2)


- E a Crise?
 
Duas amigas conversam; uma delas empolgada fala sobre os ótimos preços dos produtos para reformar a casa.
 
A outra interrompe:
- E a crise?
- É alérgica! - retruca a primeira.
 
O breve diálogo acima é proposta de comercial de TV de um varejista local, e mostra como a nossa percepção tem impacto significativo na nossa reação.
 
Este é o retrato de um momento cuja dimensão psicológica pode redundar em mudança de comportamentos, reduzindo o consumo e gerando efeito no mercado financeiro e na Economia.
 
Aí você pode me questionar quem está alienado da realidade, e eu prefiro não discutir teorias macro-econômicas. Sugiro algo mais simples: dê uma olhada no extrato do seu plano de previdência privada e compare rentabilidade esperada e realizada.
Certamente o resultado realizado está aquém do benchmark "esperado"; ainda que nessa conta esteja a soma da expectativa dos últimos anos, o que aponta para uma falsa percepção de prejuízo. A expectativa frustrada pode ser lida como resultado de Crise.
 
De outro prisma, percebe-se que a rentabilidade alcançada está bem superior à média de outras aplicações em ativos financeiros (e em algum recorte, é superior à meta atuarial do próprio plano).
 
Mas que Crise é essa que permite um retorno bem superior a ativos semelhantes no chamado Primeiro Mundo, de forma quase perene?
 
Querer retorno de 15% a.a. (acima da inflação) e conseguir "só" 7% é ruim?
 
Essa rentabilidade "ruim" tem atraído cada vez mais investidores estrangeiros de todos os segmentos para o Brasil: seguradoras, construtoras, montadoras, empresas de grifes famosas (e outras nem tão) e inclusive agentes financeiros (o mais recente um Banco chinês) - nenhuma instituição de caridade, pode crer.
 
Que a Crise (alérgica) passe rápido!
 
Boa semana de trabalho para todos!
 
Sds,
 
Joserrí de Oliveira Lucena
Historiador
MBA Negócios Financeiros (PUC-Rio)
Esp Desenvolvimento Sustentável (UFRN)
Bel.ndo Direito (UERN)
 
 
Frase de rodapé não diz quem a gente é.
Passa logo, crise alérgica!
 

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Sacolas de plástico e a Ecologia de oportunidade

Os donos de supermercados viraram todos ecologistas. As sacolas plásticas são o vilão da vez.

Agora vejas as razões para essa conversão repentina, com dados sobre as SACOLAS, e comentário pessoal em cada ítem:

* 300 anos é o tempo que a sacola plástica leva para se decompor (embora ninguém tenha me mostrado uma sacola de 300 anos atrás - você tem alguma?)

* R$ 0,02 é o valor da unidade da sacolinha (na compra de feiras que a gente faz, realmente esse valor será uma grande economia)

* 300 milhões é o número de sacolas em circulação por ano no RN (Ou seja, serão 300 milhões de vezes que NÓS teremos que carregar as feiras nas mãos - realmente será muito bom. Imagine que nem precisaremos mais ir às academias de ginástica)

* 1% é o que representa as sacolinhas no faturamento das lojas (Espera-se que os produtos sejam barateados em 1%, no mínimo, não é verdade?)

* R$ 6 milhões é a economia dos supermercados com a proibição das sacolas (aqui está uma boa causa para virar ecologista. Com a demissão dos embaladores, a economia deverá ser muito maior)

Não sou contra a idéia de práticas ecologicamente corretas. Mas, na minha casa, a gente utiliza as sacolas porque sobe lances de escada com as compras, e reutiliza todas as sacolas na coleta do lixo doméstico. Será que vão exigir sacolões ecologicamente corretos para botar o lixo prá fora?

Gasolina polui muito mais e a economia seria muito maior se a gente proibisse seu comércio; vamos ser "verdes" e "ecologistas" de verdade; é só abolir os combustíveis poluentes e andar a pé. A gente quebra a Petrobrás e faz uma economia de bilhões de reais... e o centro, a direita, a esquerda e o meio ambiente agradecerão imensamente.

Parabéns aos donos da idéia brilhante, meia-sola e HIPÓCRITA. Certamente os próximos passos serão abolir as garrafas PETs, os copos descartáveis, o papel higiênico, os banheiros... tudo isso polui prá valer!


A propósito, com a venda das novas ECOBAGS, os supermercados esperam ampliar seu faturamento, pois cada uma deverá ser comercializada no próprio estabelecimento ao preço de R$ 4,00.

Está vendo como é fácil empresário virar ecologista? Foi por razões como essa que muitos reis se converteram ao Protestantismo no século XVI...


Joserrí de Oliveira Lucena
Obrigado por visitar este Blog

Este é um espaço para a livre e democrática manifestação de pensamento... não sinta-se constrangido a concordar com o que está escrito, mesmo com os conteúdos com que se identificar.

Se fizer citação, favor indicar a fonte.

Veja no rodapé como fazer download de livro sobre alimentação saudável para diabéticos DM1

Diabetes: uma batalha a cada dia

Se você conhece alguém com diagnóstico de diabetes tipo 1, repasse este link para download desse livro, que é um verdadeiro manual da alimentação.

http://www.sanofi-aventis.com.br

No quadro Search escrevam "Comida que cuida 2".
Se quiserem, podem fazer o download do livro em pdf.