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terça-feira, 28 de junho de 2011

Diabetes: agulhas com dias contados

Li hoje excelente notícia. Está chegando ao Brasil, a partir de Agosto de 2011, a caneta que aplica insulina sem a necessidade de agulhas.

Isso representa um significativo avanço no tratamento de insulinodependentes, como meu filho Samuel, que recebe aplicações diárias do produto.

É uma tortura a cada picada, e vibramos com a liberdade desse incômodo.

Leia a matéria abaixo, e fique por dentro da novidade.

Joserrí de Oliveira Lucena






Está chegando ao Brasil a CANETA SAFE-INJECT PARA APLICAÇÃO DE INSULINA SEM AGULHA.

O desconforto e a ansiedade relacionados ao momento da picada da agulha agora são coisas do passado. Em uma fração de segundo a CANETA SAFE-INJECT PARA APLICAÇÃO DE INSULINA SEM AGULHA, introduz qualquer tipo de insulina de forma segura. Por utilizar mecanismo de pressão, a CANETA SAFE-INJECT preserva o tecido e evita lesões e infecções que comumente ocorrem em decorrência do uso de agulhas. Ainda é possível realizar a combinação de insulinas na mesma aplicação.

Produzida na Alemanha, a CANETA SAFE-INJECT PARA APLICAÇÃO DE INSULINA SEM AGULHA já é amplamente utilizada em vários outros países. Possui selo de qualidade ISO, registro CE (Comunidade Européia) e muitos trabalhos científicos que comprovam sua eficácia e segurança.
A CANETA SAFE-INJECT PARA APLICAÇÃO DE INSULINA SEM AGULHA já está registrada na ANVISA e será comercializada a partir de agosto de 2011 no Brasil pelaHemocat, empresa que atua há mais de 20 anos na área de saúde.

A CANETA SAFE-INJECT terá garantia de 1 ano e será acompanhada de um kit completo do produto com adaptadores para todas as apresentações de insulina (frasco ampola, caneta, cartucho).
A Hemocat fará o lançamento oficial da CANETA SAFE-INJECT PARA APLICAÇÃO DE INSULINA SEM AGULHA no 16º Congresso Brasileiro Multidisciplinar em Diabetes, de 29 a 31 de julho de 2011 em São Paulo, organizado pela ANAD – Associação Nacional de Assistência ao Diabético.

Fonte da Informação: Hemocat Comércio e Importação Ltda. www.hemocat.com.br. Gerente de Marketing: Danila Castro (danila@hemocat.com.br)

sábado, 7 de maio de 2011

Glicemia sem agulhas (medidor com luz)

Tem matérias que merecem a disseminação sem comentários. A que reproduzo abaixo tem teor especial, pois tenho filho diabético juvenil e ansiamos pela redução do sofrimento das furadas e picadas.

Milagres estão acontecendo todo dia; a gente que nem sempre vê.

O surgimento de novas tecnologias representa que Deus continua generoso com a humanidade, e que faz milagres coletivos.

Joserrí de Oliveira Lucena



Menos picadas na hora de medir a glicose diariamente

O importante  e tradicional MIT (Massachusetts Institute of Technology) localizado na mesma avenida da Universidade de Harvard em Boston dá um passo em direção a uma melhor qualidade de vida para os pacientes diabéticos.

Está em fase avançada o aparelho qye emite luz infravermelha para medição de glicose subcutânea (e não a glicose sanguínea). Estas ondas penetram cerca de meio milímetro na pele do antebraço ou dos dedos e o que o aparelho mede é a glicose contida no tecido subcutâneo destes locais.

Hoje em dia uma das maiores tarefas é fazer os pacientes medirem a glicose o número necessário de vezes ao dia. Claro que os lancetadores de hoje são bastante delicados, mas um dispositivo completamente indolor e não-invasivo seria muito bem-vindo ao mercado, especialmente para crianças muito pequenas.

De fato, o diabetes é uma situação silenciosa e a única forma de avaliarmos com certeza o valor da glicose é medindoa glicose. Alguns pacientes precisam medir mais vezes e outros, menos vezes. Por isto, tudo que facilita a vida dos diabéticos é de grande valia.

Veja abaixo a foto da haste medidora do aparelho desenvolvido pelo MIT. Eles ainda não mencionaram possível data de lançamento. Mas estamos de olho:
Medidor de glicose infravermelho, sem picadas

Fonte: DrCouri

domingo, 24 de abril de 2011

Como conversar com filho diabético?

Temos dois filhos: Jesiel (20 anos) e Samuel (1 ano e 11 meses); este último foi diagnosticado recentemente com diabetes infantil (tipo 1).


Consideramos um dos blogs mais interessantes sobre o assunto o que é escrito por Nicole Lagonegro, disponível no link minhafilhadiabética.


Ela posta toda a rotina de cuidar de sua filha, Maria Vittoria: os dramas, os procedimentos, os resultados, as expectativas e tudo o mais que envolve o cuidado de uma criança com diabetes.


Sem desprezo das informações e orientações médicas, o site de Nicole é referência, pelo fato de não ter arrodeios e de nos dar a real dimensão do dia-a-dia de quem cuida com amor.


Hoje ela publica orientações muito boas, que compartilhamos aqui, multiplicando informação de qualidade. 


Joserrí e Joana Darc (com Samuel na foto abaixo)






Como é a vida para uma criança com diabetes?’ 






Se o seu filho foi diagnosticado recentemente com diabetes, você pode ter algumas preocupações sobre como isso afetará a sua infância.

O que pode surpreendê-lo é que as crianças com diabetes podem fazer tudo como as crianças sem diabetes fazem, e viver uma vida ativa e normal – apenas têm que ser mais cuidadosos sobre o planejamento de suas atividades diárias.

Segundo Debbie Butler,  assistente social clínica em Pediatria e Saúde Mental e
Comportamento, Centro de Diabetes Joslin, “Crianças com diabetes devem ser capazes de fazer todas as atividades que teriam feito se não tivessem sido diagnosticadas com diabetes. É nossa função como profissionais da saúde ajustar o tratamento e manejo do diabetes do seu filho de acordo com a rotina dele ” Um equívoco comum é que as crianças com diabetes não podem comer nada com açúcar, incluindo coisas como bolo de aniversário, biscoitos e sorvetes.  A verdade é que as crianças podem comer esses alimentos com moderação, eles só precisam planejar com atenção o que mais eles comerão naquele dia e ajustar as doses de insulina de acordo. Um plano alimentar saudável pra uma criança com diabetes é igual ao de uma criança sem diabetes!

As crianças também podem praticar esportes e participar de atividades físicas como qualquer outra crianças.

Mais uma vez, você só precisa de um planejamento – em primeiro lugar conversar com seu médico, e então aprender a rotina de testes de glicose, planejando a alimentação e insulina que funcionam melhor para elas.

As crianças, é claro, não podem, nem devem,  lidar com o diabetes sozinhas. O diabetes afeta a família inteira, e é muito importante que todos os membros da família tenham um papel ativo no diabetes do seu filho. “Uma das coisas mais importantes que os pais podem fazer para ajudar seu filho com o seu diabetes é continuar envolvido com o dia-a-dia e as tarefas e encontrar formas de trabalhar juntos como uma equipe com seu filho, afirma que “Butler.

Pode parecer impressionante agora, mas o cuidado do diabetes vai rapidamente tornar-se parte do rotina diária do seu filho.

Como conversar com seu filho sobre diabetes? 




Saber que seu filho tem diabetes é difícil. Descobrir como explicar diabetes para o seu filho pode parecer ainda mais. 

Aqui estão algumas dicas de Debbie Butler, Clínica Social , Pediatria e de Comportamento e Saúde Mental, Joslin Clinic, para te ajudar quando for falar com seus filhos sobre o seu diagnóstico de diabetes.

 Seja honesto e aberto – Sempre diga a verdade, mesmo quando é difícil. Incentive seu filho a fazer perguntas e manter um diálogo aberto.

 Mantenha a conversa na faixa etária apropriada – Uma criança pequena não precisa do mesmo tipo de detalhe que você diria a um adolescente. Certifique-se de usar a linguagem que melhor se adapta à sua idade da criança e prontidão.

 Não é sua culpa – especialmente as crianças mais jovens precisam saber que eles não fizeram nada que os levaram a ter diabetes. Não é porque eles são “Maus” ou fizeram algo errado.

 Explique a doença – Diga ao seu filho que o diabetes não vai embora, não vai passar, como um resfriado. Além disso, alguns filhos acham que eles vão morrer de diabetes, pois a primeira parte da palavra soa como morrer (isso em inglês ok? A pronúncia do dia-betes é “dai” que é igual a pronúncia de “die” que significa MORRER). Garanta-lhes que este não é o caso!

 Tudo bem ficar chateado  - Deixe o seu filho saber que é normal ficar chateado ao ter diabetes. Incentive seu filho a falar sobre seus sentimentos.

 Seja positivo – Verifique se o seu filho sabe que ele pode fazer as mesmas coisas que uma criança sem diabetes. Você pode manter o diabetes sob controle e viver uma normal e vida saudável.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Diabetes, a série no Fantástico

Temos acompanhado diariamente nosso filho com diabetes tipo 1, e temos sentido na pele como o desconhecimento sobre a doença é um fato.

Quase todo mundo pensa que diabetes tipo 1 e tipo 2 são a mesma coisa. Nada têm a ver, exceto a deficiência na produção de insulina.

Até profissionais da área médica por vezes demonstram conhecer menos da doença do que pacientes e pais: insumos, aplicadores e tipos de insulina, além dos efeitos colaterais precisam de atenção e registro diário, que só os mais próximos podem fazer.

Leiam do blog http://minhafilhadiabetica.wordpress.com a notícia sobre a publicação da série, além da opinião da autora do blog, mãe de uma criança com diabetes tipo 1:


Série no Fantástico sobre DIABETES em ABRIL



  
Até que enfim! Depois de um ano, a série vai ao ar. Completamente diferente da ideia inicial, o que é uma pena. Mais uma vez não é dada devida importancia ao diabetes tipo 1. Infelizmente, por sermos minoria, somos tratados como tal. Todos acham que diabetes é tudo igual e até o governo fornece insulinas e insumos como se todo diabetes fosse do tipo 2. Uma pena. Ainda não foi dessa vez que as pessoas entenderão a GRANDE diferença entre um e outro.
Fica aqui o email que recebi avisando sobre o documentário:
“oi Nicole!
tudo bem?
querida, finalmente a série vai ao ar! o 1o episódio entra dia 03/04 e você e suas filhas aparecem no episódio 3, dia 17/04. seriam 5 episódios, mas o Fantástico, por nova grade de programação, cortou um episódio, uma pena. mas a série está linda, vocês vão gostar! pode divulgar!”

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Diabetes, de um jeito fácil!

Post vale a pena ser multiplicado:


Diabetes tipo 1 de um jeito fácil de entender!



  
É… porque por mais que a gente explique, explique, desenhe e tal… as pessoas parecem não entender nunca.. Elas te dizem um: “Ah, tá….” – que pra mim significa: ” Ah, chega, não to entendendo nada e nem vou…”
Se você quiser realmente entender, e também aproveitar pra explicar pros outros de um jeito mais fácil, fica aqui a dica de um post do blog do Dr Carlos Eduardo Couri!!
E também vale pra você – que não sabe o que é diabetes direito – parar com essa mania infeliz de achar que uma criança é diabética porque a mãe não cuidou direito, ou porque comeu muito doce, ou porque o pai e a mãe tem (ou deveriam ter).
O único remédio pra ignorância é informação. Pense (e leia) antes de falar.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Diabetes e o descaso da prefeitura de Natal

É uma notícia triste, principalmente para quem não tem como recorrer a aquisição particular.

Uma pena que o programa de distribuição seja municipalizado, o que agrava ainda mais o problema.

O insulino-dependente tem sua vida banalizada pelo poder público que prefere investir milhões em marketing pessoal e show-mícios para se promover... o premiado Via Livre nada mais é do que cumprir o Código de Trânsito, mas ganhou notoriedade ao ser vendido como invenção da pólvora.

Enquanto isso, o quadro com a saúde é que se constata com o a matéria abaixo... e nós ainda temos estoque (do que compramos), mas estamos na fila para receber insulina e insumos, essenciais à sobrevida de Samuel e de milhares de diabéticos.



Mais de 6 mil diabéticos continuam sem remédios em Natal

Publicação: 23 de Fevereiro de 2011 às 13:58

Cerca de 6 mil usuários do SUS municipal que recebem insulinas (3 mil recebem insulina Lanthus, 2 mil recebem a insulina Humalog e Mil recebem a Humalog Mix 25 ou 50) estão atualmente desassistidos. Essas informações foram prestadas por técnicos da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) em audiência com o Ministério Público mês passado. O problema existe porque a SMS continua descumprindo o acordo judicial no qual se comprometeu a fornecer de forma regular e ininterrupta os medicamentos e insumos para tratamento de pacientes com diabetes.

Como forma de buscar a resolução desse problema a Promotora de Justiça de Defesa da Saúde, Elaine Cardoso de M. Novais Teixeira, ajuizou ontem, 22, um pedido de execução junto à 4ª Vara a Fazenda Pública onde transita a Ação Civil Pública nº 001.02.006801-9. No pedido, o Ministério Público quer garantir que o acordo celebrado seja cumprido de imediato; ou seja, que os medicamentos, insumos e insulinas (normais e especiais) necessários aos usuários SUS portadores de diabetes mellitus moradores de Natal voltem a ser fornecidos de maneira contínua e ininterrupta.

“Mesmo com todos os esforços empreendidos extrajudicialmente para que a Secretaria Municipal de Saúde de Natal desse efetivo cumprimento ao acordo homologado judicialmente, mais uma vez ela insiste em permanecer na inadimplência”, afirma Elaine Cardoso.

Há mais de oito anos que o Ministério Público busca garantir o fornecimento de medicamentos pela Secretaria Municipal de Saúde. Em abril de 2002 o MP ajuizou uma ACP, conseguindo uma liminar em mio do mesmo ano. Mas dois anos depois várias reclamações voltaram a chegar na Promotoria de Justiça informando sobre a falta de medicamentos. Algumas audiências de conciliação depois, o MP conseguiu um acordo (em outubro de 2007) no qual a SMS se comprometeu em fornecer os insumos e remédios. Mas no ano passado novas notícias de desabastecimentos surgiram. Diante da situação caótica, constatada pela Promotora de Justiça em visitas aos estoques da SMS, foi ajuizada nova Ação, dessa vez específica para os medicamentos para diabetes.

Em audiência realizada no dia 26 de janeiro deste ano foi informado pelos técnicos da SMS que a partir de dezembro de 2010, “houve total ausência de distribuição destes insumos aos usuários; existem problemas no abastecimento das insulinas especiais (Glargina, Lanthus e Humalog Mix 25 e 50-refil); desde o mês de outubro de 2010 estas insulinas especiais estão em falta, não havendo condições de dispensar estes itens aos usuários que procuraram o PROSUS (setor específico para esta distribuição na SMS)”. Diante dessa situação o MP entregou pessoalmente ao Secretário de Saúde um Recomendação para que em 15 dias o fornecimento fosse retomado. Mais uma vez sem resposta positiva a SMS.

A Promotora de Justiça esclarece que na última segunda-feira, 21, o Secretário de Saúde apresentou ofício informando que está em andamento o processo de aquisição de medicamentos (insulinas) e, quanto aos insumos, que foram feitas aquisições através de ata de registros de preços. “Mas ele não informa quando todos estes itens estarão efetivamente disponíveis aos portadores de diabetes mellitus, gerando grave prejuízo aos pacientes”, ressalta Elaine Cardoso.

Fonte: Assessoria de Imprensa do MP-RN

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Diabetes: Fenômeno do Alvorecer

Sobre o assunto, sobre o qual temos ouvido, lido e aprendido - pois o bem estar de Samuel (e da gente) depende disso - vimos que para pacientes do diabetes tipo 2, o processo é diferente de pacientes com diabetes tipo 1; nestes, as células do pâncreas são interpretadas como nocivas pelos anti-corpos que combatem infecções no organismo, em algum momento da vida entre o nascimento e a puberdade (até num simples resfriado).

O diabetes tipo1, é portanto, classificado como doença auto-imune. O pâncreas de Samuel está funcionando entre 10% e 30% atualmente, tornando-o um insulino-dependente, conforme tabela da CID. Temos que monitorar, para evitar hipoglicemia e hiperglicemia, além de controlar esses "vales" e "picos", evitando efeitos colaterais, que podem afetar: visão, audição, fala, rins, fígado e coração, principalmente.

Nossa nutricionista foi diagnosticada aos 13 anos de idade, em plena floresta amazônica, após "acharem" que era malária e aplicarem soro-glicosado; resultado: UTI. Mas, ela é vencedora: convive com o problema há 28 anos. Frase dela: "Está chovendo? Insulina!; Está fazendo sol? Insulina!; Está triste? Insulina!; Está brincando? Insulina!" Ou seja, não se pode dar trégua um milímetro, chova ou faça sol.

Numa criança, que chora sem poder expressar o que está sentindo e onde está doendo, nosso desafio é um pouco maior. O estresse provoca tanto um cenário quanto o outro.

Tem vezes, não raras, que só podemos abraçá-lo e dar carinho, e manter a serenidade e calma, mesmo com nossos corações despedaçados, enquanto ele se debate pedindo tudo e não querendo nada (leite, cama, rede, carro, biscoito, água, abrir, sair, fechar, papai, mamãe, titia, etc), esse fenômeno é chamado de "alvorecer" ou de "entardecer", conforme o horário que se manifeste (geralmente tem sido nas madrugadas).

Nem sempre podemos administrar insulina, pois, nas dosagens, o resultado aponta com dentro do padrão (o que não impede que o cérebro tenha sido confundido por uma mudança brusca entre dois índices, dando a impressão para o corpo, de ele está em hiper ou hipoglicemia).

Veja o artigo abaixo, sobre o assunto.

Fenômeno do Alvorecer (Dawn Phenomenon)
Fonte: parte em http://diabetes.healthcentersonline.com, e mais outros sites.
Tradução: Márcia de Castro Porto

O "Fenômeno do Alvorecer" (em inglês: Dawn phenomenon) é um aumento nos níveis de glicose que ocorre nas primeiras horas da manhã. Isso ocorre naturalmente com todas as pessoas, mas pode resultar em um aumento anormal dos níveis de glicose para aqueles que possuem diabetes. Tais pacientes precisam fazer ajustes no seu regime de insulina para lidar com o Fenômeno do Alvorecer.

O Fenômeno do Alvorecer geralmente ocorre entre 3 e 8 horas da manhã. Durante a noite, o corpo libera um grupo de hormônios conhecidos como hormônios contra-regulatórios. Existem 4 tipos de hormônios contra-regulatórios: Adrenalina, glucagon, cortisol e GH (hormônio do crescimento).  Esse hormônios avisam ao fígado para liberar glicose na corrente sanguínea e suprimir a atividade da insulina, causando o aumento nos níveis de glicose. Isso é facilmente administrado pelo organismo de pessoas normais, mas torna-se um problema para os diabéticos.

Por quê? Bem, na maioria das pessoas, nesse fenômeno do alvorecer os níveis de glicose aumentam somente o suficiente para fornecer ao corpo a energia necessária para acordar e começar o dia. Nesses casos, qualquer excesso de glicose é resolvido com uma rajada de insulina. Contudo, aqueles com diabetes não produzem insulina suficiente (diabetes tipo 1) ou não a utilizam devidamente (diabetes tipo 2) para responder a esses aumentos no nível de glicose. Como resultado, eles continuam a crescer até atingir um patamar anormalmente alto, causando hiperglicemia.

Naqueles que estão em fase de crescimento, esse fenômeno é mais visível ainda.



Esta outra matéria é do UOL, do dia 18/02/2011:

18/2/2011 - UOL   

Número de casos novos subiu quase dez vezes em 20 anos, segundo estudo epidemiológico feito no interior de SP. Evolução anual da doença, ainda sem explicação precisa, é observada também na prática clínica e preocupa os especialistas.
Jornal Folha de São Paulo - por Fernanda Bassette
Sabe-se que o diabetes mais comum, do tipo 2, está em ascensão no mundo, devido a obesidade e maus hábitos. Agora, estudos mostram que também os casos do diabetes mais raro, tipo 1 (não ligado a sobrepeso e sedentarismo), crescem em níveis preocupantes.
Estudo epidemiológico feito por 20 anos no interior de São Paulo concluiu que a incidência da doença aumentou 9,6 vezes no período analisado (1986 a 2006). Os resultados serão publicados no "Journal of Endocrinological Investigation".
O levantamento foi feito só em Bauru, mas endocrinologistas confirmam que o crescimento do chamado diabetes juvenil pode ser observado em todo o país, embora em proporções diferentes. 
O diabetes tipo 1, ou juvenil, é uma doença autoimune: as células responsáveis pela produção de insulina no pâncreas sofrem uma autoagressão e deixam de produzir o hormônio. Assim, os níveis de glicose no sangue aumentam e o paciente torna-se dependente do uso de insulina externa para o resto da vida. Em geral, o diagnóstico é feito entre os cinco e os dez anos de idade, dai o nome.
O estudo foi feito pelo endocrinologista Carlos Antonio Negrato, diretor-clínico da Associação dos Diabétitos de Bauru e do departamento de diabetes gestacional da Sociedade Brasileira de Diabetes.
O pesquisador avaliou a incidência anual da doença — que é o surgimento de casos novos, para cada grupo de 100 mil crianças menores 15 anos.
Para isso, usou informações de pacientes notificados por médicos, por pessoas que procuravam a associação de diabéticos da cidade e por um censo escolar feito anualmente em todas as escolas do município.
No período do estudo, 176 casos foram diagnosticados. A Incidência variou de 2,82 casos para cada 100 mil crianças, em 1987, para 27,20 casos para cada 100 mil em 2002, — ano que apresentou a maior incidência.
Segundo Negrato, em 71,43% dos anos avaliados o padrão de incidência foi considerado alto (de 10 a 19,99 casos por 100 mil/ano) e muito alto (igual ou mais de 20 casos por 100 mil).
• Possíveis causas
Ainda não há explicação precisa para o aumento no número de casos. Trabalhos científicos feitos no exterior chegam à mesma conclusão, mas não apontam as causas exatas.
"Fatores ambientais, temperaturas mais baixas, algumas viroses, introdução precoce do leite de vaca e seus derivados, associados à predisposição genética, parecem exercer alguma  influência", diz Negrato.
Os resultados do levantamento são importantes, por refletirem uma situação que os médicos observam na prática clínica, afirma Augusto Pimazoni Neto, coordenador do grupo de controle do diabetes do Hospital do Rim e Hipertensão da Unifesp. "O trabalho mostra o tamanho do problema".
Essa evolução não está relacionada à subnotificação de casos, afirma o endocrinologista Roberto Betti, do núcleo de diabetes do InCor . "O diabetes tipo 1 é uma doença com sinais clínicos muito claros. O aumento é bem preocupante, porque trata-se de uma doença que deixa o paciente dependente de insulina por toda a vida."
Picada de agulha é rotina para adolescentes
Abrir mão de bolacha recheada e tomar injeção não são coisas fáceis para adultos, que dirá para garotos. Mas Felipe, 17, Giulia, 10, e Kawe, 10 aprenderam a controlar o diabetes 1 e a conviver com dietas e picadas.
Felipe Droppa Poleti descobriu a doença aos 14 anos. Depois de perder quatro quilos e de sentir vontade de ir ao banheiro a cada dez minutos, decidiu procurar um médico.
Fez os exames e descobriu que o nível de glicose no sangue estava 426 mg/dl (o normal é entre 80 e 100 mg/dl). "Fui internado. No começo, chorei desesperadamente, porque eu achava o fim do mundo ter que tomar injeção todos os dias antes de comer. O tempo foi passando e hoje tenho uma vida normal, apesar de picar minha barriga, coxa ou braço pelo menos quatro vezes ao dia", diz.
Giulia Pellegatti Britto Rosa foi diagnosticada aos nove. Depois de uma festa, passou a noite bebendo água e urinando com muita frequência. Constatou que o índice de glicose no sangue também estava fora dos padrões. Foi internada às pressas e ficou 11 dias no hospital.
A menina diz que o que mais a incomodou, depois de saber o diagnóstico, foi abrir mão dos doces e passar a carregar agulha e insulina para onde for.
"Não foi fácil me acostumar com as picadas de agulha duas vezes por dia. Mas, agora, um ano e três meses depois, eu mesma aplico as injeções e não vejo mais problemas nisso."
O estudante Kawe Molina Ustolin Valêncio tinha seis anos quando descobriu que era diabético. Assim como Felipe e Giulia, bebia muita água, ia muito ao banheiro e também precisou ser internado.
Mas, diferentemente de Felipe e Giulia, que se picam o dia todo, Kawe usa uma bomba de insulina presa à cintura. O aparelho libera o hormônio constantemente, sempre que necessário. Mas ele não está livre das picadas: são feitas a cada três dias, para controle.
O menino, que se acostumou a ler a tabela nutricional dos alimentos antes de os consumir, reclama da dieta sem bolachas, sem macarrão, sem arroz, sem pão. "Agora, tudo é integral. Eu também sinto falta de tomar fanta uva."

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Samuel, um dia normal em uma semana tumultuada

Sábado passado estávamos em estado de choque: Samuel fora diagnosticado com diabetes infantil (1), e estava internado na UTI do Hospital do PAPI (em Natal-RN).

A gente assustado (ainda estamos, pois somos de carne e osso), e sem saber nada do processo que iria nos avassalar nas próximas horas: a quantidade de informações que recebemos e que temos que aprender só ouvindo, cria uma atmosfera de perda de referencial: o mundo pára, nada mais importa que a vida de nossos filhos...

... e a gente só quer saber se tem um atalho para sair dessa assombração.

Infelizmente não tem. O processo é longo e em curtíssimo espaço de tempo a gente vira enfermeiro (como passa a maior parte do tempo acordado - dias e noites - aprende fazendo).

A saída de UTI e a ida para casa não são alívio: cadê o apoio médico? cadê todo mundo que sabe como lidar com insulina, glicose, carboidratos, etc? E a gente mistura esses nomes o tempo todo...

E ainda por cima, tivemos que desmamar esse bebezão de 1 ano e 8 meses super saudável (certamente pela contribuição do aleitamento materno)...

Tudo é doloroso, massacrante, sofrível e essas palavras não passam nem perto de expressar o medo, a angústia e os pesadelos desses pais tão apaixonados pelos filhos.

Hoje, após essa semana de aperreio, Samuel teve um dia normal. Ele foi o Samuel de sempre (evidentemente já quase adaptado à nova rotina de testes de glicose, furadas, aplicações de insulina, alimentação regrada, etc). Está elétrico, brincalhão, sorridente, e recuperando o peso...

Queremos agradecer imensamente a todos os que têm nos ajudado nesse momento das nossas vidas, seja com palavras de incentivo, conforto, orações ou compartilhando casos de outras crianças (alguns já adultos e casados) que tiveram o diagnóstico na infância e adolescência.

Vamos em frente, que o diabetes é uma batalha diária, e que a gente quer e precisa vencer minuto após minuto.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Samuel, o diabetes, a insulina e a dieta

Não tem sido fácil emocionalmente virarmos enfermeiros (na marra).

Com o diabetes de Samuel as coisas ocorreram muito rapidamente - imaginem que em uma semana apenas tivemos o diagnóstico (somado a uma infecção bacteriana), a internação em UTI, a carga de informações em 72 horas, a desconstrução de paradigmas, reaprender hábitos alimentares, e fazer testes de glicemia e aplicar insulina (com a dor de ter que furá-lo ao menos 4 vezes ao dia - quando dá tudo certo).

A solidariedade de pessoas que têm parentes em tratamento ajuda no compartilhamento de experiência. O apoio e oração de todas as pessoas que conhecem o caso tem sido muito eficazes na recuperação de Samuel e em nosso estado emocional, a quem muito devemos, pois nosso baque, apesar de grande, não nos derrubou (choramos, é verdade, mas não estamos pranteando). Cremos na vitória por Aquele que nos redimiu do pecado (Jesus Cristo) a quem seja dada toda honra e glória!

Há pessoas bem intencionadas que desejam a cura (não menos do que nós), mas cujos métodos de tratamento não são recomendados pela medicina e podem representar risco de vida para o bebê (como chás, raízes, infusões, simpatias, etc); chova ou faça sol, SAL (Samuel de Araújo Lucena) não pode ficar sem insulina (esta é uma lição que aprendemos com a nutricionista Dra Ana Sueli, que é diabética há 28 anos, com diagnóstico infanto-juvenil).

Estamos ainda aprendendo que alimentos aumentam ou diminuem os índices de glicose, bem como os horários de alimentação (é penoso e sofrível ver Samuca chorando por biscoito, "gagau" e peito - pois ainda mama - e a gente tem que dizer não, para seu próprio bem).

Temos nos esforçado para fazer o melhor. As aplicações de insulina estão sendo feitas com canetas e agulhas que diminuem o trauma. Nisso contamos com a orientação da Dra Taisa Macedo (endocrinologista), que nos tem sido de grande apoio.

A segurança dos profissionais que nos têm atendido é fundamental para assimilarmos a pancada, deixar "cair a ficha" e fazer o que é correto, para o bem de todos nós. Por isso, resistimos o mínimo possível ao diagnóstico (não por credulidade total na medicina), por acreditarmos que nossa conscientização ao invés de negação do problema é indispensável para um tratamento eficaz, e o que vai contribuir para termos excelentes momentos com Samuel e proporcionar-lhe uma qualidade de vida (quase) igual a de outros meninos de sua idade...

... menos naquilo que o próprio ambiente não esteja desenhado para recepcioná-lo adequadamente (escola, por exemplo) e ele não esteja treinado para saber distingüir e selecionar o que pode e o que não pode ingerir: festas de aniversário estão temporariamente suspensas  (exceto na de outros diabéticos de qualquer faixa etária...).

Um grande abraço desses pais corujas que têm dormido pouco, lido e ouvido muito, e se esforçado para dar o melhor e o que estiver ao alcance para que Samuel sofra menos.

Joserrí e Joana Darc Lucena
Obrigado por visitar este Blog

Este é um espaço para a livre e democrática manifestação de pensamento... não sinta-se constrangido a concordar com o que está escrito, mesmo com os conteúdos com que se identificar.

Se fizer citação, favor indicar a fonte.

Veja no rodapé como fazer download de livro sobre alimentação saudável para diabéticos DM1

Diabetes: uma batalha a cada dia

Se você conhece alguém com diagnóstico de diabetes tipo 1, repasse este link para download desse livro, que é um verdadeiro manual da alimentação.

http://www.sanofi-aventis.com.br

No quadro Search escrevam "Comida que cuida 2".
Se quiserem, podem fazer o download do livro em pdf.