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segunda-feira, 21 de março de 2011

Obama, Senhor de Engenhos, fala à Veja (revista dos vassalos)


Excelente estocada de Paulo Henrique Amorim, após tentativa de marcar entrevista com Obama... O Senhor de Engenhos...

Obama preferiu a VEJA

    Publicado em 20/03/2011

Por instrução do departamento de jornalismo da TV Record, este ansioso pediu uma entrevista com Obama.

Recorreu ao serviço de imprensa da embaixada, em Brasília.

Na antevéspera da chegada de Obama, recebeu a informação de que não haveria entrevista exclusiva nem coletiva.

Nada.

Tudo bem. 

Se não tem para a Record, não tem para a Globo também ?

Ninguém vai ter ?

Exatamente, não tem para Globo também – informou a funcionária da embaixada.

Qual não foi a surpresa deste ansioso blogueiro, quando, nesta manhã de domingo, num super-mercado paulistano, na gôndola de papel higiênico, encontrou um exemplar da revista VEJA.

A VEJA, como se sabe, das duas, uma: ou é a última flor do Fascio, ou detrito de maré baixa.

A VEJA não se qualifica, sequer, para figurar no elenco do PiG (*).

Lá está na capa: “Exclusivo – Barack Obama fala a Veja”.

Interessante. 

Ou a embaixada americana em Brasília considera a VEJA “ninguém”…

Ou rompeu o trato.

A entrevista em si é irrelevante.

Não há consideração que mereça ser levada para casa.

Clique aqui para ler “Discurso da Dilma dá de 10 a 0 no de Obama”.

Trata-se de uma entrevista por escrito.

E quem respondeu às perguntas foi o sub-do-sub-do-sub-do-sub.

O que merece registro é que os americanos preferem ouvir os colonistas (**) do PiG (*) – clique aqui para ver a notável colaboração do Julian PigLeaks.

E preferem falar ao sub-PiG (*).

Depois reclamam.


Paulo Henrique Amorim

domingo, 20 de março de 2011

Senhor de Engenho Obama no Brasil... tire seu sapato...


... tirar o sapato, aqui, não tem a mesma conotação que teve no caso de Bush, em que um jornalista iraquiano arremessou o acessório no então presidente norteamericano.



Infelizmente, aqui no Brasil, tirar o sapato significa "bater continência" para os seguranças norteamericanos e passar por revista - incluindo, pasme, os ministros de Estado.

Um absurdo!

Já não basta o problema ocorrer nos Estados Unidos?

Somos colônia? Acaso nosso "grito do Ipiranga" tão propalado só valeu para Portugal?

Está mais do que na hora da presidenta Dilma se manifestar quanto a esta aberração da diplomacia; os anfitriões serem revistados é ímpar e ultrajante.

Sugiro aos submissos comprarem o calçado no modelo acima ou abaixo, para diminuir o vexame:

Parabéns aos ministros que não tiraram os sapatos!

Veja a matéria abaixo:

Sobre ministros que não tiraram os sapatos

Desde o começo da manhã, aqui em Brasília, chegavam relatos de empresários brasileiros irritados pelo fato de passarem por revista conduzida por funcionários dos EUA. Isso ocorreu no Centro de Convenções Brasil 21 – onde ocorria a cúpula de negócios Brasil/EUA, com a presença de mais de 300 executivos dos dois países.
À tarde, Obama foi ao local, para fazer um rápido discurso. Ministros brasileiros também se deslocaram pra lá. E teriam que se submeter ao mesmo esquema de revista. Indignados, vários ministros brasileiros deram meia volta e foram embora. Confirmamos agora há pouco, com assessor de um deles, que os seguintes ministros recusaram-se a participar do encontro diante da insistência dos agentes dos EUA: Mantega, Pimentel, Mercadante e Tombini (do BC).
Os ministros, imagino, preferiram protestar em silêncio, para evitar confusão. Coube ao empresário Paulo Skaf dar a informação aos jornalistas: ele considerou absurdo que o governo tenha aceito que toda a segurança ficasse a cargo dos EUA.
Por que o Itamaraty aceitou um esquema desses?
Outra pergunta: todos os ministros deram meia volta e foram embora? Ou alguns aceitaram “tirar os sapatos” pros gringos – como fez Celso Lafer durante o governo FHC? Sabemos de vários ministros convidados para o encontro, além dos 4 citados acima. Com a confusão e a dificuldade de acesso, até agora não foi possível confirmar se algum ministro brasileiro aceitou “tirar os sapatos”.
Vários jornalistas brasileiros tambgém passaram por fortes constrangimentos. Uma equipe de televisão conta que saiu do prédio para entrevistar um empresário. Ao voltar, foi barrada definitivamente – sem explicação. O tratamento para a imprensa dos EUA era diferenciado.
Agora há pouco, a “Folha.com” também noticiou o fato, acrescentando um nome aos que se recusaram a entrar: Edison Lobão.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Obama não vai discursar na Cinelândia

O furo foi dado agora há pouco no blog do Sidney Rezende. Para os alfinetadores e simpatizantes do PIG, que diziam que a esquerda estava diferente, que o PT está muito mudado, que Dilma não parece com Dilma, etc... porque não haveria protestos a Obama; o que restará? O que dirão agora?


'É um desrespeito com os cariocas', diz cover do Obama entre lágrimas

Luana Freitas | Rio+ | 18/03/2011 09h40

Foto: Arquivo Pessoal


O cancelamento do discurso público de Barack Obama, que seria realizado na Cinelândia, no próximo domingo, frustrou a expectativa de muitos cariocas, inclusive a do "representante" do presidente norte-americano no Rio de Janeiro, interpretado por Rinaldo Américo que conversou com oSRZD logo após ser informado da notícia.
- Obama não fará mais discurso público na Cinelândia neste domingo

Chorando muito, Rinaldo disse que está "muito triste", já que muitos cariocas aguardavam ansiosamente pelo momento, além de pessoas que vieram de outros estados para acompanhar o pronunciamento de Obama.

"Não culpo o Obama, porque sei que não foi uma decisão dele, mas sim das pessoas que estão organizando todo esse movimento. É uma falta de respeito com o povo carioca que quer prestigiar o Obama", disse.

O cover questionou o motivo que teria levado à suspensão do discurso na Cinelândia, acreditando que o esquema planejado seria suficiente para garantir a proteção do presidente.

"Eles não podem dizer que aqui tem terrorismo, nosso país é alegre. Se lá nos Estados Unidos a coisa é pior, por que no Brasil não pode?", disse, decepcionado.

Segundo o cover brasileiro, muitas pessoas estão torcendo para que ele e o presidente norte-americano fiquem frente a frente, para que possa transmitir todo o carinho que a população carioca tem por Obama. Sobre a expectativa pelo encontro histórico, Rinaldo desabafou: "Eu carrego esperança sim, mas não ansiedade".

Foto: Arquivo PessoalRinaldo disse que ainda aguarda uma posição do Consulado sobre a autorização para ocorrer o encontro, após ter enviado imagens dele e uma mensagem de boas-vindas ao presidente.

Enquanto isso, Rinaldo segue para mais um dia de aparição pública pelas ruas do Centro do Rio, porém, com um sentimento diferente dos dias anteriores.

"Se ele não discursar na Cinelândia, as pessoas vão aplaudir somente a minha presença, não a dele", finalizou.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Apagão, Brasil, Hackers e Obama: o que isso tudo a ver?

Pode ser que nada tenha a ver com nada... mas vale a pena colecionar informações.

Então, achei que esta notícia, embora requentada (é de novembro de 2009), tinha algo a acrescentar. Então lá vai, a fonte é da Gazeta Maringá: http://www.gazetamaringa.com.br/online/conteudo.phtml?tl=1&id=943237&tit=Fontes-da-CIA-afirmam-que-ataques-de-hackers-ja-provocaram-ao-menos-dois-apagoes-no-Brasil


Fontes da CIA afirmam que ataques de hackers já provocaram dois apagões no Brasil

Dois apagões conhecidos ocorreram em 2005 e 2007. Não há provas até agora que o apagão desta terça tenha sido causado por um ciberataque

Ataques de hackers já provocaram pelo menos dois apagões que afetaram ao mesmo tempo várias cidades do Brasil nos últimos quatro anos, segundo fontes da CIA e da área de segurança dos Estados Unidos. As informações foram divulgadas pela imprensa dos EUA. Um ex-diplomata americano ouvido peloO Globo confirmou a denúncia. Segundo as fontes americanas, os apagões em questão aconteceram em 2005, no Rio de Janeiro, e em 2007, no Espírito Santo e norte do Rio, este último afetando milhões de pessoas. Órgãos brasileiros não confirmam as informações de oficiais americanos e não há provas até agora de que o apagão de terça-feira tenha sido causado por um ciberataque.
"Fui informado por fontes confiáveis da CIA e do departamento de Defesa de que os ataques mencionados publicamente no passado pela própria CIA e pelo presidente (Barack) Obama aconteceram no Brasil", afirmou James Lewis, ex-diplomata americano e hoje especialista em cibersegurança do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais, com sede em Washington.
No ano passado, quatro meses depois de assumir o cargo, Obama citou os ataques para afirmar que a possibilidade de uma guerra virtual no mundo tinha deixado o campo da teoria. O presidente americano decretou a segurança cibernética uma prioridade nacional.
"Sabemos que invasores cibernéticos testaram nossa rede elétrica, e que em outros países ataques cibernéticos deixaram cidades inteiras no escuro", afirmou, sem mencionar o país. "Está claro que a ameaça cibernética é um dos desafios econômicos e de segurança nacional mais sérios que enfrentamos como nação", acrescentou.
Em 2008, o principal analista de ciberssegurança da CIA havia anunciado que hackers invadiram o sistema de companias de serviço público fora dos EUA fazendo exigências. Em pelo menos um caso, acrescentou, eles haviam provocado um apagão em várias cidades. A CIA, na época, também não revelou o país.
"Não sabemos quem executou esses ataques e por que, mas todos envolveram invasores através da internet", afirmou Tom Donahue, da CIA, em janeiro de 2008 ao jornal "Washington Post", que considerou na época a revelação incomum.
Rumores na área de segurança americana davam conta de que os ataques mencionados teriam acontecido no Brasil, segundo o O Globo apurou três semanas antes do apagão de terça.
No domingo passado, o programa "60 Minutes" da CBS confirmou os rumores com pelo menos seis fontes gabaritadas do serviço secreto, da área militar e de organizações da área de segurança dos Estados Unidos. O programa afirma que Obama e a CIA se referiam ao Brasil em seus comentários. Segundo a revista "Wired"Richard Clarke, um dos maiores especialistas americanos em guerra cibernética, também já havia confirmado publicamente os ataques no Brasil.
Segundo a CBS, os ataques aconteceram em três cidades do Rio de Janeiro em 2005 e em várias cidades do Espírito Santo em 26 de setembro de 2007, este último afetando milhões de pessoas. Segundo a reportagem do jornal O Globo publicada na época, o apagão afetou também cidades do Norte do Rio, embora tenha se concentrado no Espírito Santo.
Lewis explica ser comum casos de extorsão por parte de hackers, mas que geralmente as empresas preferem não divulgar os ataques. A invasão, nesses casos, é feita por pequenos grupos de criminosos cibernéticos equipados com bons computadores. Ele informa que há ataques conhecidos a empresas americanas e inglesas.
"Sabe-se que a máfia russa, chineses e até brasileiros realizam ataques do gênero. Eles pedem dinheiro e, se não forem atendidos, derrubam o sistema", afirma. "Não dá para saber se o último apagão foi causado por hackers. Mas certamente esta é uma possibilidade", frisa.
Alan Paller, diretor de segurança do Sans, um megainstituto americano de treinamento e certificação na área de segurança, confirma que casos de extorsão respondem por uma grande parcela dos crimes cibernéticos.
"Não tenho informações de bastidores sobre esse caso. Mas é sim possível que um hacker tenha gerado o apagão. Ataques a empresas de serviço público são cada vez mais comuns", afirmou Paller, ressalvando que as empresas, especialmente na área de defesa e de serviços públicos, quase nunca admitem que seus sistemas foram invadidos, preferindo ficar com o prejuízo.
Ele cita casos clássicos de extorsão como o roubo, no início do milênio, de um milhão de números de cartões de crédito nos EUA. Algumas empresas chegaram a pagar 100 mil libras para não ter os dados revelados. Outro ataque famoso afetou o setor de jogos, e um terceiro, uma organização médica americana ameaçada de ter os dados dos pacientes divulgados. O quarto caso, diz, foi o anúncio da CIA de que hackers provocaram apagões.
"Muita gente acaba pagando", diz.
O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, não quis comentar a possibilidade de o apagão ter sido causado por algum hacker, mas afirmou que tudo será averiguado. Furnas também nega. Segundo a empresa, em 2007 a causa do apagão foi a poluição acumulada sobre os cabos de energia por conta da falta de chuvas na região por cerca de oito meses. O ex-presidente da Eletrobrás e atual diretor da Coppe/UFRJ, Luiz Pinguelli Rosa, afirmou em entrevista à GloboNews não acreditar que o apagão de terça-feira tenha sido causado por algum tipo de sabotagem. Posteriormente, acrescentou que aparentemente não havia danos físicos no sistema, como a queda de uma torre por um raio. O diretor de Itaipu, Jorge Samek, informou que o apagão pode ter sido causado por alterações climáticas.

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