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sexta-feira, 3 de outubro de 2014

A gente pode mudar o mundo... um pouco de cada vez!

Um dia pensei em dar minha contribuição como candidato, uma opção para pessoas que, como eu, estão cansados de ser enganados pela megaestrutura político-partidária.

Cheguei a escolher um partido político; na pressa, me filiei ao que me pareceu conveniente (muito rápido descobri que nossas ideologias não se afinavam) mas dei um stand by antes de tornar a relação mais profunda.

Sou coerente com minhas posições, e fiquei feliz em ver que me identifiquei, ao longo dessa campanha, com outro partido, de pessoas como Luciana Genro (presidente), Robério Paulino (Governador pelo RN), Marcos Tinoco (Federal) e alguns outros.

É bom descobrir que há pessoas que pensam parecido com a gente, no aspecto ideológico, e que se dispõem a nos OUVIR e nos representar.

Me prometi conhecer mais de perto as propostas do PSOL ao longo dos próximos anos, por que ainda teremos muitas outras oportunidades de manifestar a opinião, através do Voto, e de escolher porta-vozes que constroem o debate de idéias por uma Sociedade mais justa, não apenas em 3 meses de campanha eleitoral, mas ao longo da vida.

Entre desistir e ter esperança, eu escolho continuar lutando para mudar a realidade, para melhor. Sei que mundo Justo é um sonho distante; por isso comemoro parar a Injustiça, sendo a representação um instrumento pelo qual as minorias se inserem nas megaestruturas para implodí-las e construir algo novo.

Leva tempo, mas a gente consegue mudar o mundo, com um voto de cada vez.


domingo, 23 de junho de 2013

Vaia e Aplauso

"Eu nunca tive medo de vaia, nem me curvei ao aplauso.
Só há uma coisa que me faz ficar de 4: é JUS-TI-ÇA!"

Cidinha Campos
Deputada PDT-RJ
Discurso na ALERJ, 12/08/2008




"I've never been afraid to boo or not bow to applause.
There is only one thing that makes me 4: is JUS-IT-CE! "

Cidinha Campos
Congresswoman PDT-RJ - Brazil

segunda-feira, 14 de março de 2011

Justiça censura direito do consumidor (Caso Renault)

Eu possuo um Renault, mesmo tendo passado muitos anos achando que jamais compraria um, por diversas razões: carro 16 válvulas, dificuldades na assistência (reposição de peças genuínas), baixo valor de revenda, etc.

Sou satisfeito. Acho que na sua categoria é um carro que se destaca por ter preço popular e acessórios de carros de luxo (air bag, por exemplo), tem um porta malas enorme, baixo consumo, bom acabamento e bom desempenho.

Mas, a finalidade aqui não é destacar as qualidades da montadora e seus subprodutos. O destaque é para o fato de não terem resolvido, no caso abaixo, a reclamação de uma consumidora, cujo problema se arrasta há mais de 3 anos. A justiça censurou o direito da consumidora de exprimir sua opinião; quero ver censurar o que escrevi acima (só elogios)...


Escândalo: Justiça impede
consumidor de se defender

    Publicado em 14/03/2011




Não, a Justiça não protege os ricos. Não !


Justiça ordena extinção de site e perfil que reclamam da Renault



DE SÃO PAULO


A 1ª Vara Cível de Concórdia, em Santa Catarina, determinou a retirada do site meucarrofalha.com.br do ar nas próximas 48 horas a partir desta segunda-feira (14).


O site foi aberto com o intuito de protesto contra a montadora Renault. A usuária Daniely Argenton diz que comprou o modelo Mégane Sedan 2.0 há pouco mais de três anos, com dois anos de garantia. De acordo com ela, o veículo apresentou defeito já nos primeiros dias. A garantia expirou, e o defeito prosseguiu até então.


Para reclamar da situação, Argenton criou o site — além de criar perfis em redes sociais e um vídeo no YouTube.


A justiça determinou que todos os canais criados na internet sejam tirados do ar em um período de 48 horas. Caso a decisão não seja cumprida, a multa diária estabelecida é de R$ 100.


Em seu perfil no serviço de microblogs Twitter, Argenton disse que vai retirar as páginas do ar. A Folha tentou ouvir a consumidora, mas ela não foi localizada.


A reportagem também não localizou ninguém da Renault para comentar o assunto.


O caso se assemelha a um vídeo na internet com queixas de um cliente, que colocou a Brastemp entre os assuntos mais comentados no Twitter e resolveu um problema que se arrastava havia três meses. Mas, ao contrário do caso de Argenton, a repercussão fez com que o produto fosse trocado.



quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Caso Joanna: Pai continua preso

Justiça do Rio nega pela quarta vez liberdade ao pai da menina Joanna
O juiz Guilherme Schilling Duarte, titular do 3º Tribunal do Júri da Capital, indeferiu nesta segunda-feira, pela quarta vez, o pedido de liberdade provisória de André Rodrigues Marins, pai de Joanna Marcenal Marins, 5. A menina morreu no dia 13 de agosto de 2010 após contrair meningite, ser atendida por um falso médico e passar um mês em coma.


Marins e a madrasta de Joanna, Vanessa Maia Furtado, são acusados pela tortura e homicídio da criança. O pai começou a ser investigado depois que a mãe da menina, a médica Cristiane Marcenal Ferraz, encontrou marcas no corpo da criança e suspeitou de maus-tratos.

Na avaliação da Promotoria, a criança morreu porque o pai foi omisso e não procurou ajuda médica imediatamente. Ele e a mulher negam as acusações.

Para o juiz Guilherme Duarte, há elementos suficientes para manter o acusado preso, principalmente depois de depoimentos relatados na audiência de instrução e julgamento do caso. Na ocasião, a diarista dos acusados, Gedires Magalhães de Freitas, confirmou que viu, no seu primeiro dia de trabalho, em julho, Joanna com as mãos e os pés amarrados com fita crepe, "suja de fezes e urina".

Ainda de acordo com o magistrado, houve contradições entre testemunhas e aparente sonegação de fatos relevantes, indicando uma tentativa de influência sobre os depoimentos que seriam prestados.

Na audiência, Marins chegou ao tribunal com camisa polo e sem algemas. Ele passou parte do tempo de mãos dadas com Vanessa. Em juízo, a mãe de Joanna foi a primeira a ser ouvida e pediu aos réus que se retirassem da sala durante o depoimento.

Emocionada, Cristiane disse que, durante o ano de 2007, Joanna saía chorando toda vez que ia à casa do pai e "chegava a vomitar quando via André". Ela disse ainda que tentou aproximar a filha do pai, mas que não conseguia conversar com ele e a nova mulher sem que eles a xingassem.

Quando morreu, a menina estava morando provisoriamente com o pai e a madrasta. A mudança foi em maio de 2010, quando a Justiça determinou o afastamento de Cristiane por 90 dias por entender que a criança sofria de síndrome de alienação parental, quando um dos genitores tenta afastar o filho do outro.

CFSP

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Eleições 2010: Serra é ladrão de carteirinha e tudo?

Rapaz, quando a gente pensa que já leu, ouviu, soube de tudo... aparece mais uma novidade.

Dessa vez, do Serra (e tudo de denúncia que se publica dele, sempre tem nome e sobrenome - não é igual aos boatos que são divulgados no anonimato, vindos do submundo da política).

Então, "lái rái" (como se diz aqui no Nordeste). Paulo Henrique Amorim publicou notícia nesta data (11/10) sobre o político submundista Serra, que vale a pena conferir:


Serra fez plantão na porta da Justiça. Medo de se provar que era ladrão

    Publicado em 12/10/2010
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Para o Maierovitch, o Provenzano é mais transparente que o Serra

Conversa Afiada publicou post de título “Dilma, desmascare o Serra. Ele não tem escrúpulos”.
 
Aí se diz:  
Dilma, você já ouviu falar no Flavio Bierrembach ?
O Flavio é um homem honrado.
Ele era candidato a deputado com o Serra e acusou o Serra de ladrão.
O Serra foi para cima dele.
Por azar, a ação caiu na mão do Juiz Walter Maierovitch.
Maierovitch chamou o Bierrembach às falas: que historia é essa de chamar alguém de ladrão, sem provas ?
O Bierrembach pediu “exceção da verdade” – ou seja, quero provar o que digo.
Maierovitch imediatamente deu ao Bierrembach o direito de provar o que dizia.
Dilma, sabe o que o Serra fez ?
Engavetou a ação.
Chama o Bierrembach para contar essa história.
Chama o Maierovitch – e só ligar para a Mara, secretária do Mino, na Carta Capital, que a Mara acha o Maierovitch rapidinho.
A propósito, o Conversa Afiada recebeu o seguinte e-mail do Maierovitch:

Caro Paulo Henrique.

–1. Seguem os meus telefones, sem precisar procurar a Mara, mencionada no seu texto.

–2. Antes de mais nada. Não tenho filiação política partidária e nem religião. Não busco cargos e não tenho vocação para me tornar parlamentar.

Sou independente e não faço média. Para deixar claro: votei para o Galeno Amorim (PT), Luiza Erundina (PSB), Aloísio Nunes Ferreira (PSDB), Marta (PT), Fábio Feldman(PV) e Dilma (PT).

Como dediquei a minha vida ao estudo da criminalidade organizada transnacional, com especial atenção ao comportamento dos seus membros e como se movem quando apanhados pela Justiça, o Serra nunca perdi de vista. Isto pelo comportamento em face do processo criminal em que tudo fez para não ser apurada a exceção da verdade proposta pelo Flávio Bierrembach: até o advogado Marcio T.Bastos foi contratado para substituir o filho do Covas (advogado do Serra).

Mais ainda, à época dois plantonistas desigados pelo Serra revezavam-se no Cartório Eleitoral. Cumpriam a tarefa de evitar a saída, por erro cartorial, de ofícios que indagavam das movimentações financeiras de Serra, estas necessárias para comprovar o arguído por Berrembach. Também para apurar, pois ventilado,  eventual compra de uma mansão no aristocrático bairro da City Lapa, dada como domícilio e residência de Serra : os ofícios, em razão da liminar, tinham sido apensados ao autos processuais. E Serra, recém eleito deputado federal, defendia, nos autos, a privacidade e não transparência. Em resumo, e daí os plantonistas,, não desejava que, com as expedições dos ofícios suspensos por liminar, viessem respostas. Destaco essa passagem por ter lido entrevista de Serra a sustentar “nunca ter sido envolvido em processos escandalosos referente a corrupção”.

A propósito, na Máfia, quer na siciliana, quer na Cosa Nostra sículo-norte-americana, esconder o patrimônio e se passar por “furbo” (espertalhão) é a regra adotada pelos capi dei capi (chefões). Só que tem um particular, de natureza ética, como ressaltado no episódio a envolver Bernardo Provenzano. O referido Provenzano, já chefe dos chefes da Máfia e foragido por mais de 40 anos sem deixar o comando da  organização e tirar os pés da Sicilia, avisou o procurador nacional antimáfia, quando preso e posto à sua frente: – “Vamos deixar claro. O senhor faz o esbirro e eu o mafioso. Cada um na sua, sem disfarces”. Depois do aviso e contente por não esconder o que era, mergulhou no mais absoluto silêncio.

Em termos de transparência, prefiro Provenzano a Serra.

Atenciosamente.

Wálter Fanganiello Maierovitch

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