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quarta-feira, 17 de julho de 2013

Parto Natural não é Parto Normal

No pré-natal de nosso filho Samuel, a ginecologista fez as perguntas de praxe, até que chegamos ao formalismo de falar da forma do parto - natural ou cesárea.

Já havíamos passado pelo trauma da perda de um filho por um parto desastrado em Caicó, que acabou vitimando nosso bebê de forma prematura, menos de 48 horas depois de nascido. Aquilo não foi um parto: foi um massacre! Ficamos marcados na alma e sofremos com isso por 15 anos... até a chegada de Samuel.

Concordáramos jamais se submeter a outro processo daqueles, mas o maior reforço veio da própria médica (cujo nome preservamos por questões éticas) que nos disse que em mais de 30 anos de carreira, nunca havia se convencido que parto natural é normal.

Normal? Como pode ser normal deixar uma mulher sofrendo horas num processo cuja evolução tratou de evitar?
Se baseados no mesmo princípio, extrações dentárias deveriam ser feitas sem anestésicos...

Parto Natural não é parto normal. A única e verdadeira razão de governos e planos de saúde o defenderem como método, é que o prazo de internação é reduzido e o custo é muito baixíssimo. Embora tratar de sequelados custe muito mais caro, mas até agora ninguém havia falado no assunto.

Ademais, se morre filho, mãe ou ambos, é filho de pobre, geralmente - porque rico tem parto humanizado e pode optar pela cesárea ao menor sinal de risco.

O texto do pediatra potiguar Arthur Jorge de Vasconcelos Ribeiro esclarece o que de fato vem ocorrendo em hospitais do estado, num verdadeiro genocídio neonatal, e na produção de grande quantidade de sequelados em vários problemas decorrentes do parto "normal".

Leia, reflita e reaja!

Joserrí de Oliveira Lucena.

Nossas crianças
Quanto devemos ser aguerridos para impedir que bebês morram ou fiquem com sequelas neurológicas logo ao nascer? Sinto informar-lhes, mas isso é rotina no Rio Grande do Norte.
O primeiro ato dessa tragédia ocorre no atendimento Pré-Natal de nossas gestantes, quando, pela falta de exames ultrassonográficos e outras avaliações em número suficiente, não são dados os diagnósticos de várias malformações nos fetos, ou reconhecidos os bebês grandes demais para nascerem por via vaginal.
No ato seguinte, as futuras mães não podem receber a orientação de onde devem apresentar-se para parir (não há essa logística no SUS); nem a estrutura do SUS permite a indicação precoce de cirurgia cesareana, pois a norma é sempre se tentar o parto vaginal (nem se, por exemplo, o peso fetal estimado pelo ultra-som seja maior que 4 Kg).
No terceiro, faltam-lhes transporte adequado até a maternidade.
Na sequência, as Unidades Básicas de Saúde e as maternidades menores, via de regra, não têm cardiotocógrafos, que são aparelhos para monitorar o sofrimento fetal.
Nesse contexto, até alguns anos atrás o problema das maternidades com menos recursos era a decisão sobre quais eram as gestantes de maior risco.
Nos últimos anos, contudo, algumas unidades de atendimento ao parto estão simplesmente sendo fechadas. No desespero, sem conseguir atendimento em outro local e avizinhando-se o momento do parto, as grávidas vão de carona ou de táxi para a Maternidade-Escola Januário Cicco ou para o Hospital José Pedro Bezerra.
São recebidas lá em trabalho de parto avançado ou mesmo após o parto dentro do carro que as transportou. Sem que tenham sido apontados pelo Pré-Natal os fetos de maior risco, algumas vezes em ambulâncias inadequadas vindas de cidades distantes.
Com muita sorte, a grávida dá à luz uma criança saudável e consegue uma vaga em uma enfermaria lotada, num leito sem distanciamento do leito vizinho. Com um pouco menos de sorte, ficam numa maca no corredor ou no infame “leito-chão”.
Se você não é potiguar, explico-lhe: “leito-chão” é o eufemismo para não se dizer que as mulheres pobres e seus recém-nascidos de um ou dois dias ficam jogadas, sim, o nome é esse, jogadas, no solo. Diz a Bíblia que Jesus nasceu pobre, mas aqui decerto seria considerado afortunado, pois pelo menos uma manjedoura tinha para se apoiar.
O desastre maior ocorre com os que poderíamos chamar de azarados. Mas “azarado”, certamente, não é um termo adequado para quem foi atingido por um padrão, repetitivo há gerações, de falta de estrutura e organização na saúde pública. As maiores vítimas (sim, “vítima” é o melhor termo) são os que passam por falta de oxigênio ao nascimento.
Até um determinado nível de anóxia, a sequela pode ser superada pela adaptação do cérebro e com o uso de eventuais estimulações (fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional, psicopedagogia) que a criança vier a receber.
Num nível mais grave, as sequelas são abundantes: fraqueza de movimentação voluntária associada a membros enrijecidos (paralisia cerebral), dificuldade de aprendizado, dificuldade de fala, déficits visuais e de compreensão auditiva (pelos problemas nas áreas cerebrais responsáveis pela visão e pela audição), associação com epilepsia. No maior nível de gravidade, a criança morre. Algumas vezes também a mãe.
Meu nome é Arthur, sou médico neurologista infantil do Centro de Reabilitação Infantil do Rio Grande do Norte, o CRI. Nas últimas semanas venho, de modo informal, contabilizando as causas dos problemas das crianças que atendo lá.
Comecei a fazer isso porque desconfiava que a proporção de crianças com sequela de anóxia neonatal e outras doenças evitáveis era grande. No dia em que atendi menos pacientes com anóxia, eles foram um terço do total. No que atendi mais, foram dois terços.
Calculando por alto os sequelados de anóxia são, portanto, metade da clientela do CRI. Uma criança com paralisia cerebral gera gastos para o governo com pediatra geral, neurologista, ortopedista, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, psicólogo, psicopedagogo, psicomotricista, nutricionista, odontologista, educador físico, assistente social, eletroencefalogramas, radiografias, tomografias computadorizadas (ou ressonâncias magnéticas), exames hematológicos e bioquímicos, antiepilépticos, relaxantes musculares, antipsicóticos, aplicação de toxina botulínica na musculatura espástica, cirurgias de colocação de válvula de gastrostomia, cirurgia de tenotomia, cirurgia de luxação de quadril, transporte do paciente e família e vários outros gastos relativos ao tratamento e reabilitação.
Se a família for de baixa renda tem direito ao LOAS, um benefício em dinheiro entregue pelo governo através do INSS, no valor de um salário mínimo mensal. Não se pode alegar que o atendimento à gestação e ao parto é de má qualidade porque custa caro. Muitíssimo, incomparavelmente mais caro é atender os sequelados.
Se uma pessoa é atingida por um raio, podemos chamar de acidente, mas esse contexto que lhe descrevi, não.
As crianças estão sendo mortas ou tornadas inválidas por uma mistura de incompetência, ignorância, ganância, covardia e fuga da responsabilidade. Saindo do confortável papel de reclamar, aponto os culpados e sugiro a soluções para resolvermos essa nossa sina.
Começo acusando aqueles que, tendo acesso a planos de saúde e atendimentos particulares, ao leem esse texto, ficam aliviados por eu ter me referido somente ao SUS até agora.
O seu alívio é irmão do desprezo dos donos de escravos para com os filhos dos cativos, irmão do desprezo dos nazistas para com as crianças judias, irmão do desprezo das castas superiores aos filhos dos intocáveis na Índia. Peço a você que se indigne.
O fato de estarmos assistindo há décadas não nos dá o direito de considerar natural a morte ou invalidação dos nossos descendentes. Peço que se refira às crianças que nascem em maternidades públicas como eu me refiro aqui: nossas crianças.
Sinta o peso de verbalizar a possibilidade de sua prole estar com paralisia cerebral. Tenhamos solidariedade com nossos conterrâneos qualquer que seja a classe social.
Na doença, os seres humanos abandonam a estratificação social. Numa clínica de hemodiálise, por exemplo, o milionário com a circulação sanguínea em filtração por um dos aparelhos conversa de igual para igual com o favelado na máquina vizinha.
Gostaria que você visitasse o CRI. Fica ali na Avenida Alexandrino de Alencar, vizinho ao Bosque dos Namorados e em frente ao IBAMA. Olhe nos olhos das mães e das crianças que passam por lá. Converse com elas.  Sente-se num daqueles bancos de frente ao corredor das salas de ambulatório. Imagine-se substituindo o alívio de ter uma opção ao SUS pela angústia dos usuários do CRI. Irmane-se com eles. Enquanto nos sentirmos um povo diferente do povo que usa o SUS, o povo potiguar (ou seja, todos nós) não veremos o fim dos gritantes problemas na saúde pública.
Em segundo lugar aponto o dedo para a imprensa.
Não apenas pelas maiores empresas de comunicação serem propriedade de membros da classe política, mas porque mesmo a imprensa independente se vale quase que somente da imagem chocante, marcante, para noticiar. Assim, um corredor lotado de uma maternidade dá um ótimo vídeo para a televisão ou uma ótima foto para o jornal, mas uma Unidade Básica de Saúde sem funcionar, não.
O repórter não se interessa pela imagem de um Centro de Saúde vazio e sem pessoas para entrevistar. Por conseguinte, a causa da maternidade de referência lotada, que é a falta de estrutura e organização no Centro de Saúde e nas maternidades de nível primário, raramente é alvo de cobrança pelos jornalistas.
Em terceiro lugar cito as pessoas que vendem o voto. O componente de ignorância e de alheamento ao fator cultural que nos leva a dar importância a uma eleição deve ser considerado, mas todos sabem que isso é crime. Quando ocorre a compra de votos, o compromisso do político com o bem estar da população que o elegeu é zero.
Por último a causa maior desse verdadeiro infanticídio são os ocupantes de cargos de governo. Eu acuso todos os ex-governadores do Estado do Rio Grande do Norte e a atual Governadora e os ex-prefeitos e atuais prefeitos de Natal e do interior do estado de traição ao povo. Suas mãos estão sujas de sangue de crianças.
As mãos de muitos senadores, deputados federais, deputados estaduais e vereadores do RN igualmente também estão. Que ninguém me fale da conjuntura política adversa. Não aceito que os bebês paguem com a vida e com a saúde por causa dessa conjuntura. Na campanha, os candidatos não apresentam metas objetivas nem dão justificativas para aquilo que já desconfiam que não conseguirão no cargo eletivo, apenas fazem promessas inalcançáveis.
Certa vez, pesquisei o preço de um eletroencefalógrafo (aparelho de realizar eletroencefalogramas), pois um filantropo gostaria de doá-lo ao ao Hospital de Pediatria da UFRN. Liguei para a primeira empresa e pedi um orçamento, que me seria mandado por e-mail posteriormente. A diretora da empresa com quem eu conversava já disse o preço que seria, porém, pediu que eu informasse onde seria instalado o aparelho, pois precisariam registrar na ANVISA. Quando eu contei, ela falou: “ah, mas para instituição pública o preço não é esse, não, é o dobro”. Fiquei chocado. Argumentei que a compra não estava sendo feita pela direção, e sim por particulares que doariam o aparelho ao hospital, pagando à vista, mas não teve jeito. Nos dias subsequentes conversei, então, com várias pessoas do meu círculo de amizades e elas confirmaram que esse tipo de prática é comum e deve-se às exigências de propinas por parte dos políticos para liberar o pagamento dos produtos comprados por licitação. Depois disso, peguei o hábito de ler atentamente as placas das obras públicas informando o valor gasto. Todas as obras públicas são superfaturadas. Se você duvida, observe as placas e peça a alguém que trabalhe no ramo da engenharia civil para estimar quanto custa de fato cada obra. Um exemplo: vi a placa falando o valor gasto na construção de um posto policial: R$ 58.000,00. Perguntei a um amigo engenheiro por quanto ele faria uma construção igual na época: R$ 14.000,00.
Há uma pressão por parte do Ministério Público para que haja transparência nas contas das prefeituras e do governo, e que seja usado o pregão eletrônico, tido como mais confiável que as licitações, mas os governantes resistem. O que eles fazem, na realidade, segue na direção oposta.
No último mandato de Vilma de Faria como governadora, o filho dela foi acusado pela Polícia Federal, na Operação Hygia, de envolvimento com desvio de dinheiro público da saúde. O Ministério Público descobriu, na gestão de Micarla de Souza na Prefeitura de Natal, um esquema de superfaturamento e desvio de recursos da ordem de milhões, nas contas da UPA do bairro de Pajuçara. Quando um criminoso mata uma pessoa na rua é chamado de bandido. Como devem então ser qualificados os que causam os problemas nos postos de saúde, maternidades e hospitais, que levam à morte ou invalidação de centenas de crianças?
Mas não é apenas através do roubo puro e simples via corrupção que os mandatários públicos prejudicam a saúde pública. A prática do preenchimento de cargos comissionados através de indicação política ou por familiares também é nociva. Imagine-se na situação de ser o dono de uma loja de roupas. Se você empregar alguém devido a este funcionário ter capacitação e disposição para o trabalho, poderemos nos queixar e mesmo demiti-lo caso ele deixe de trabalhar corretamente. Se empregarmos um parente ou um amigo, no entanto, não poderemos criticar o que ele faz nem, muito menos, puni-lo se não produzir no trabalho. Essa é a situação dos funcionários comissionados escolhidos por motivos outros que não a competência. Os cargos de alto escalão da saúde com maior possibilidade de gerar pedidos de propina são escolhidos por indicação “política”. Forma-se então uma cascata de corrupção, incompetência, insatisfação, funcionários fantasmas, baixos salários (com desvio de dinheiro, muitos cargos comissionados para serem pagos e má gestão dos concursados, sobra pouco dinheiro para pagar quem realmente trabalha), má qualidade do serviço público.
Empossar-se técnicos com capacidade em administração de saúde pública nos cargos comissionados e que recebessem metas de trabalho, apoio político do governante para cumprir o dever e fiscalização e premiação pelo alcance da meta faria, sim uma diferença enorme. Pressionemos para tal.
Outra medida bastante necessária seria a criação de um mecanismo para dar independência à Comissão de Vigilância Sanitária (COVISA). No modelo atual, o executivo fiscaliza, além dos hospitais privados, suas próprias instituições! Já pensou se fosse, permitido, por exemplo, cada cidadão fiscalizar seu próprio pagamento de Imposto de Renda?! Pois é, É por conta da estrutura de comando da COVISA que exige-se dos hospitais privados a higiene e organização máximos, e a exigência para os hospitais públicos é zero, a não ser quando há alguma pressão por parte da imprensa, do Conselho Regional de Medicina ou do Ministério Público.
Desculpem-me se me alonguei demais nessa denúncia e no desabafo. Eu não queria deixar de detalhar o que eu julgo serem as causas desses problemas que atingem crianças no nosso estado. Precisamos saber como ocorre para saber como agir, lutar contra os pilantras que dilaceram as finanças da saúde pública. Esses abutres, que se beneficiam da situação atual, lutam contra as mudanças que salvariam as crianças, mas os fariam perder seus cargos, vantagens em licitações, propinas.
Em nome da vida e da saúde de nossas crianças, e sabendo do que realmente precisa ser feito pela saúde pública, lutemos.
Arthur Jorge de Vasconcelos Ribeiro
Fonte: http://glaucialima.com/neuropediatra-de-natal-diz-que-existe-um-infanticidio-no-rn/#sthash.k55NvUUz.dpuf

sábado, 12 de março de 2011

Morre policial ferido em tiroteio (Jucurutu-RN)

Após várias notícias desencontradas e desmentidos, foi confirmada a morte do policial Smith, ferido em abordagem e confronto com bandidos na cidade de Jucurutu-RN.

A morte dele não deve passar em branco. Urge que autoridades e população do Seridó clame por melhores condições de saúde para seus cidadãos.

Não basta que hoje MAIS DA METADE DOS NASCIMENTOS DO ESTADO OCORRAM NA CAPITAL por ausência de atendimento no interior (ou seja, as estatísticas, num futuro próximo indicarão que não há mais nascimentos no interior, apenas na capital), para onde acorrem as ambulâncias com mães em dores de parto, para disputar vagas nos corredores de hospitais como a Januário Cicco. Uma irresponsabilidade de prefeituras que certamente bancam a chamada FOLIA DE MOMO (Carnaval), com trios elétricos e bandas varando noites a fio.

Agora, mais este desastre anunciado em Caicó, onde os hospitais não passam de postos de saúde e o aeródromo está interditado (chamar de aeroporto seria um elogio dos grandes).

O sepultamento do soldado PM Bruno Smith deve ser uma oportunidade para mostrar quem são os verdadeiros culpados pela ausência de um socorro que poderia ter evitado sua morte, que ocorreu em defesa do interesse coletivo, no cumprimento do dever, enquanto o aparato que deveria ajudá-lo a sobreviver está aos frangalhos.

Depois dessa, que policial terá coragem de correr o risco de levar um tiro; que, mesmo de raspão poderá ser fatal?

Vejam a nota do blog do Cardoso Silva:

Comando Geral da PM do RN confirma morte de PM de Caicó

Autor: Cardoso Silva  /  Categoria: Caicó
O blog acaba de conversar por telefone com o comandante geral da PM do RN Cel. Araújo, por telefone ele confirmou lamentavelmente a morte do soldado Bruno Smith, disse que os aparelhos foram desligados após a confirmação da morte cerebral.
O comandante geral disse que todas as providências de apoio a família estão sendo tomadas pela polícia militar.
A  Associação dos Praças e Bombeiros Militar do Seridó através do Cabo João Batista, disse que lamenta a morte do PM e que estará dando todo o apoio necessário.
NOTA DO BLOG: O nosso Blog publicou uma nota abaixo sobre a morte do PM baseado em uma informação segura, pois este repórter não brinca de fazer jornalismo, para algumas pessoas que enviaram comentários desmentindo dizendo que não era verdade, infelizmente é verdade, sou repórter que falo a verdade pode acreditar… Repito… não brinco de fazer jornalismo, sou profissional, para aquelas pessoas que me ligaram dizendo que confiam em mim, meu muito obrigado!




quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Diabetes e o descaso da prefeitura de Natal

É uma notícia triste, principalmente para quem não tem como recorrer a aquisição particular.

Uma pena que o programa de distribuição seja municipalizado, o que agrava ainda mais o problema.

O insulino-dependente tem sua vida banalizada pelo poder público que prefere investir milhões em marketing pessoal e show-mícios para se promover... o premiado Via Livre nada mais é do que cumprir o Código de Trânsito, mas ganhou notoriedade ao ser vendido como invenção da pólvora.

Enquanto isso, o quadro com a saúde é que se constata com o a matéria abaixo... e nós ainda temos estoque (do que compramos), mas estamos na fila para receber insulina e insumos, essenciais à sobrevida de Samuel e de milhares de diabéticos.



Mais de 6 mil diabéticos continuam sem remédios em Natal

Publicação: 23 de Fevereiro de 2011 às 13:58

Cerca de 6 mil usuários do SUS municipal que recebem insulinas (3 mil recebem insulina Lanthus, 2 mil recebem a insulina Humalog e Mil recebem a Humalog Mix 25 ou 50) estão atualmente desassistidos. Essas informações foram prestadas por técnicos da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) em audiência com o Ministério Público mês passado. O problema existe porque a SMS continua descumprindo o acordo judicial no qual se comprometeu a fornecer de forma regular e ininterrupta os medicamentos e insumos para tratamento de pacientes com diabetes.

Como forma de buscar a resolução desse problema a Promotora de Justiça de Defesa da Saúde, Elaine Cardoso de M. Novais Teixeira, ajuizou ontem, 22, um pedido de execução junto à 4ª Vara a Fazenda Pública onde transita a Ação Civil Pública nº 001.02.006801-9. No pedido, o Ministério Público quer garantir que o acordo celebrado seja cumprido de imediato; ou seja, que os medicamentos, insumos e insulinas (normais e especiais) necessários aos usuários SUS portadores de diabetes mellitus moradores de Natal voltem a ser fornecidos de maneira contínua e ininterrupta.

“Mesmo com todos os esforços empreendidos extrajudicialmente para que a Secretaria Municipal de Saúde de Natal desse efetivo cumprimento ao acordo homologado judicialmente, mais uma vez ela insiste em permanecer na inadimplência”, afirma Elaine Cardoso.

Há mais de oito anos que o Ministério Público busca garantir o fornecimento de medicamentos pela Secretaria Municipal de Saúde. Em abril de 2002 o MP ajuizou uma ACP, conseguindo uma liminar em mio do mesmo ano. Mas dois anos depois várias reclamações voltaram a chegar na Promotoria de Justiça informando sobre a falta de medicamentos. Algumas audiências de conciliação depois, o MP conseguiu um acordo (em outubro de 2007) no qual a SMS se comprometeu em fornecer os insumos e remédios. Mas no ano passado novas notícias de desabastecimentos surgiram. Diante da situação caótica, constatada pela Promotora de Justiça em visitas aos estoques da SMS, foi ajuizada nova Ação, dessa vez específica para os medicamentos para diabetes.

Em audiência realizada no dia 26 de janeiro deste ano foi informado pelos técnicos da SMS que a partir de dezembro de 2010, “houve total ausência de distribuição destes insumos aos usuários; existem problemas no abastecimento das insulinas especiais (Glargina, Lanthus e Humalog Mix 25 e 50-refil); desde o mês de outubro de 2010 estas insulinas especiais estão em falta, não havendo condições de dispensar estes itens aos usuários que procuraram o PROSUS (setor específico para esta distribuição na SMS)”. Diante dessa situação o MP entregou pessoalmente ao Secretário de Saúde um Recomendação para que em 15 dias o fornecimento fosse retomado. Mais uma vez sem resposta positiva a SMS.

A Promotora de Justiça esclarece que na última segunda-feira, 21, o Secretário de Saúde apresentou ofício informando que está em andamento o processo de aquisição de medicamentos (insulinas) e, quanto aos insumos, que foram feitas aquisições através de ata de registros de preços. “Mas ele não informa quando todos estes itens estarão efetivamente disponíveis aos portadores de diabetes mellitus, gerando grave prejuízo aos pacientes”, ressalta Elaine Cardoso.

Fonte: Assessoria de Imprensa do MP-RN
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Se fizer citação, favor indicar a fonte.

Veja no rodapé como fazer download de livro sobre alimentação saudável para diabéticos DM1

Diabetes: uma batalha a cada dia

Se você conhece alguém com diagnóstico de diabetes tipo 1, repasse este link para download desse livro, que é um verdadeiro manual da alimentação.

http://www.sanofi-aventis.com.br

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Se quiserem, podem fazer o download do livro em pdf.