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sábado, 15 de março de 2014

"Se a boa escola é a que reprova, o bom hospital é o que mata." Hamilton Werneck

Durante o curso do Magistério, em 1989, li um livro interessantísimo do professor Hamilton Werneck: 
"SE A BOA ESCOLA É A QUE REPROVA, O BOM HOSPITAL É QUE MATA!"

Não podemos generalizar que todos os docentes pensam do mesmo modo, mas há aqueles que se envaidecem de reprovar, como forma de serem reconhecidos como durões ou até apenas para serem notados, valorizando sua cadeira como maior que as outras... uma pena.

O diálogo aluno-professor é fundamental para a TROCA que é a aprendizagem, pois, como dizia Paulo Freire, "Ninguém ensina ninguém; ninguém aprende sozinho; as pessoas aprendem juntas".

Pois bem, nessa TROCA, o professor (prefiro facilitador) tem um importante papel, e sua "avaliação" pode ser feita inclusive a partir do reflexo das NOTAS dos alunos - que é, em resumo, uma forma tosca de medir o quanto foi exitoso/frustrante atrair a atenção dos alunos para "se apaixonarem" pelo tema...

Há os professores que se orgulham, sim, de maltratar os alunos com o poder da tinta vermelha, e, quando possível, reprová-los por motivos extra-aula... para tais, sugiro lerem a obra supra, da qual reproduzo um resumo abaixo (o trabalho é da internauta Mayara Lopes, e já foi replicado por outras pessoas). 

Entre outras coisas, o autor assevera: "A reprovação é sempre mais um problema de “ensinagem” do que de aprendizagem."

O problema é que, diferente de um paciente, que pode optar não ser tratado por um médico que é famoso por matar seus pacientes, a maioria dos alunos não pode escolher seus professores...

Joserrí de Oliveira Lucena

"Se a boa escola é a que reprova, o bom hospital é o que mata."
Resumo feito por Mayara Lopes
"Triste não é mudar de idéia.
Triste é não ter idéia para mudar".
Francis Bacon

manicômio

APRESENTAÇÃO
A obra possui dezesseis capítulos, com tendência multidisciplinar, constatando que sem auto-estima, há maior dificuldade de se assimilar conceitos, ainda mais conceitos novos que o sistema educacional vem propondo.


CAPÍTULO I: “A FALÁCIA DA CURVA DE GAUSS”
Inicia avaliando o uso da curva de Gauss como sitematizadora da situação dos alunos na qual os bem dotados estão acima, e, os menos dotados abaixo. O que embasa que em avaliações normais há reprovação para os abaixo da curva.
Tal processo avaliativo dito normal não averigua fatores como a criatividade do sujeito, o tempo gasto, e o ser humano envolvido na situação.
A postura científica da curva de Gauss não deve se aplicar a educação, pois tende a coisificá-la e a justificar o conceito de “reprovar com justiça”.
A pessoa humana martela a curva com suas diversas virtudes, diversos tipos de inteligência.


CAPÍTULO II: “AMASSANDO A CURVA”
Sugere que a competição começa com o professor no objetivo e classificar o aluno ao invés de tentar levar a todos a atingir o conhecimento. Mostrando a problemática de pouco tempo para a grande carga de conteúdo.
Expõe que a educação vem sendo enterrada pela normatização e uniformização com padrões rígidos quanto à temporalidade da formação.
Faz uma analogia com o tempo de aprendizado e tempo de cura, mostrando que ambos os casos contam com diferenças individuais e que tanto a convalescença quanto o aprendizado não obedecem a padrões de tempo pré-estipulados.
O importante é chegar ao destino e não o tempo que se gasta para tal. O importante é tentar várias vias, várias formas de aprender, mas sempre tentar.
Cita o sistema do escotismo, criado por Baden Pawel em que o grupo fica livre, mas que em determinada hora o estabelecido deveria estar pronto para a inspeção do campo e formatura para a bandeira. Considera que estabelecer competição é dizer que independente do esforço, grupos de menor experiência não tem premiação, ou mesmo, não tem tanto valor quanto os bons. Esse tipo de padrão competitivo é uma fábrica de desanimados.
Quem ensina deve centrar no aprendizado da maior parte do grupo possível.


CAPÍTULO III: “O CURRÍCULO MATA”
A vivência profissional não envolve somente o currículo escolar, mas a experiência de vida. Segundo o dito latino: “Non scholae sed vitae discimus”, não aprendemos para a escola, mas para a vida.
O grande problema da escola é que se decora para testes, aprendem-se macetes, dribla-se a avaliação. Preparar-se para a vida fica em plano secundário ou mesmo esquecido.
Nas palavras do autor: “... estudou coisas enormes, quantidades que não cabiam em cadernos e quantos livros você foi obrigado a comprar e nunca usou...”
A maioria dos assuntos pesquisados não tem oportunidade de ser usado na vida, e quanto tempo é perdido enquanto poderia estar se estudando o que se gosta.
Os pilares da escola são: currículo, programa e nota; Em detrimento ao saber e ao deleite humano.
Chega-se a necessitar de um bisturi pedagógico que corte fundo. O currículo tem que abranger leitura, visitas, relatórios, observações e movimento.
É importante o cuidado de perceber a necessidade de disciplinas novas, lecionando coisas diferentes.
Transcrevendo literalmente: “Cada disciplina é ministrada para atender à corporação dos docentes, enquanto a sociedade é muito maior que a corporação de docentes”.
A educação tem que servir à sociedade.


CAPÍTULO IV: “A QUANTIDADE SATURA”
Ministrar muito conteúdo leva ao desanimo e a completa entrega diante das dificuldades, pois as mesmas parecem impossíveis de serem superadas.
O estudo que deve ser um processo de renovação pessoal passa a ser uma tortura da inteligência. Observa-se o aluno a aprender o que gosta e o que não gosta, o que é necessário e o absolutamente desnecessário, o atualizado e o desatualizado.
A função de enxugar o conteúdo é do professor. Mas, o professor também está marcado pela saturação das quantidades, ele foi formado em um sistema onde o mestre é o agente de uma sociedade a favor de uma elitização.
Perpetua-se os erros, porque assim que foram ensinados e nunca se ensinou a respeito do questionamento que é feito.
O limite humano é dado pelo tamanho das idéias.


CAPÍTULO V: “O QUE É QUALIDADE?”
Segundo o autor qualidade é a linguagem da moda que incorpora conceitos e depois critica-os. Alguns ainda usam o termo reciclagem profissional como que a aproveitar o lixo intelectual.
O grande problema da quantidade é a insuficiência das ferramentas disponíveis. Não adianta conceituação e sistematização sem a presença do elemento humano.
Um grande acontecimento educacional é quando dois seres se encontram e suas idéias se chocam, tais seres se tornam diferentes e é imprevisível o que poderá suceder a cada um. A excelência humana é mais completa que a excelência acadêmica. E, a verdadeira qualidade em educação depende é da qualidade humana. Se eficiência é fazer bem feito, eficácia é fazer o que deve ser feito. Só eficiência não basta, é preciso ter eficácia, fazer o que deve ser feito.


CAPÍTULO VI: “A UTILIDADE ANIMA”
Quando alguém percebe que faz coisas úteis, melhora sua auto-estima e a alegria anima todo o seu organismo.
O amargor não cura, a vida tem seus dissabores, mas aumentar os que já existem é um contra-senso.
Deve-se tirar o que não é útil do programa para proporcionar um conhecimento com prazer.

CAPÍTULO VII: “A ATUALIZAÇÃO MOTIVA”
Estudar conteúdos atuais é motivador porque existe uma relação imediata com a realidade da vida.
O autor denomina os professores arcaicos de “professauros” e usa a máxima: “Quem não se atualiza, fossiliza-se”.

CAPÍTULO VIII: “A REPROVAÇÃO COMPROMETE A INSTITUIÇÃO”
Diante da reprovação o aluno é colocado como grande culpado do seu fracasso.
Com a reprovação como tradição, a escola serve mais para impedir o sujeito do que para promovê-lo. Tal fato deixa a libertação proposta por diversos sistemas de educação restrita ao papel, pois não efetiva mudanças no curriculum ou no programa.
Mediante a visão da escola, não importa o tipo de cidadão que é capaz de formar, mas a capacidade que tem de promover um estudante, mesmo que ele passe por cima dos demais, de acordo com uma competitividade selvagem aprendida entre muros, entre os muros da escola.
Segundo a obra: “A reprovação está dentro de um contexto, não se trata de um fato isolado. São culpa da escola, do aluno, da família e do sistema.”
O grande problema da maioria dos professores é que a matéria prima pode não reagir porque não tem vontade, mas os alunos são seres humanos e podem dizer que concordam ou não. Se o aluno diz não a algum conteúdo é sempre culpado por não aprender, por não querer aprender. Os demais isentam-se da culpa que é toda lançada nele.
A reprovação é sempre mais um problema de “ensinagem” do que de aprendizagem.

CAPÍTULO IX: “OS PONTOS FORTES DOS ALUNOS”
“O papel do professor é buscar os pontos fortes dos alunos.” – Santo Agostinho;
Quando o professor busca o ponto fraco do aluno, ele mesmo se sente frustado. É preciso promover mais e recriminar menos.
Os professores, de um modo geral, assinalam o erro e rabiscam bem o que está errado com canetas especiais para chamar atenção sobre o erro. Tal método perde a força de fixação acerca do acerto. Até a família foi sugestionada de tal forma, e querem que o professor marque o erro e corrija.
O professor deve apenas escrever a forma correta.
Ninguém precisa aprender sofrendo.

CAPÍTULO X: “A ESCOLA DO FUTURO”
Terá que lidar com a questão do virtual e uma possível redução das manifestações humanas. Com o mundo virtual também será mais fácil aprender.
Deve-se humanizar o novo contexto para não haver perda da que existe de precioso na humanidade: a capacidade de distinção entre o ser e o não ser.
O autor relata que a escola do futuro vai requerer dos educadores uma transformação na linha da humanização. As inteligências múltiplas deverão ser desenvolvidas para embasar as pessoas para lidarem com situações imprevisíveis.

CAPÍTULO XI: “MUDANDO PARADIGMAS”
Os paradigmas dão segurança em relação ao passado e criam o medo em relação ao novo.
É a ótica do negativo que justifica o título da obra. O fato de considerarem a reprovação como meta, de não cultivar o prazer de estar na escola.
Existem muitos paradigmas em relação à educação, que se instalaram e não auxiliam o aprendizado.
Alguns deles são: seriação, nota, bimestre letivo, dependência, recuperação, dentre outros.
Há professores que se realizam nesse conceito para pagar, sem perceber, tributos aos paradigmas do passado.
Nas palavras do autor: “O que serve fica de lado, o que não serve e ajuda nas reprovações, retenções e dependências são usadas à larga porque muitos ainda pensam que a boa escola é a que reprova, como se o bom hospital fosse aquele que matasse”.
A escola não pode mais depender dos medrosos que fogem da ousadia de viver.

CAPÍTULO XII: “SOMBREAMENTO”
Algumas instituições classificam os acadêmicos de acordo com o nível do que deixou de aprende, o que é entendido como sobreamento.
Não basta ser humano, o código lingüístico tem que acompanhar, pois como se pensa influi em como se fala e o modo de falar é a expressão da própria vida.

CAPÍTULO XIII: “ABATIMENTO”
Um professor não pode se mostrar abatido, pois, abatimento é um sintoma grave que acaba sendo transferido para o aluno, que por sua vez, transfere para o conteúdo ministrado.
Assim, os alunos passam a achar sem saber as razões, que a escola é insuportável, chata, um lugar a ser evitado.
Uma postura de desânimo expulsa os alunos da escola, pois os mesmos se entediam com a lamúria.

CAPÍTULO XIV: “PROSTRAÇÃO”
“Abracei o vento como último momento na praia e fui dormir tendo o nada como companhia”.
Cada profissão tem seu padrão de realização, assim como o circense se nutre com a platéia. O professor não pode e não deve nutrir-se no nada, deve nutrir-se do prazer de ver o que ensinou; De perceber que preparou os seres humanos para o imprevisível do amanhã, ensinando pessoas a entender as demais em busca de soluções.

CAPÍTULO XV: “ÂNIMO E PERSISTÊNCIA”
“Temos primeiro que compreender que não há vida sem risco – e que quando nossa alma é forte, tudo mais é secundário, até os riscos”. – Elie Wiesel (sobrevivente do Holocausto).
O autor defende a necessidade da existência e adoção de valores, ressaltando que é fundamental focar em um objetivo. Pois, sem valores não se chega à parte alguma, ou ainda aonde o vento levar se houver vento.
Uma solução diante da divergência de opiniões é a democracia por possibilitar a vida de forma mais harmônica em meio ao pluralismo. Viver o plural não precisa ser uma guerra de oponentes, mas uma resultante de sensatez.
O capitalismo termina com a sentença: “A escola precisa ser pensada na linha da informação, da criatividade, da intuição e do sonho”.

CAPÍTULO XVI: “EDUCAÇÃO GERADA NA ESPERANÇA”
A esperança dá a certeza, a certeza de que os problemas podem ser superados mediante a uma postura de metas claras.
Uma saída para os problemas educacionais está em estabelecer metas claras e saber os valores nos quais embasar-se e escolher os valores adotados que guiarão as ações.
A alegria deve aliar-se a felicidade que é capaz de promover a realização.
Segundo Einstein, se o sujeito faz parte do universo, quando o mesmo cresce, o universo todo cresce com ele.


REFERÊNCIA:
WERNECK, Hamilton. "Se a boa escola é a que reprova, o bom hospital é o que mata". 8 edição. Rio de Janeiro: DPeA, 2002.

Fonte: 


quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Eleições 2010: Conheça o José Rojas Serra

Ao longo do dia de hoje acompanhei o construir e desmanchar de matérias na rede de comunicações do PIG que requenta velhos jargões, bordões e frivolidades (coisas do Coiso)...

... mas essa matéria é digna de destaque, por relembrar um personagem da História e do imaginário brasileiro... o goleiro CHILENO ROJAS...

.... Serra deve ter se inspirado nele (infelizmente) para construir um factóide que não se sustentará e ainda lhe dará uma péssima imagem de homem fraco (é feito de papel?), que, atingido por um simples rolo de fita adesiva, ficou aos frangalhos... 


- "Ele parece menino criado pela vó..."


Veja matéria do blog de Paulo Henrique Amorim:



Serra tenta o golpe do Rojas


Na foto, José Serra no jogo contra o Brasil

Saiu no Blog Amigos do Presidente Lula, que a dra Cureau quis calar:


Serra deu xilique: E no caminho do Serra tinha um mastro de bandeira ou…. uma bobina de adesivos de papel


Como é fresco esse José Serra hein!O candidato do PSDB José Serra, disse ter se sentido “grogue” após alguém sem muita paciência com as baixarias do Serra, ter encostado em sua cabeça o mastro de uma bandeira ou uma bobina de adesivos de papel (isso é o que relata a Folha).



Mas claro que o jornal não deixaria de mencior que hoje confronto entre militantes do PSDB e do PT quando o tucano participava de caminhada em Campo Grande, na zona oeste do Rio.



Serra que se esondeu dentro de uma loja, saiu depois de algum tempo para declarar aos jornalistas: “O PT tem tropa de choque. Não sei se foi previsto ou não, mas eles fazem no piloto automático. Lembra a tropa dos nazistas? É típico de movimentos fascistas”, disse Serra.


Serra chegou a colocar gelo na cabeça para amenizar a “dor” quem nem chegou a sangrar.Mas ele pediu para ser levado para o Hospital para avaliação. O tucano se deslocou até o hospital num helicóptero. Após ser atendido no local, seguiu para o Maracanã para cumprir agenda de campanha.Ou seja, golpe publicitário. Puro merchandising.Quem não tem votos conta história.

Navalha
Amigo navegante Sergio liga para dizer que o Serra agora apelou para o Golpe do Rojas.
Lembra do Rojas, amigo navegante ?
Roberto Antonio Rojas Saavedra ficou mundialmente conhecido após o episódio do “foguete do Maracanã”, quando fingiu ter sido atingido por um fogo de artifício num jogo entre Brasil e Chile. Rojas temia que seu time fosse desclassificado pelo Brasil nas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 1990; então, com o zagueiro Fernando Astengo, bolou um plano para tentar impedir isso. Consistia em pedir o cancelamento da partida por falta de segurança. Rojas entraria em campo com um “prestobarba” escondida na luva e, em determinado momento, cortaria o próprio rosto, fingindo que uma pedra o haveria atingido. O foguete, portanto, foi apenas uma coincidência. No entanto, com a farsa descoberta, Rojas acabou banido da prática do futebol.
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