terça-feira, 19 de novembro de 2013
Ação Penal 470 - Julgamento do Mensalão
Para quem é a favor, contra ou neutro, uma forma de entender os diversos tons e matizes que envolvem as acaloradas discussões, no presente momento, ou mesmo para quem for pesquisar o assunto na posteridade, não haverá melhor explicação do evento, de forma resumida, do que assistir as audiências do Supremo Tribunal Federal, no julgamento dos embargos declaratórios - reunião ocorrida em 13/11/2013.
Por isso, resolvi fazer esta postagem, replicando os vídeos com a íntegra da reunião... é extenso, mas vale a pena assistir cada minuto - são três partes.
Joserrí de Oliveira Lucena
Parte 1/3
Parte 2/3
Parte 3/3
terça-feira, 5 de novembro de 2013
A doença da Normalidade
Quem disse que ser Normal é bom?
Numa sociedade que adora rótulos, o desafio é desrotular-se.
Abaixo, excelente matéria sobre a estereotipização de comportamentos, que muitos tratam como doenças...
Joserrí de Oliveira Lucena
A doença da normalidade
Em livro, psiquiatra americano diz que a medicina transformou comportamentos normais em doença
JULIANA VINES
DE SÃO PAULO
A "caixa da normalidade" está cada vez menor e a culpa é do excesso de diagnósticos de doenças mentais, diz o psiquiatra americano Dale Archer, autor do best-seller "Better than Normal", recém-lançado no Brasil com o título "Quem Disse que É Bom Ser Normal?" (Sextante, 224 págs., R$ 24,90).
Archer, 57, é psiquiatra clínico desde 1987 e fundou um instituto de neuropsiquiatria em Lake Charles, Louisiana (EUA). Em 2008, ele notou que havia algo errado com os seus pacientes: a maioria dizia ter um transtorno mental e precisar de remédios --só que eles não tinham nada.
"Estamos patologizando' comportamentos normais. E isso não é só culpa da psiquiatria", disse Archer, à Folha, por telefone.
Um quarto dos adultos americanos têm uma ou mais doenças mentais diagnosticadas, segundo o Instituto Nacional de Saúde Mental dos EUA. "Isso está errado. Há uma gama de comportamentos que não são doença."
Em um ativismo "pró-normalidade", Archer descreve oito traços de personalidade comumente ligados a transtornos, como ansiedade, e afirma que não há nada errado com essas características, a não ser que sejam muito exacerbadas.
"O remédio tem que ser o último recurso, e não é o que eu vejo. As pessoas entram em um consultório e saem com uma receita médica. A psicoterapia é subestimada."
De outubro de 2012 a setembro de 2013, o mercado de antidepressivos e estabilizadores de humor movimentou mais de R$ 2 bilhões no Brasil, segundo dados da consultoria IMS Health. Nos últimos cinco anos, o número de unidades vendidas desses remédios cresceu 61%.
Para Antônio Geraldo da Silva, presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria, os diagnósticos aumentaram, sim, mas da mesma forma como aumentou os de outras doenças, de diabetes a câncer. "Isso é resultado da evolução da medicina e da facilidade de acesso."
O mesmo pensa o psiquiatra Fabio Barbirato, da Santa Casa do Rio de Janeiro. "Também aumentou o número de prescrições de insulina e anti-hipertensivo. Isso ninguém questiona. Mas quando se fala de mente, da psique, todos têm uma opinião", afirma.
Segundo Silva, o problema é o subdiagnóstico. Para ele, há mais deprimidos sem tratamento do que pessoas sem depressão sendo tratadas.
Barbirato dá como exemplo o TDAH (transtorno do deficit de atenção e hiperatividade). "O número de crianças com prescrição de remédios não chega a 1,5% no Brasil, e a estimativa mais baixa de presença de TDAH no país é de 1,9%. Há crianças sem tratamento."
CRITÉRIO ANTIGO
Para a psicóloga Marilene Proença, professora da USP, a sociedade está "medindo" as crianças com réguas antigas. "Os critérios de diagnóstico de TDAH esperam uma criança que brinque calmamente, que levante a mão para perguntar algo. Isso não condiz com o papel da criança na sociedade. Ela está exposta a muitos estímulos e é tudo muito competitivo", diz.
Para a psiquiatra e psicanalista Regina Elisabeth Lordello Coimbra, da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo, as pessoas estão menos tolerantes às emoções.
"Há pouco lugar para a tristeza. E a exaltação e excitação são confundidas com felicidade. Vivemos de uma forma mais estimulante, na qual emoções mais depressivas, reflexivas, não têm espaço."
De acordo com Silva, o que caracteriza a doença mental é a gravidade dos sintomas. "Deixa de ser normal quando a pessoa tem prejuízo, quando está tão triste que não consegue sair da cama."
Ele argumenta que "invariavelmente" encaminha os pacientes para a psicoterapia. E garante: nem sempre eles saem do consultório com uma receita médica.
Normal ou anormal?
Oito traços de personalidade e com quais transtornos eles se relacionam, segundo o psiquiatra Dale Archer
AVENTUREIRO
Se entedia com a rotina e é ousado. Quando o traço é superdominante, a pessoa não consegue se concentrar e pode ter transtorno de deficit de atenção e hiperatividade
HIPERALERTA
É superatento e precavido. Se o traço for exagerado, a pessoa pode sentir medo sem fundamento, sintoma do transtorno de ansiedade generalizada
DRAMÁTICO
Demonstra emoções sem medo e é carismático. Pode ser diagnosticado com transtorno de personalidade histriônica quando a dramaticidade é excessiva
MÁGICO
Age de acordo com a percepção, tem fé e consegue enxergar além. No extremo, relaciona-se com esquizofrenia, quando a pessoa perde o vínculo com a realidade
TÍMIDO
Prefere escutar a falar e fica ansioso antes de compromissos sociais. Passa a ser doença, a fobia social, se atrapalha a vida pessoal e profissional
AGITADO
Vive em ritmo acelerado, é criativo e produtivo. Vira doença se a pessoa ficar descontrolada e, depois, cair em depressão, o que caracteriza transtorno bipolar
PERFECCIONISTA
Preocupa-se com detalhes que passam despercebidos à maioria. Se a pessoa não consegue ignorar detalhes e cria rotinas obsessivas, pode ter transtorno obsessivo-compulsivo
AUTOCENTRADO
Tem orgulho de si mesmo e é um líder. Mas, se a pessoa é excessivamente autocentrada, pode ser diagnosticada com transtorno de personalidade narcisista
Fontes:
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/equilibrio/137350-a-doenca-da-normalidade.shtml
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/equilibrio/137351-normal-ou-anormal.shtml
terça-feira, 1 de outubro de 2013
Incoerência, paga com dinheiro do povo!
Pessoas são transportadas feito sardinha em lata, em ônibus albarrotados, nas grandes cidades - chamam isso de transporte urbano.
Outros milhões de brasileiros andam a pé, mesmo. Não são estudantes, nem assalariados, para terem o "direito" aos serviços básicos - gratuitos ou pagos.
Mas todos somos brasileiros, contribuintes, e é do tributo gerado pelo consumo de todos - de forma direta e indireta - que o Estado se aparelha para também se deslocar para o seu trabalho, ou em função dele.
Só não consigo entender a incoerência de não utilizarem os mesmos meios de transporte disponível para o público alvo - seja o escolar, o público, à pé...
Não entendo. Realmente não entendo porque enquanto andamos à pé, em paus de arara, nas latas de sardinha, ou em carro de segunda mão financiado em dezenas de prestações... os servidores públicos (que em geral recebem salários mais altos que a grande maioria da população), mereça o luxo de carros privativos, chapa branca, a se deslocarem entre nós, incólumes, imunes à crítica social...
Não deveria ser normal. Prá mim não é normal.
E não é só por R$ 0,20.
É incoerência, paga com dinheiro do povo.
Hoje, me deslocando na BR101, Natal-RN, vi, surpreso, este LINEA, chapa branca, carro que deve ter custado por volta de R$ 50.000,00... adesivado pelo MEC/UFRN.
Órgãos de Governo, em época de lisura, transparência, combate à corrupção e ao desperdício, deveriam seguir o modelo de austeridade do Papa Francisco, e se deslocar em um Fiat Uno.
O que você acha?
Joserrí de Oliveira Lucena
quinta-feira, 19 de setembro de 2013
Números sob Tortura
Por isso, temos o dever de liberar os números da opressão dos poderosos, para que contem, eles mesmos a história real, verdadeira.
Sindicato dos Bancários do RN
http://www.advivo.com.br/blog/eduardo-diniz/o-lucro-do-bancos-nos-ultimos-dez-anos
http://veja.abril.com.br/blog/acervo-digital/economia/em-dia-por-que-os-bancos-tem-lucros-tao-grandes-no-brasil/
http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/precos/inpc_ipca/defaultinpc.shtm
http://veja.abril.com.br/noticia/economia/dilma-fala-em-robustez-fiscal-mas-na-verdade-tortura-numeros
http://brasilsoberanoelivre.blogspot.com.br/2013/03/pib-cresce-menos-no-governo-dilma-do.html
http://www.blogdomauro.com.br/politica/dilma-rebate-fhc-e-diz-que-lula-e-exemplo-de-estadista/1841
sábado, 7 de setembro de 2013
Insulina Injetável - novo lançamento
Lançada esta semana, na Índia, a Tresiba, da Novonordisk, promete eficácia por mais de 42 horas!
Joserrí de Oliveira Lucena
Traduzida, no Brasil:
Novo Nordisk lança Tresiba para diabetes tipo 1 e diabetes tipo 2 na Índia
Fonte: http://www.tiabeth.com/tiabeth/wp/noticias/2013/09/05/novo-nordisk-lanca-tresiba-para-diabetes-tipo-1-e-diabetes-tipo-2-na-india/
No Site oficial:
Tresiba® (insulin degludec) (NN1250)
:Type 1 and 2 diabetes
:Filed for registration
- Company announcements
- Novo Nordisk increased operating profit by 15% in the first six months of 2013 (08 Aug 2013)
- Novo Nordisk files for regulatory approval of IDegLira in the EU for the treatment of type 2 diabetes (31 May 2013)
- Increased operating profit by 18% in the first quarter of 2013 (01 May 2013)
- Read more company announcements
- Press releases
- Study confirms improved health-related quality of life for patients with type 2 diabetes receiving Tresiba® (22 Jun 2013)
- Novo Nordisk lancerer Tresiba® (insulin degludec) i Danmark (04 Mar 2013)
- Tresiba® now ready to be launched in Japan (13 Feb 2013)
- Read more press releases
- Scientific abstracts
- Advances in Therapy (2013)
- Biochemistry (2013)
- Clinical Drug Investigation (2013)
- Read more scientific abstracts
You can search for more clinical trials on http://clinicaltrials.gov
Fonte: http://www.novonordisk.com/science/pipeline/rd_pipeline.asp?showid=1





