Fico particularmente feliz quando vejo caírem paradigmas. Por que os paradigmas são limitadores do desenvolvimento, da evolução, da Ciência, do crescimento... e servem, na maioria das vezes, a propósitos ocultos.
Lembra dos seus tempos de criança, em que se dizia das misturas de alimentos que "ofendem", "falta um grau para veneno", etc, como: : manga com leite, batata com leite, tomar água quente,... tudo derivado das mentiras que se contavam aos escravos, para não comerem dos frutos (abundantes) e depois beberem do leite das vacas que pastavam...
Os senhores de engenho ainda existem, e gostam de fazer avaliações do tipo: "os números não mentem..." até por razões antagônicas, como calar a boca de sindicalistas, na hora de um reajuste de salários, ou nas avaliações de desempenho...
Os números não mentem? Então o que dizer de contabilidades maquiadas por empresários de todos os naipes e países, que por vezes enganam investidores, governos, funcionários, população? Lembram do Caso Enron?
Mentiu, falseou, maquiou, ludibriou, manipulou, corrompeu, comprou, e outros verbos impublicáveis, deixando milhões de investidores na banca-rota. Tudo limpinho à luz dos relatórios. Os números não mentem? Imagina se mentissem...
É verdade que é bem mais difícil duvidar (ou assumir que duvida) dos mitos, das vacas sagradas, dos herdeiros do poder, não é?
Agora vejam o que ocorre quando a gente absorve como verdade absoluta, inquestionável o que estão nos "vendendo": o caso da Enron é meramente ilustrativo, e nunca isolado, de uma prática mais comum do que se imagina, principalmente num mundo que incentiva a concorrência (mesmo desleal), e na qual o seu esforço ético e moral vale quase nada, pois os "árbitros" também fazem parte da trama da mais-valia ($) nunca imparcial.
O Japão, desde que o mundo (globalizado e interconectado) passou a acompanhar os fatos pós-terremotos e pós-tsunami, com imagens que contradizem a milenar cultura pública do bom-mocismo de falar só a verdade (conveniente) e com estatísticas que não combinam com o que os olhos vêem... por isso, o número de mortos estimados a princípio em APENAS 300, já ultrapassam os 8mil, com expectativa de ultrapassar os 20mil. Veja matéria do site tvi24, de Portugal, clicando aqui.
Estes números não incluem as potenciais vítimas do acidente nuclear de Fukushima, que serão conhecidas nas próximas décadas.
Os números não mentem, sozinhos; e com a História é contada pelos vencedores... é sempre uma "versão".
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domingo, 20 de março de 2011
quinta-feira, 17 de março de 2011
Tragédia no Japão: confirmadas mais de 5mil mortes
Após passados primeiros dias do terremoto e tsunami que atingiu o Japão, o governo daquele país confirma a tendência de sonegar informações, que são liberadas a conta gotas; inicialmente falou-se em apenas 300 mortos, o que daria ao país um status de muita solidez diante de catástrofes.
Aos poucos o que ficou escancarada foi a tradição milenar de omitir informações ruins (aliás muito difundida em tempos modernos por quase todas as economias do globo). Logo no segundo dia, alguns correspondentes (jornalistas) falavam em cifras bem maiores, por volta dos 10mil mortos - o que era assombroso, mesmo para um evento de magnitude tão grande.
Agora, com essa confirmação ocorrendo, mesmo que lentamente, não é o número que mais choca. A maior preocupação será como identificar e tratar os atingidos pela radiação (esta invisível a olho nu), pois seus efeitos são de longa duração (certamente algumas dezenas de anos).
Que Deus dê forças e recursos ao povo japonês para dar mais essa volta por cima; o mundo precisa de vê-los erguidos, pois são o símbolo mais concreto na história recente, de um povo guerreiro e que não desiste diante das adversidades.
Veja algumas imagens do país após os tremores e tsunami, cobertura NHK, AlJazeera e CNN:
Pode-se ver um álbum com mais imagens (fotografias) clicando aqui.
Aos poucos o que ficou escancarada foi a tradição milenar de omitir informações ruins (aliás muito difundida em tempos modernos por quase todas as economias do globo). Logo no segundo dia, alguns correspondentes (jornalistas) falavam em cifras bem maiores, por volta dos 10mil mortos - o que era assombroso, mesmo para um evento de magnitude tão grande.
Agora, com essa confirmação ocorrendo, mesmo que lentamente, não é o número que mais choca. A maior preocupação será como identificar e tratar os atingidos pela radiação (esta invisível a olho nu), pois seus efeitos são de longa duração (certamente algumas dezenas de anos).
Que Deus dê forças e recursos ao povo japonês para dar mais essa volta por cima; o mundo precisa de vê-los erguidos, pois são o símbolo mais concreto na história recente, de um povo guerreiro e que não desiste diante das adversidades.
Veja algumas imagens do país após os tremores e tsunami, cobertura NHK, AlJazeera e CNN:
Pode-se ver um álbum com mais imagens (fotografias) clicando aqui.
domingo, 13 de março de 2011
Japão: mortes podem passar de 10mil
Vejam esta notícia, divulgada há poucos instantes:
Sismo no Japão pode ter provocado mais de 10 mil mortos
Em Miyagi continuam desaparecidos 9.500 habitantes.
Da Redação, com agências
Tóquio - O número de mortos devido ao sismo e ao tsunami de sexta-feira no Japão deverá ultrapassar a marca dos 10 mil, segundo as autoridades policiais de Miyagi, a região mais próxima do epicentro do sismo.
Em Miyagi continuam sem ser localizados 9.500 habitantes e a polícia acredita que só nesta região terão morrido mais de 10 mil pessoas. Atualmente, a contagem oficial é de pouco mais de 800 mortos em Miyagi e outras áreas.
Um total de 1.167 pessoas estão desaparecidas na província de Fukushima (nordeste do Japão), uma das mais devastadas. Em Fukushima a central nuclear já registou explosões e libertação de radioactividade, obrigando à evacuação da área, num raio de 20 quilómetros.
Em Miyagi continuam sem ser localizados 9.500 habitantes e a polícia acredita que só nesta região terão morrido mais de 10 mil pessoas. Atualmente, a contagem oficial é de pouco mais de 800 mortos em Miyagi e outras áreas.
Um total de 1.167 pessoas estão desaparecidas na província de Fukushima (nordeste do Japão), uma das mais devastadas. Em Fukushima a central nuclear já registou explosões e libertação de radioactividade, obrigando à evacuação da área, num raio de 20 quilómetros.
Fonte: portugaldigital
sábado, 12 de março de 2011
Japão põe o mundo em estado de Alerta Geral
Tudo ia muito bem, com o mundo em plena recuperação das crises econômicas que destituíram potências e seus totens...
Aí um terremoto (fenômeno natural - variável totalmente incontrolável e de efeitos imprevisíveis) põe o mundo em estado de alerta geral.
Não por causa das mortes ou dos estragos financeiros ou econômicos; foi por receio das consequências nuclerares (como vazamentos e explosões), em todos os países que utilizam esta forma de energia altamente instável.
Veja, por ora, as últimas novidades da pequena ilha que hoje é o centro das atenções de todo o mundo:
Acidente nuclear nível 4 coloca Japão em alerta
Brasília - A explosão ocorrida na manhã deste sábado (12) em usina nuclear da província de Fukushima, no Nordeste do Japão, resultou em um acidente nuclear classificado como nível 4 pela Agência de Segurança Nuclear e Industrial (Nisa) japonesa.
Pela Escala Internacional de Eventos Nucleares (Ines), segundo a qual os acidentes desse tipo variam do nível 0 (quando não há nenhuma anomalia) ao nível 7 (acidente grave), a falha no sistema de refrigeração de um dos reatores da usina japonesa corresponde a um acidente com consequências de alcance local.
Assim mesmo, o vazamento de material radioativo em Fukushima já está sendo noticiado como o mais grave da história do Japão e o pior desde a catástrofe ocorrida em 1986 na usina ucraniana de Chernobil, avaliada como de nível 7 da Ines.
Especialistas temem que, com o sistema de refrigeração com problemas, um possível aquecimento do reator da Usina Fukushima provoque um processo de fusão do combustível usado no reator, o que elevaria a temperatura, gerando gases que poderiam não ser contidos pelo edifício de concreto que abriga o reator, cujo recipiente é feito de aço, pois ainda não se sabe ao certo o quanto a estrutura foi danificada pelo terremoto de 8.8 graus de magnitude ocorrido nessa sexta-feira (11).
Ontem mesmo, o governo japonês já havia informado que os níveis de radiação dentro da usina Fukushima 1 haviam aumentado quatro mil vezes. No portão da usina, a radiação aumentou oito vezes. Esta manhã, as autoridades japonesas admitiram que material radioativo como césio e iodo radioativos vazou do interior da usina.
Após avaliar a situação e descartar outras soluções, o governo anunciou que vai usar água do mar misturada a ácido bórico para tentar contornar o problema. Além disso, doses de iodo serão distribuídas entre a população a fim de prevenir o câncer de tireóide, uma das doenças que mais afetou às pessoas expostas a radiação de Chernobil.
Por precaução, cerca de 45 mil pessoas tiveram que deixar a região, onde só permaneceram equipes de resgate e especialistas que avaliam o grau de contaminação e o comprometimento da usina. A zona de segurança, a princípio de 10 quilômetros, foi ampliada para 20 quilômetros.
Da Agência Brasil
Aí um terremoto (fenômeno natural - variável totalmente incontrolável e de efeitos imprevisíveis) põe o mundo em estado de alerta geral.
Não por causa das mortes ou dos estragos financeiros ou econômicos; foi por receio das consequências nuclerares (como vazamentos e explosões), em todos os países que utilizam esta forma de energia altamente instável.
Veja, por ora, as últimas novidades da pequena ilha que hoje é o centro das atenções de todo o mundo:
Acidente nuclear nível 4 coloca Japão em alerta
Brasília - A explosão ocorrida na manhã deste sábado (12) em usina nuclear da província de Fukushima, no Nordeste do Japão, resultou em um acidente nuclear classificado como nível 4 pela Agência de Segurança Nuclear e Industrial (Nisa) japonesa.
Pela Escala Internacional de Eventos Nucleares (Ines), segundo a qual os acidentes desse tipo variam do nível 0 (quando não há nenhuma anomalia) ao nível 7 (acidente grave), a falha no sistema de refrigeração de um dos reatores da usina japonesa corresponde a um acidente com consequências de alcance local.
Assim mesmo, o vazamento de material radioativo em Fukushima já está sendo noticiado como o mais grave da história do Japão e o pior desde a catástrofe ocorrida em 1986 na usina ucraniana de Chernobil, avaliada como de nível 7 da Ines.
Especialistas temem que, com o sistema de refrigeração com problemas, um possível aquecimento do reator da Usina Fukushima provoque um processo de fusão do combustível usado no reator, o que elevaria a temperatura, gerando gases que poderiam não ser contidos pelo edifício de concreto que abriga o reator, cujo recipiente é feito de aço, pois ainda não se sabe ao certo o quanto a estrutura foi danificada pelo terremoto de 8.8 graus de magnitude ocorrido nessa sexta-feira (11).
Ontem mesmo, o governo japonês já havia informado que os níveis de radiação dentro da usina Fukushima 1 haviam aumentado quatro mil vezes. No portão da usina, a radiação aumentou oito vezes. Esta manhã, as autoridades japonesas admitiram que material radioativo como césio e iodo radioativos vazou do interior da usina.
Após avaliar a situação e descartar outras soluções, o governo anunciou que vai usar água do mar misturada a ácido bórico para tentar contornar o problema. Além disso, doses de iodo serão distribuídas entre a população a fim de prevenir o câncer de tireóide, uma das doenças que mais afetou às pessoas expostas a radiação de Chernobil.
Por precaução, cerca de 45 mil pessoas tiveram que deixar a região, onde só permaneceram equipes de resgate e especialistas que avaliam o grau de contaminação e o comprometimento da usina. A zona de segurança, a princípio de 10 quilômetros, foi ampliada para 20 quilômetros.
Da Agência Brasil
Terremoto deixa ao menos 637 mortos e 10.653 desaparecidos no Japão
Da Redação, com AFP
mundo@eband.com.br
O número de mortos no terremoto de magnitude 8,9 chegou a 637 no Japão, de acordo com a polícia.
Segundo autoridades, há 10.653 desaparecidos, sendo 10 mil apenas na cidade portuária de Minamisanriku, uma das atingidas por um tsunami de grandes proporções. Isso representa mais da metade da população da cidade de 17 mil habitantes. A prefeitura da província de Miyagi busca informações sobre os moradores.
Segundo a agência de notícias Kyodo, há 3,4 mil edifícios destruídos no país por conta de tragédia, que ainda causou 200 incêndios.
O primeiro-ministro japonês, Naoto Kan, deslocou 50 mil militares, 190 aviões e 15 navios para os trabalhos de resgate nas províncias afetadas.
Redator: Roberto Saraiva
Segundo autoridades, há 10.653 desaparecidos, sendo 10 mil apenas na cidade portuária de Minamisanriku, uma das atingidas por um tsunami de grandes proporções. Isso representa mais da metade da população da cidade de 17 mil habitantes. A prefeitura da província de Miyagi busca informações sobre os moradores.
Segundo a agência de notícias Kyodo, há 3,4 mil edifícios destruídos no país por conta de tragédia, que ainda causou 200 incêndios.
O primeiro-ministro japonês, Naoto Kan, deslocou 50 mil militares, 190 aviões e 15 navios para os trabalhos de resgate nas províncias afetadas.
Redator: Roberto Saraiva
Prefeitura não consegue entrar em contato com 10 mil moradores em Minamisanriku
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Everything was going well with the world in full recovery of economic crises whichdeposed powers and their totem poles ...
Then an earthquake (a natural phenomenon - completely uncontrollable variable andunpredictable effects) puts the world in general alertness.
Not because of deaths or the financial or economic damage, it was for fear of theconsequences nuclerares (such as spills and explosions), in all countries that use thisenergy form is highly unstable.
See, for now, the latest of the small island that is now the center of attention around theworld
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sexta-feira, 11 de março de 2011
Terremoto e tsunami: mais de 300 mortos no Japão
Ainda bem que a Engenharia no Japão é desenhada para absorver esse tipo de impacto. Se aqui fosse assim, não teríamos mais de 800 mortos numa única ocorrência, como foi em Teresópolis-RJ.
Mesmo assim, os dados e as imagens assustam e arrepiam. Hollywood não é capaz de reproduzir uma cena dantesca como essa, em que carros, casas, aviões são arrastados como se fossem briquedos.
Reportagem do Yahoo, com fotos sobre o terremoto:
*Com informações da Reuters e EFE
Terremoto seguido de tsunami deixa ao menos 300 mortos no Japão
Por Redação Yahoo! Brasil com agências*
O maior terremoto já ocorrido no Japão, de 8,9 graus na escala Richter, atingiu nesta sexta-feira a costa nordeste do arquipélago, provocando um tsunami de dez metros de altura que varreu tudo em seu caminho, incluindo casas, navios, carros e estruturas agrícolas.
Cerca de 300 corpos foram encontrados na cidade costeira de Sendai, no nordeste do país, segundo a emissora de TV NHK. Aparentemente, as pessoas morreram afogadas.
Segundo a NHK, o número de vítimas deve continuar subindo na próxima hora, após o terremoto e o tsunami. Muitas pessoas estão desaparecidas.
Em Genebra, a Cruz Vermelha disse que a parede de água é mais alta do que algumas ilhas do Pacífico, e um alerta de tsunami foi emitido para toda a bacia do oceano, com exceção do Canadá e da parte continental dos Estados Unidos.
Indonésia, Taiwan, o Estado norte-americano do Havaí e Filipinas, entre outros, determinaram a desocupação de áreas costeiras. A Califórnia, nos EUA, espera o efeito das ondas no Havaí para analisar o que poderá ocorrer na costa oeste do país.
Por causa do tsunami, a população japonesa foi orientada a deixar as áreas costeiras para terrenos mais elevados.
Foram registrados incêndios em pelo menos 80 lugares, segundo a agência de notícias Kyodo, que também informou que uma embarcação com cem pessoas a bordo naufragou por causa do tsunami.
"Eu fiquei apavorado e ainda estou com medo", disse Hidekatsu Hata, 36 anos, gerente de um restaurante no bairro de Akasaka, em Tóquio. "Eu nunca vivi um terremoto dessa magnitude antes".
Algumas usinas nucleares e refinarias de petróleo foram paralisadas, e havia fogo em uma refinaria e numa grande siderúrgica.
O governo do Japão afirmou que um sistema de resfriamento da usina nuclear Fukushima Daiichi, da Tokyo Electric Power, não está funcionando após o terremoto. Os trabalhos para reparar o problema já foram iniciados.
O governo declarou situação de emergência como medida de precaução, mas não há vazamento radioativo e não era esperado por ora algum problema decorrente da falha no sistema, afirmou o secretário da chefia de gabinete, Yukio Edano, a jornalistas.
Cerca de 4,4 milhões de imóveis ficaram sem energia no norte do Japão, segundo a imprensa. Um hotel desabou na cidade de Sendai, e há temores de que haja soterrados.
A gigante eletrônica Sony, um dos maiores exportadores do país, fechou seis fábricas, informou a Kyodo. Jatos da Força Aérea japonesa foram deslocados para a costa nordeste para determinar a extensão dos danos.
O Banco do Japão (Banco Central do país) prometeu medidas para assegurar a estabilidade do mercado financeiro, mas o iene e as ações de empresas japonesas registraram queda.
Sendai é a região mais atingida
Entre 200 e 300 pessoas morreram na província de Miyagi (na cidade de Sendai), no leste do Japão, por conta do tsunami provocado pelo terremoto, informou a Polícia local para a agência Kyodo.
Impressionantes imagens de TV mostraram o tsunami carregando destroços e incêndios em uma grande faixa litorânea perto da cidade de Sendai, que tem cerca de 1 milhão de habitantes. Navios foram erguidos do mar e jogados no cais, onde ficaram caídos.
Sendai fica a 300 quilômetros de Tóquio, e o epicentro do tremor, no mar, não fica muito distante dessa região.
Filipinas, Taiwan e Indonésia emitiram alertas de tsunami, reavivando a lembrança do gigantesco maremoto que atingiu a Ásia em dezembro de 2004. O Centro de Alerta de Tsunamis do Pacífico advertiu sobre riscos em países tão distantes quanto Colômbia, Chile e Peru, no outro lado do Pacífico.
Houve vários tremores secundários após o terremoto principal. Em Tóquio, os edifícios sacudiram violentamente. Uma refinaria de petróleo perto da cidade estava em chamas, com dezenas de tanques de armazenamento sob ameaça.
Mesmo assim, os dados e as imagens assustam e arrepiam. Hollywood não é capaz de reproduzir uma cena dantesca como essa, em que carros, casas, aviões são arrastados como se fossem briquedos.
Reportagem do Yahoo, com fotos sobre o terremoto:
*Com informações da Reuters e EFE
Terremoto seguido de tsunami deixa ao menos 300 mortos no Japão
Por Redação Yahoo! Brasil com agências*
O maior terremoto já ocorrido no Japão, de 8,9 graus na escala Richter, atingiu nesta sexta-feira a costa nordeste do arquipélago, provocando um tsunami de dez metros de altura que varreu tudo em seu caminho, incluindo casas, navios, carros e estruturas agrícolas.
Cerca de 300 corpos foram encontrados na cidade costeira de Sendai, no nordeste do país, segundo a emissora de TV NHK. Aparentemente, as pessoas morreram afogadas.
Segundo a NHK, o número de vítimas deve continuar subindo na próxima hora, após o terremoto e o tsunami. Muitas pessoas estão desaparecidas.
Em Genebra, a Cruz Vermelha disse que a parede de água é mais alta do que algumas ilhas do Pacífico, e um alerta de tsunami foi emitido para toda a bacia do oceano, com exceção do Canadá e da parte continental dos Estados Unidos.
Indonésia, Taiwan, o Estado norte-americano do Havaí e Filipinas, entre outros, determinaram a desocupação de áreas costeiras. A Califórnia, nos EUA, espera o efeito das ondas no Havaí para analisar o que poderá ocorrer na costa oeste do país.
Por causa do tsunami, a população japonesa foi orientada a deixar as áreas costeiras para terrenos mais elevados.
Foram registrados incêndios em pelo menos 80 lugares, segundo a agência de notícias Kyodo, que também informou que uma embarcação com cem pessoas a bordo naufragou por causa do tsunami.
"Eu fiquei apavorado e ainda estou com medo", disse Hidekatsu Hata, 36 anos, gerente de um restaurante no bairro de Akasaka, em Tóquio. "Eu nunca vivi um terremoto dessa magnitude antes".
Algumas usinas nucleares e refinarias de petróleo foram paralisadas, e havia fogo em uma refinaria e numa grande siderúrgica.
O governo do Japão afirmou que um sistema de resfriamento da usina nuclear Fukushima Daiichi, da Tokyo Electric Power, não está funcionando após o terremoto. Os trabalhos para reparar o problema já foram iniciados.
O governo declarou situação de emergência como medida de precaução, mas não há vazamento radioativo e não era esperado por ora algum problema decorrente da falha no sistema, afirmou o secretário da chefia de gabinete, Yukio Edano, a jornalistas.
Cerca de 4,4 milhões de imóveis ficaram sem energia no norte do Japão, segundo a imprensa. Um hotel desabou na cidade de Sendai, e há temores de que haja soterrados.
A gigante eletrônica Sony, um dos maiores exportadores do país, fechou seis fábricas, informou a Kyodo. Jatos da Força Aérea japonesa foram deslocados para a costa nordeste para determinar a extensão dos danos.
O Banco do Japão (Banco Central do país) prometeu medidas para assegurar a estabilidade do mercado financeiro, mas o iene e as ações de empresas japonesas registraram queda.
Sendai é a região mais atingida
Entre 200 e 300 pessoas morreram na província de Miyagi (na cidade de Sendai), no leste do Japão, por conta do tsunami provocado pelo terremoto, informou a Polícia local para a agência Kyodo.
Impressionantes imagens de TV mostraram o tsunami carregando destroços e incêndios em uma grande faixa litorânea perto da cidade de Sendai, que tem cerca de 1 milhão de habitantes. Navios foram erguidos do mar e jogados no cais, onde ficaram caídos.
Sendai fica a 300 quilômetros de Tóquio, e o epicentro do tremor, no mar, não fica muito distante dessa região.
Filipinas, Taiwan e Indonésia emitiram alertas de tsunami, reavivando a lembrança do gigantesco maremoto que atingiu a Ásia em dezembro de 2004. O Centro de Alerta de Tsunamis do Pacífico advertiu sobre riscos em países tão distantes quanto Colômbia, Chile e Peru, no outro lado do Pacífico.
Houve vários tremores secundários após o terremoto principal. Em Tóquio, os edifícios sacudiram violentamente. Uma refinaria de petróleo perto da cidade estava em chamas, com dezenas de tanques de armazenamento sob ameaça.
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