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sábado, 16 de abril de 2011

Paradigma: uma imagem vale mais...

Não que os paradigmas devam reger nossos instintos e atitudes; por vezes, são os paradigmas que nos levam a discriminar, segregar, julgar pela aparência e criar e reproduzir preconceitos os mais diversos (cor, raça, credo, gênero, etc).


Mas por vezes as imagens nos alertam; servem como "sinais" a serem interpretados como indicativo de que algo deve ser feito. Infelizmente nem sempre esses sinais nos impelem a agir, mas tão somente a esperar a confirmação e concretização dos fenômenos deles decorrentes, para depois ficarmos lamentando por não termos agido antes, evitando tais desfechos.


As fotos divulgadas do atirador-suicida do episódio da escola municipal no Realengo, Rio de Janeiro, nos dão a convicção de que as pessoas não prestaram atenção no jovem Wellington, nem levaram a sério sua inclinação para gestos extremos, quando ele simplesmente começou a cultivar barba e desenvolver novos hábitos, compatíveis com o estilo de vida de um terrorista. Digo isto porque, num país islâmico, seria comum seus trajes, vocabulário, discursos, etc... mas num país cristão, seria de se esperar que ele ingressasse, no máximo, numa dessas igrejas extremistas radicais, mas cuja energia é toda voltada para buscar a Deus e fazer o bem.


Daí, ninguém de perto notou, conversou, influenciou... e os oportunistas, maniqueístas, manipuladores virtuais (e você quer coisa mais perfeita do que amigo virtual? Amigos virtuais só têm virtudes) o discipularam e doutrinaram para o mal.


Veja as fotos, que falam por si:








As fotos foram tiradas em pelo menos duas datas diferentes e distantes uma data da outra, perceptível pelas casas de aranha do ambiente. O compartimento é mesmo, ainda que a mobília e cortina tenham sido diferentes nas fotos, mas a tomada elétrica quebrada (atrás da porta) sinaliza inequivocamente que são o mesmo espaço físico (provavelmente na sua própria casa).


As fotos, além de vídeos já divulgados pela polícia, estavam no HD do computador do rapaz, que tentou destruir as provas queimando a máquina.


Há algo mais que precisa ser investigado: se seu "preparo" foi feito no Hotel Shelton, quem seria(m) seu(s) instrutor(es)? Esse(s) hóspede(s) seria(m) de que nacionalidade?

domingo, 10 de abril de 2011

Atentado em escola no RJ; 15 minutos de horror

Vários jornais dão conta dos minutos de horror que viveram alunos, professores e funcionários da Escola Municipal Tasso da Silveira, Realengo, Rio de Janeiro, Brasil. Só no tiroteio promovido por Wellington Menezes de Oliveira, 23 anos, foram 15 minutos de destruição em mais de 100 tiros disparados.


Embora tenha destruído provas, como a destruição do micro computador que usou para suas pesquisas e leituras fundamentalistas, creio que podem ser levantadas as informações de acesso pelo IP e pela conta com o provedor: vem mais coisa por aí.


Algo me leva a supor parte do que ainda será desvendado. Senão, siga a seguinte linha de raciocínio: Wellington aparenta ter treinado (com ou sem ajuda para o que fez); sua frieza, tal qual um Jason Voorhess da série de filmes de terror "Sexta-feira 13", dá um sinal de que ele não estava surpreso com o inferno surrealista que pintou na vida daqueles personagens inocentes - as imagens mostram um agente tranqüilo, frio e calculista, recarregando as armas, enquanto suas vítimas corriam desesperadas pelos corredores.


A meu ver, esta não foi a primeira vez que Wellington matou. 


Por que ele estaria utilizando um fone de ouvidos (ponto eletrônico ou outro componente?) e ria enquanto atirava?  Prá que todo aquele aparato, como carregadores de carga rápida? O amigo acredita que isso é coisa de leigo e desinformado? Como poderia ter tanta habilidade para fazer o que fez, se fosse um amador em seu primeiro gesto extremo? Por que não ficou surpreso com o estrago que fez, quando deu o primeiro tiro à queima roupa numa menina sentada na primeira fila de cadeiras? Como ser tão indiferente aos clamores de clemência de dezenas de alunos que foram postos nas paredes das salas de aula, como se estivessem sendo conduzidos para o pelotão de fuzilamento?


Há relatos de que teria atirado, e ACERTADO, até pessoas correndo, mesmo que a maioria dos tiros tenham sido disparados na cabeça das vítimas, à queima roupa. Como pode ser tão bom de pontaria com alguém correndo, se não tivesse treinado?


Acho que ainda vamos ler e ouvir muita história de horror desse rapaz. Não diminui o massacre que ele fez, mas dá para refletir que teria como ser evitado... se tivesse sido identificado seu potencial.


Espero estar errado no relato acima, e que seja apenas criatividade do mundo de Bob

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Brasil em luto oficial após tragédia no Realengo, RJ



O Brasil se comove, pára diante de aparelhos de rádio e TV, busca nos jornais, pesquisa na internet, chora e lamenta não poder voltar no tempo e evitar tamanho massacre contra indefesos.


O saldo da desgraça despedaça corações e mentes de pessoas de todas as classes sociais, de norte a sul do país. As imagens são chocantes, e nos deixam indignados. O sentimento universal é de revolta e de impotência.


É uma afronta que o mal impere e ria na cara da gente. Para o bem desse lunático, ele tirou sua própria vida (ou foi despachado por aquele Sargento - opção que acho mais plausível), e livrou-se de ser linchado como um Judas Iscariotes: traidor que ataca um inocente e tira-lhe o direito à vida.


Creio que milhões de pessoas gostariam de estrangular um criminoso dessa estirpe. Mesmo que sejamos uma nação cristã e pacífica, TOLERÂNCIA TEM LIMITES. E o limite de pai é preservar a vida dos seus queridos, matando o lobo devorador, quando preciso. Até o Código Penal nos dá esse direito, quando prevê a legítima defesa (de si ou de outrem) em ameaça injusta e desproporcional.


Estamos de luto pelos 12 inocentes, que bem podem lembrar os 12 apóstolos de Cristo - 12 crianças, que segundo o próprio Cristo, são seus protegidos. 


Não consigo relaxar. É doloroso demais imaginar-se protagonista da dor de pais que hoje sepultam seus filhinhos, que foram deixados na ESCOLA. NA ESCOLA! Dá prá imaginar?


Perdão, meu Deus. Perdão pela minha ira. Faça-se a tua Justiça, e console os que sofrem injustamente.


Veja a lista com o nome dos 12 inocentes mortos (10 meninas e 2 meninos):


Ana Carolina Pacheco da Silva, de 13 anos;
Bianca Rocha Tavares, 13 anos;
Jéssica Guedes Pereira, de 15 anos;
Karine Lorraine Chagas de Oliveira, de 14 anos;
Larissa dos Santos Atanázio, de 14 anos;
Laryssa Silva Martins, de 13 anos;
Luiza Paula da Silveira, de 14 anos;
Mariana Rocha de Souza, de 12 anos;
Milena dos Santos Nascimento, de 14 anos;
Rafael Pereira da Silva, também de 14; e

Samira Pires Ribeiro, de 13 anos.


A criança que faleceu no dia de hoje ainda não teve seu nome e idade divulgados. Era um menino.


Há mais 12 feridos, sendo 3 em estado grave, internados, recebendo atendimento médico.


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