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quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Caso Joanna: Pai continua preso

Justiça do Rio nega pela quarta vez liberdade ao pai da menina Joanna
O juiz Guilherme Schilling Duarte, titular do 3º Tribunal do Júri da Capital, indeferiu nesta segunda-feira, pela quarta vez, o pedido de liberdade provisória de André Rodrigues Marins, pai de Joanna Marcenal Marins, 5. A menina morreu no dia 13 de agosto de 2010 após contrair meningite, ser atendida por um falso médico e passar um mês em coma.


Marins e a madrasta de Joanna, Vanessa Maia Furtado, são acusados pela tortura e homicídio da criança. O pai começou a ser investigado depois que a mãe da menina, a médica Cristiane Marcenal Ferraz, encontrou marcas no corpo da criança e suspeitou de maus-tratos.

Na avaliação da Promotoria, a criança morreu porque o pai foi omisso e não procurou ajuda médica imediatamente. Ele e a mulher negam as acusações.

Para o juiz Guilherme Duarte, há elementos suficientes para manter o acusado preso, principalmente depois de depoimentos relatados na audiência de instrução e julgamento do caso. Na ocasião, a diarista dos acusados, Gedires Magalhães de Freitas, confirmou que viu, no seu primeiro dia de trabalho, em julho, Joanna com as mãos e os pés amarrados com fita crepe, "suja de fezes e urina".

Ainda de acordo com o magistrado, houve contradições entre testemunhas e aparente sonegação de fatos relevantes, indicando uma tentativa de influência sobre os depoimentos que seriam prestados.

Na audiência, Marins chegou ao tribunal com camisa polo e sem algemas. Ele passou parte do tempo de mãos dadas com Vanessa. Em juízo, a mãe de Joanna foi a primeira a ser ouvida e pediu aos réus que se retirassem da sala durante o depoimento.

Emocionada, Cristiane disse que, durante o ano de 2007, Joanna saía chorando toda vez que ia à casa do pai e "chegava a vomitar quando via André". Ela disse ainda que tentou aproximar a filha do pai, mas que não conseguia conversar com ele e a nova mulher sem que eles a xingassem.

Quando morreu, a menina estava morando provisoriamente com o pai e a madrasta. A mudança foi em maio de 2010, quando a Justiça determinou o afastamento de Cristiane por 90 dias por entender que a criança sofria de síndrome de alienação parental, quando um dos genitores tenta afastar o filho do outro.

CFSP

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Caso Joanna: Minha filha não será esquecida...

A médica Cristiane Marcenal, mãe da pequena Joanna, diz que sua filha não será esquecida no cemitério.

Em entrevista a Rede Record (publicada no portal R7) a médica diz que se prepara para o desgaste da batalha judicial. Acrescentou que o marido destruiu a vida de duas filhas e da família, além da própria vida.

- É muita destruição para uma pessoa só fazer.

Leia na íntegra, clicando aqui.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Caso Joanna: Pai é preso, acusado de tortura e homicídio

Demorou, mas chegou.

Este blogueiro, entretanto, acredita que não vai durar muitos dias o "xilindró" no serventuário que espancou e pode ter contribuído para a morte da própria filha...

... é que cabem muitos recursos e firulas jurídicas. Além do que a família dele teve tempo de sobra para montar a estratégia de defesa. Então, podemos nos frustrar por não ver a justiça, enfim, acontecer.

Mesmo assim, vamos comemorar. Foi dado um passo significativo e uma resposta aos reclames da sociedade, que clama por justiça.

A notícia, na íntegra, está disponível nos principais jornais. Postamos abaixo a que saiu no UOL:

Pai da menina Joanna é preso após decisão da Justiça no Rio

DENISE MENCHEN
DO RIO

Foi preso na noite desta segunda-feira o serventuário da Justiça André Marins, pai de Joanna Marcenal Marins, 5. Mais cedo, ele e a mulher, Vanessa Maia, tinham sido denunciados pelo Ministério Público sob acusação de tortura e de homicídio qualificado. A Justiça, porém, determinou apenas a prisão preventiva de André.

Promotora diz que Joanna teve convulsões por três dias
Promotoria denuncia pai e madrasta de Joanna
Polícia indicia pai da menina Joanna sob suspeita de tortura
IML confirma que menina Joanna sofreu maus-tratos
Pai de Joanna nega interferência no processo que reverteu guarda
Psicóloga nega ter orientado pai a prender as mãos de Joanna
Pai de Joanna diz que é inocente e acusa mãe
Promotora diz que Joanna negou agressão

Com a aceitação da denúncia, terá início o processo judicial que vai apurar a responsabilidade dos dois na morte de Joanna, ocorrida em 13 de agosto, após a menina passar quase um mês em coma.

Segundo a promotora Ana Lúcia Melo, responsável pela denúncia à Justiça, a criança teve convulsões por três dias antes de ser levada ao médico. Ela teve uma meningite causa pelo vírus da herpes.

'Quando ela contraiu meningite, começou a ter convulsões, e ficou por três dias convulsionando em casa sem receber atendimento', disse a promotora, que denunciou o casal por homicídio qualificado por meio cruel com dolo eventual. O dolo eventual significa que o casal assumiu o risco da morte da criança por ter tido uma atitude omissa e não ter procurado ajuda médica imediatamente.

A promotora disse também que a tortura à qual Joanna foi submetida pode ter contribuído para que ela desenvolvesse a doença, já que teria baixado a imunidade da menina.
Laudo elaborado pelo Grupo de Apoio Técnico do Ministério Público constatou que a menina foi vítima de queimaduras provocadas por 'meio físico ou químico' entre o fim de junho e o início de julho. O mesmo documento descartou que a marca nas nádegas da menina tenha sido fruto de uma alergia, como o pai chegou a alegar.

Além disso, pesou o depoimento de uma diarista que trabalhou na casa de Marins. Ela relatou à polícia ter visto, nos dias 13 e 14 de julho, a menina deitada em um tapete no chão, com as mãos e os pés atados com fita crepe e suja de fezes e urina. Ela só foi levada ao hospital no dia 15, segundo o Ministério Público.

A diarista disse ainda, segundo a promotora, ter encontrado diversas peças de roupa sujas de fezes, que indicariam que a menina apresentava descontrole fecal há pelo menos duas semanas. Segundo Melo, essa situação foi causada pelo 'terror psicológico' ao qual a criança foi submetida na casa do pai, com quem morava desde o fim de maio --a Justiça a afastou provisoriamente da mãe por entender que ela sofria de síndrome de alienação parental em grau severo.

A promotora disse que decidiu denunciar a madrasta, que não tinha sido indiciada pela polícia, porque, apesar de a guarda legal ter sido concedida apenas a Marins, ela detinha a guarda de fato da criança.

'A Vanessa residia na mesma casa do André, com quem tem duas filhas, e acompanhava tudo o que era feito na casa', diz.

Melo explicou ainda ter pedido a prisão preventiva do casal por entender que as testemunhas estão sendo intimidadas e devido ao clamor popular. Ela citou que Marins chegou a dizer à imprensa que irá perseguir judicialmente a diarista que depôs contra ele.

A promotora afirmou ainda que a ação inadequada da médica Sarita Fernandes e do falso médico Alex Sandro da Souza Cunha, que atenderam Joanna no hospital RioMar, na Barra da Tijuca, também colaborou para a morte da menina. Os dois já tiveram a prisão preventiva decretada, mas ele está foragido. O pai e a madrasta de Joanna negam as acusações.

Créditos:
http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/820134-pai-da-menina-joanna-e-preso-apos-decisao-da-justica-no-rio.shtml
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