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domingo, 22 de maio de 2011

Sou o herege da vez! Pr Ricardo Gondim


Entrevista do Pastor Ricardo Gondim à Revista Carta Capital deixa o mundo gospel com as barbas de Arão de molho.

Já deu resultados. Você lerá em novo post a repercussão de suas palavras e a "conversa" que teve com uma comissão de pastores.

É que o império gospel do dinheiro sentiu-se ameaçado por suas afirmações. E não estou aqui dizendo que comungo das ideias de Ricardo Gondim... mas por que escolher odiar tanto? A trupe de pastores-empresários-políticos acham que podem estabelecer uma ditadura gospelcrática (já que teocrática significaria usar o nome de Deus em vão).

Prá você ver como grande parte do mundo gospel tem sido hipócrita. O Pastor Ricardo Gondim é uma das maiores referências de autoridade eclesiástica, sério, honrado, fiel... mas virou herege por ousar ter opinião própria. Virou bruxo!

Leia a entrevista logo abaixo e veja se você é um daqueles para quem o pastor perde seu valor e está desmoralizado...

... para mim, ele ganha em conceito e ajuda a tirar as viseiras que nos impedem de entender que o mundo é amplo e não posso obrigar ninguém a seguir a Bíblia do mesmo modo que não quero que ninguém me obrigue a seguir o Alcorão.

Joserrí de Oliveira Lucena


Pastor RICARDO GONDIM concede entrevista a Gerson Freitas da Carta Capital

“Deus nos livre de um Brasil evangélico”. Quem afirma é um pastor, o cearense Ricardo Gondim. Segundo ele, o movimento neopentecostal se expande com um projeto de poder e imposição de valores, mas em seu crescimento estão as raízes da própria decadência. Os evangélicos, diz Gondim, absorvem cada vez mais elementos do perfil religioso típico dos brasileiros, embora tendam a recrudescer em questões como o aborto e os direitos homossexuais. Aos 57 anos, pastor há 34, Gondim é líder da Igreja Betesda e mestre em teologia pela Universidade Metodista. E tornou-se um dos mais populares críticos do mainstream evangélico, o que o transformou em alvo. “Sou o herege da vez”, diz na entrevista a seguir:


CartaCapital: Os evangélicos tiveram papel importante nas últimas eleições. O Brasil está se tornando um país mais influenciável pelo discurso desse movimento?
Ricardo Gondim: Sim, mesmo porque, é notório o crescimento do número de evangélicos. Mas é importante fazer uma ponderação qualitativa. Quanto mais cresce, mais o movimento evangélico também se deixa influenciar. O rigor doutrinário e os valores típicos dos pequenos grupos se dispersam, e os evangélicos ficam mais próximos do perfil religioso típico do brasileiro.
CC: Como o senhor define esse perfil?
RG: extremamente eclético e ecumênico. Pela primeira vez, temos evangélicos que pertencem também a comunidades católicas ou espíritas. Já se fala em um “evangelicalismo popular”, nos moldes do catolicismo popular, e em evangélicos não praticantes, o que não existia até pouco tempo atrás. O movimento cresce, mas perde força. E por isso tem de eleger alguns temas que lhes assegurem uma identidade. Nos Estados Unidos, a igreja se apega a três assuntos: aborto, homossexualidade e a influência islâmica no mundo. No Brasil, não é diferente. Existe um conservadorismo extremo nessas áreas, mas um relaxamento em outras. Há aberrações éticas enormes.
CC: O senhor escreveu um artigo intitulado “Deus nos Livre de um Brasil Evangélico”. Por que um pastor evangélico afirma isso?
RG: Porque esse projeto impõe não só a espiritualidade, mas toda a cultura, estética e cosmovisão do mundo evangélico, o que não é de nenhum modo desejável. Seria a talebanização do Brasil. Precisamos da diversidade cultural e religiosa. O movimento evangélico se expande com a proposta de ser a maioria, para poder cada vez mais definir o rumo das eleições e, quem sabe, escolher o Presidente da República. Isso fica muito claro no projeto da Igreja Universal. O objetivo de ter o pastor no Congresso, nas instâncias de poder, é o de facilitar a expansão da igreja. E, nesse sentido, o movimento é maquiavélico. Se é para salvar o Brasil da perdição, os fins justificam os meios.
CC: O movimento americano é a grande inspiração para os evangélicos no Brasil?
RG: O movimento brasileiro é filho do fundamentalismo norte-americano. Os Estados Unidos exportam seu american way life de várias maneiras, e a igreja evangélica é uma das principais. As lideranças daqui leem basicamente os autores norte-americanos e neles buscam toda a sua espiritualidade, teologia e normatização comportamental. A igreja americana é pragmática, gerencial, o que é muito próprio daquela cultura. Funciona como uma agência prestadora de serviços religiosos, de cura, libertação, prosperidade financeira. Em um país como o Brasil, onde quase todos nascem católicos, a igreja evangélica precisa ser extremamente ágil, pragmática e oferecer resultados para se impor. É uma lógica individualista e antiética. Um ensino muito comum nas igrejas é a de que Deus abre portos de emprego para os fiéis. Eu ensino minha comunidade a se desvincular dessa linguagem. Nós nos revoltamos quando ouvimos que algum político abriu uma porta para o apadrinhado. Por que seria diferente com Deus?
CC: O senhor afirma que a igreja evangélica brasileira está em decadência, mas o movimento continua a crescer.
RG: Uma igreja que, para se sustentar, precisa de campanhas cada vez mais mirabolantes, um discurso cada vez mais histriônico e promessas cada vez mais absurdas está em decadência. Se para ter a sua adesão eu preciso apelar a valores cada vez mais primitivos e sensoriais e produzir o medo do mundo mágico, transcendental, estão a minha mensagem está fragilizada.
CC: Pode-se dizer o mesmo do movimento norte-americano?
RG: Muitos dizem que sim, apesar dos números. Há um entusiasmo crescente dos mesmos, mas uma rejeição cada vez mais dos que estão de fora. Hoje, nos Estados Unidos, uma pessoa que não tenha sido criada no meio e que tenha um mínimo de senso crítico nunca vai se aproximar dessa igreja, associada ao Bush, à intolerância em todos os sentidos, ao Tea Party, à guerra.
CC: O senhor é a favor da união civil entre homossexuais?
RG: Sou a favor. O Brasil é um país laico. Minhas convicções de fé não podem influenciar, tampouco atropelar o direito de outros. Temos de respeitar as necessidades e aspirações que surgem a partir de outra realidade social. A comunidade gay aspira por relacionamentos juridicamente estáveis. A nação tem de considerar essa demanda. E a igreja deve entender que nem todas as relações homossexuais são promíscuas. Tenho minhas posições contra a promiscuidade, que considero ruim para as relações humanas, mas isso não tem uma relação estreita com a homossexualidade ou com a heterossexualidade.
CC: O senhor enfrenta muita oposição de seus pares?
RG: Muita! Fui eleito o herege da vez. Entre outras coisas, porque advogo a tese de que a teologia de um Deus títere, controlador da história, não cabe mais. Pode ter cabido na era medieval, mas não hoje. O Deus em que creio não controla, mas ama. É incompatível a existência de um Deus controlador com a liberdade humana. Se Deus é bom e onipotente, e coisas ruins acontecem, então há algo errado com esse pressuposto. Minha resposta é que Deus não está no controle. A favela, o córrego poluído, a tragédia, a guerra, não têm nada a ver com Deus. Concordo muito com Simone Weil, uma judia convertida ao catolicismo durante a Segunda Guerra Mundial, quando diz que o mundo só é possível pela ausência de Deus. Vivemos como se Deus não existisse, porque só assim nos tornamos cidadãos responsáveis, nos humanizamos, lutamos pela vida, pelo bem. A visão de Deus como um pai todo-poderoso, que vai me proteger, poupar, socorrer e abrir portas é infantilizadora da vida.
CC: Mas os movimentos cristãos foram sempre na direção oposta.
RG: Não necessariamente. Para alguns autores, a decadência do protestantismo na Europa não é, verdadeiramente, uma decadência, mas o cumprimento de seus objetivos: igrejas vazias e cidadãos cada vez mais cidadãos, mais preocupados com a questão dos direitos humanos, do bom trato da vida e do meio ambiente.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Sacolas de plástico e a Ecologia de oportunidade

Os donos de supermercados viraram todos ecologistas. As sacolas plásticas são o vilão da vez.

Agora vejas as razões para essa conversão repentina, com dados sobre as SACOLAS, e comentário pessoal em cada ítem:

* 300 anos é o tempo que a sacola plástica leva para se decompor (embora ninguém tenha me mostrado uma sacola de 300 anos atrás - você tem alguma?)

* R$ 0,02 é o valor da unidade da sacolinha (na compra de feiras que a gente faz, realmente esse valor será uma grande economia)

* 300 milhões é o número de sacolas em circulação por ano no RN (Ou seja, serão 300 milhões de vezes que NÓS teremos que carregar as feiras nas mãos - realmente será muito bom. Imagine que nem precisaremos mais ir às academias de ginástica)

* 1% é o que representa as sacolinhas no faturamento das lojas (Espera-se que os produtos sejam barateados em 1%, no mínimo, não é verdade?)

* R$ 6 milhões é a economia dos supermercados com a proibição das sacolas (aqui está uma boa causa para virar ecologista. Com a demissão dos embaladores, a economia deverá ser muito maior)

Não sou contra a idéia de práticas ecologicamente corretas. Mas, na minha casa, a gente utiliza as sacolas porque sobe lances de escada com as compras, e reutiliza todas as sacolas na coleta do lixo doméstico. Será que vão exigir sacolões ecologicamente corretos para botar o lixo prá fora?

Gasolina polui muito mais e a economia seria muito maior se a gente proibisse seu comércio; vamos ser "verdes" e "ecologistas" de verdade; é só abolir os combustíveis poluentes e andar a pé. A gente quebra a Petrobrás e faz uma economia de bilhões de reais... e o centro, a direita, a esquerda e o meio ambiente agradecerão imensamente.

Parabéns aos donos da idéia brilhante, meia-sola e HIPÓCRITA. Certamente os próximos passos serão abolir as garrafas PETs, os copos descartáveis, o papel higiênico, os banheiros... tudo isso polui prá valer!


A propósito, com a venda das novas ECOBAGS, os supermercados esperam ampliar seu faturamento, pois cada uma deverá ser comercializada no próprio estabelecimento ao preço de R$ 4,00.

Está vendo como é fácil empresário virar ecologista? Foi por razões como essa que muitos reis se converteram ao Protestantismo no século XVI...


Joserrí de Oliveira Lucena

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Hipocrisia devia ter limites

Tenho descoberto a cada dia mais cidadãos, formadores de opinão, que estão indignados com esse festival de desmandos que tanto incomoda: temos sustentado uma verdadeira monarquia (parlamentar) há dezenas de anos no poder.

E esses monarcas (sob a denominação mais bonita de Oligarquias) usam o poder para massacrar o povo. Hoje li um comentário riquíssimo de detalhes, que diz o seguinte, após post com entrevista da professora Amanda Gurgel, no jornal Tribuna do Norte (SIC):

"allyssonygor@...
19/05/2011 @ 14h49
Parabens Professora, como aluno estou orgulhoso da senhora, lembrando tb que: Um motorista do Senado ganha mais para dirigir um automóvel do que um oficial da Marinha para pilotar uma fragata ! Um ascensorista da Câmara Federal ganha mais para servir os elevadores da casa do que um oficial da Força Aérea que pilota um Mirage. Um diretor que é responsável pela garagem do Senado ganha mais que um oficial-general do Exército que comanda uma Região Militar ou uma grande fração do Exército. Um diretor sem diretoria do Senado, cujo título é só para justificar o salário, ganha o dobro do que ganha um professor universitário federal concursado, com mestrado, doutorado e prestígio internacional. Um assessor de 3º nível de um deputado, que também tem esse título para justificar seus ganhos, mas que não passa de um "aspone" ou um mero estafeta de correspondências, ganha mais que um cientista-pesquisador da Fundação Instituto Oswaldo Cruz, com muitos anos de formado, que dedica o seu tempo buscando curas e vacinas para salvar vidas. O SUS paga a um médico, por uma cirurgia cardíaca com abertura de peito, a importância de R$ 70,00, equivalente ao que uma diarista cobra para fazer a faxina num apartamento de dois quartos. PRECISAMOS URGENTEMENTE DE UM CHOQUE DE MORALIDADE NOS TRÊS PODERES DA UNIÃO, VERGONHA NACIONAL."

É um absurdo, mas é real.

Também... num país em que as coisas são pelo avesso, li hoje em vários jornais que no caso do assassinato do amante pela loira fatal, quem vai ser punido é o POLICIAL!? Isso mesmo, por usar algemas como um colar, ao estilo Lampião.


Também li que no caso do acidente do avião da Gol com o Legacy quem vai prá cadeia (de verdade), depois de perder o emprego, é o CONTROLADOR DE VÔOS.


Hipocrisia devia ter limite.

Do jeito que vai, vamos ver o rabo abanando o cachorro, o queijo comendo o rato... prá completar essa inversão de valores.

Está prá estourar a tampa da chaleira e a sociedade já demonstrou do que é capaz no movimento #combustíveismaisbaratosjá.

Aqui não é o Egito ou Líbano, mas o povo está cansando de sustentar a nobreza palaciana com seu enriquecimento vertiginoso!

Joserrí de Oliveira Lucena

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Polêmica em Caicó-RN: ator gay na Paixão de Cristo

Li em blogs do Seridó (Rio Grande do Norte) que a peça a Paixão de Cristo não poderá ser encenada às portas de igreja, e foi mudada para local “secular” para não afrontar a religiosidade de conservadores. É que, entre alguns motivos de discórdia, estes sentem-se insultados por haver no elenco da peça atores gays.

O preconceito é resquício de um período funesto que deveríamos ter superado: a Idade Média. Nele, o ódio e a intolerância religiosa, sob a pecha do fundamentalismo levaram muitos à fogueira, acusados de heresia, bruxaria e outras invencionices dos “donos do poder”.

Podíamos chamar de miopia, mas é a hipocrisia que não permite enxergar que dançarinos de bandas (homens e mulheres semi-nus), venda de bebida alcoólica e jogos de azar na porta das igrejas em festa de padroeiros é agressão ao cristianismo e ao bom senso.

No caso desse episódio em Caicó, não há amparo para tanto ódio, se toda a Lei e os profetas resumem-se em 2 mandamentos, segundo Jesus Cristo:
Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.

Hierarquias clericais, criadas pelas instituições, tentam nos afastar de Deus, ensinando-nos a julgar, condenar, discriminar… exatamente o contrário dos ensinamentos de Jesus.

Narra-se que um cristão foi se queixar com Deus, pois não o aceitaram na igreja… ao que o Criador respondeu:
- eles também não me deixam entrar!

Como diria Ghandi:
“Eu gosto de seu Cristo… mas não de seus cristãos. Seus cristãos são tão diferentes de seu cristo”. Mahatma Gandhi

Parabéns aos atores de Caicó, que, como Ghandi, sabem separar Cristo dos cristãos. Eu e minha família estaremos em Caicó e iremos assistir a apresentação.


Sugiro, ainda, assistir ao interessantíssimo vídeo do youtube, clicando no link abaixo:
http://youtu.be/vgT6jOExFjk
Joserrí
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Veja no rodapé como fazer download de livro sobre alimentação saudável para diabéticos DM1

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