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domingo, 17 de abril de 2011

Assassino de jornalista grávida é preso... 15 anos depois do crime

Matéria é de jornais de vários estados da Federação, principalmente Rio Grande do Norte e Rondônia, local dos crimes e da prisão, respectivamente.

Fato curioso é que o assassino ficou foragido 15 anos. Certamente agora prestará contas à Justiça pelas mortes que causou.

Veja a cobertura:


Acusado de matar jornalista do SBT no RN é preso em RO

Da redação do DIARIODENATAL.COM.BR com Rondoniaagora 

A polícia de Rondônia prendeu no dia de ontem Francisco Assis Ribeiro, de 61 anos, acusado de ter matado a jornalista do SBT do Rio Grande do Norte Jeane Ângelo da Silva. O crime ocorreu em 1995 e na ocasião Francisco ainda matou seu desafeto Francisco Joaquim Barreto da Silveira e atirou no marido da jornalista, Luiz Antônio Pereira da Silva, que ficou paraplégico. 

Francisco foi preso depois de dois meses de investigações dentro de uma casa na rua Bom Jesus, no bairro Caladinho, na zona sul da capital de Rondônia. A prisão dele somente teve sucesso após vários dias de campanas feitas pelos policiais no local. Francisco tinha boa relação com os vizinhos e atualmente era comerciante e trabalhava na construção civil. 

No dia do crime, segundo a polícia, ocorrido no dia 30 de abril de 1995, Francisco chegou a um bar na cidade de Santa Maria, no interior do Rio Grande do Norte, com o objetivo de matar Franciisco Barreto, seu desafeto. A vítima conseguiu fugir neste primeiro momento. Jeane, que estava grávida de sete meses, foi atingida por uma bala perdida. Ao ver a mulher baleada, o marido dela Luiz Antônio foi em direção a Francisco, que atirou contra ele. 

Após isso, Francisco perseguiu o desafeto pelas ruas da cidade de Santa Maria até encontrá-lo e matá-lo a tiros de revólver calibre 38. Ao ser preso, Francisco informou aos policiais que caso não matasse o desafeto ele seria morto, e que por uma fatalidade acabou por matar Jeane. 

Segundo a Polícia de Rondônia, Francisco será encaminhado nas próximas horas para o Rio Grande do Norte.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Tiroteio em escola do Rio de Janeiro: carta do suicida

O atirador-suicida Wellington Menezes de Oliveira, que invadiu escola municipal no Rio de Janeiro, no dia de hoje, e num gesto extremo e incomum no Brasil, abriu fogo contra estudantes, deixando saldo de 13 mortos e dezenas de feridos, deixou carta de despedida.


Leia abaixo o teor da Carta, que foi divulgada na tarde hoje pela polícia do Rio de Janeiro. 


Nos posts mais abaixo você pode acompanhar as notícias do episódio, que entristeceu o dia no mundo inteiro.



“Primeiramente deverão saber que os impuros não poderão me tocar sem luvas, somente os castos ou os que perderam suas castidades após o casamento e não se envolveram em adultério poderão me tocar sem usar luvas, ou seja, nenhum fornicador ou adúltero poderá ter um contato direto comigo, nem nada que seja impuro poderá tocar em meu sangue, nenhum impuro pode ter contato direto com um virgem sem sua permissão, os que cuidarem de meu sepultamento deverão retirar toda a minha vestimenta, me banhar, me secar e me envolver totalmente despido em um lençol branco que está neste prédio, em uma bolsa que deixei na primeira sala do primeiro andar, após me envolverem neste lençol poderão me colocar em meu caixão. Se possível, quero ser sepultado ao lado da sepultura onde minha mãe dorme. Minha mãe se chama Dicéa Menezes de Oliveira e está sepultada no cemitério Murundu.
Preciso de visita de um fiel seguidor de Deus em minha sepultura pelo menos uma vez, preciso que ele ore diante de minha sepultura pedindo o perdão de Deus pelo o que eu fiz rogando para que na sua vinda Jesus me desperte do sono da morte para a vida eterna.”

"Eu deixei uma casa em Sepetiba da qual nenhum familiar precisa, existem instituições pobres, financiadas por pessoas generosas que cuidam de animais abandonados, eu quero que esse espaço onde eu passei meus últimos meses seja doado a uma dessas instituições, pois os animais são seres muito desprezados e precisam muito mais de proteção e carinho do que os seres humanos que possuem a vantagem de poder se comunicar, trabalhar para se alimentarem, por isso, os que se apropriarem de minha casa, eu peço por favor que tenham bom senso e cumpram o meu pedido, por cumprindo o meu pedido, automaticamente estarão cumprindo a vontade dos pais que desejavam passar esse imóvel para meu nome e todos sabem disso, senão cumprirem meu pedido, automaticamente estarão desrespeitando a vontade dos pais, o que prova que vocês não tem nenhuma consideração pelos nossos pais que já dormem, eu acredito que todos vocês tenham alguma consideração pelos nossos pais, provem isso fazendo o que eu pedi."

Foto de Wellington, após tombar, morto.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Prado: Adolescente de 13 anos que matou menino de 12 está sob a guarda da mãe

CORREIO | O QUE A BAHIA QUER SABER: Prado: Adolescente de 13 anos que matou menino de 12 está sob a guarda da mãe

No link você lerá, certamente tão surpreso quanto eu, o que é um homicídio por motivo torpe. Um nenor de 13 anos, assassino confesso, e vítima, de 12 anos de idade - que não terá oportunidade de contar sua versão.

Como pode alguém decretar a morte de outro ser humano por causa de um DVD?

Se estivéssemos num país de Leis rígidas, um menor como esses seria julgado como adulto, ao invés de ser liberado para ir prá casa com a mãe.

Fica institucionalizado o direito de matar, sob a tutela do poder judiciário. Ainda mais se for menor de idade (como se estes não tivessem a exata noção do que é certo e errado). Não sei o que é mais cabeludo: admitir que matou por motivo banal, ou os atos de desnudar e enterrar o corpo, numa soma de crimes.

Essa mãe que se cuide, pois pode ser a próxima vítima.

sábado, 19 de março de 2011

Violência contra menor (recém-nascido)

A gente não para de ser surpreendido com barbaridades cometidas contra inocentes; todos os dias há relatos de crianças que são vítimas de maus tratos, que por vezes os levam à morte - quando não tem a intenção de causá-las.


Creio que urge uma oportunidade para que se discuta uma Lei Penal mais severa, a exemplo do que ocorre com  a Lei Maria da Penha, ou a de crimes hediondos...


Por que não dá para se tolerar que seja normal, muito menos natural, que um pai, mãe ou responsável seja o executor de quaisquer agressões contra crianças.


Ainda agora há pouco, leio na Tribuna do Norte que uma criança foi encontrada em praça pública, recém-nascida, abandonada e morta.

Há que se investigar, encontrar responsáveis e puní-los exemplarmente. Esta menor nasceu brasileira, mas a Lei não estava lá para proteger sua integridade: que se faça presente para exercer sua cidadania, garantindo-lhe o direito constitucional...

... balela. Todos nós sabemos que quem perdeu foi a criança que morreu, e cujos esforços serão nulos para trazê-la de volta a este mundo cruel que não soube recebê-la nos seus primeiros momentos.

Veja o post da Tribuna do Norte:

Andrielle Mendes - repórter

O recém-nascido encontrado por um popular numa praça pública, na Rua Ceará Mirim, em Tirol, na noite de sexta-feira, estava enrolado com um lençol do Hospital Center, de acordo com a atendente do ITEP que registrou a entrada do corpo. De acordo com o ITEP, o corpo da menina, que aparentava ter acabado de nascer, deu entrada no ITEP por volta das 20h de ontem. Medindo 50 cm e pesando 2,90 kg, a criança ainda estava com o cordão umbilical, rasgado. O ITEP entrou em contato com o Hospital Center, que se prontificou a investigar a relação da criança com o hospital. Mais informações em instantes. 

sexta-feira, 4 de março de 2011

Caso Lavínia: crime cruel, premeditado e sem direito a defesa

A própria matéria expressa o sentimento de impotência diante da maldade humana.

Como uma pessoa pode cometer um crime contra um inocente e continuar a vida no instante seguinte como se nada tivesse acontecido?

Crueldade, barbaridade, insanidade são palavras que não traduzem essa monstruosidade. Pena de morte já!

Vide o teor jornalístico de "O Dia":

Um crime cruel, premeditado e sem direito a defesa

Assassina de Lavínia será indiciada por homicídio triplamente qualificado. Menina foi sufocada com toalha, travesseiro e cadarço

Rio - Assassina confessa de Lavínia Azeredo, de 6 anos, Luciene Reis, 24, será indiciada por homicídio triplamente qualificado (crime premeditado, cometido por meio cruel e sem direito de defesa à vítima), com pena máxima de 30 anos de prisão. Segundo o delegado adjunto da 60ª DP (Campos Elíseos), Luciano Zahar, Luciene saiu de casa com intenção de matar a menina, enterrada ontem no Cemitério do Corte Oito, em Duque de Caxias, Baixada Fluminense.

>> FOTOGALERIA: Veja imagens do trágico fim do sequestro da menina Lavínia


Pai de Lavínia (de branco) precisou ser amparado no enterro | Foto: Fabio Gonçalves / Agência O Dia

Luciene confessou, em seu depoimento à polícia, que primeiro envolveu o rosto de Lavínia com uma toalha para que a vítima não gritasse e depois a sufocou por oito minutos com o travesseiro. “Como ela percebeu que a menina ainda se mexia, resolveu então estrangulá-la com ajuda do cadarço do tênis de Lavínia”, revelou o delegado.

De acordo com a polícia, a bermuda e a blusa que Lavínia vestia quando embarcou num ônibus com a assassina pertencia a uma das filhas de Luciene. A polícia acredita que ela levou a vítima até sua casa, fazendo um percurso a pé, de cerca de 40 minutos, para trocar a roupa usada pela menina a caminho da morte. “Ela planejou o crime”, afirmou o delegado. As mudas de roupa que vítima e assassina estavam na segunda-feira foram encaminhadas, ontem à tarde, com o cadarço do crime, para a perícia.

Para a polícia, no entanto, ainda é preciso responder inúmeras perguntas para esclarecer o caso. “Como a criança saiu de casa sem ninguém notar, quem abriu a porta e por que ela vestia a roupa de uma das filhas da assassina são questões que ainda têm que ser apuradas”, explicou Zahar.

Até ontem à tarde, Luciene responderia por sequestro seguido de morte, mas a polícia concluiu que o assassinato foi brutal e premeditado.

Segundo agentes, Lavínia conhecia Luciene, mas as duas não eram próximas o suficiente para a menina sair sozinha com ela. As investigações apontam que a assassina recebeu ajuda de alguém de confiança da vítima para agir. Luciene, os pais de Lavínia e parentes que moram no mesmo terreno da família serão ouvidos na próxima semana.

Mãe de Luciene, Neide Reis fez um desabafo logo depois de a filha ser levada para a Polinter de Magé, na noite de quarta-feira. “Desde criança, ela aprontava. Cheguei a levá-la ao Conselho Tutelar. Acho que ela tinha algum problema, mas ninguém acreditou em mim. Os filhos dela agora ficarão comigo e com Deus”.

Desespero, protestos e comoção durante enterro

Lavínia Azeredo foi enterrada no Cemitério do Corte 8, sob aplausos, orações e cânticos. Em clima de consternação e revolta, cerca de 300 pessoas pediram por justiça — alguns clamaram até pela pena de morte (sentença judicial que não existe no Brasil) para a assassina. Policiais do 15º BPM (Caxias) tiveram que isolar o acesso ao velório na capela 2, onde só parentes e poucos amigos da família entraram.

Apontado pela maioria das pessoas no funeral como pivô da tragédia, o pai de Lavínia, Rony dos Santos Oliveira, desmaiou duas vezes — na chegada do corpo à capela e durante o sepultamento, quando, aos prantos, pediu perdão à filha. “Você sempre foi a minha eterna princesinha. Me perdoa, me perdoa”, desabafou, à beira do túmulo, amparado pela mulher, Andrea Azevedo.

Professores, alunos e funcionários do Centro Educativo Sandra Oliveira (Ceso), onde Lavínia estudava no 2º ano, levaram faixa com a mensagem ‘Lavínia nossa eterna princesinha’. “Ainda não estamos acreditando que ela morreu. Está sendo um momento muito cruel para todos nós. Era uma ótima criança, inteligente, muito elogiada por professores e que viveu intensamente a sua infância”, resumiu, emocionada, a diretora Sandra Maria de Oliveira.

Familiar não desconfiava do pai da menina

Prima do pai de Lavínia, a advogada Adriana Santana da Silva afirmou que ninguém sabia do relacionamento entre Rony e Luciene. “Foi uma surpresa. O Rony sempre foi uma pessoa politicamente correta, ninguém desconfiava”.

Para ela, o crime foi cometido por vingança. “Acho que tudo só vai ser revelado com a quebra do sigilo telefônico. O dinheiro que estava pedindo era para proporcionar a fuga”, acredita.

A advogada disse ainda que Luciene sempre foi uma pessoa muito perigosa. “Ela é uma pessoa ardilosa. O tempo todo queria incriminar o marido, tanto que o chamou para ir ao hotel com ela e jogar a culpa nele”, afirmou.
Adriana elogiou o comportamento de Andréa, mãe de Lavínia: “Ela tem sido muito forte. Chora, claro, mas consegue força para consolar a família. É surpreendente”.

Professoras consternadas

O Centro Educacional Sandra Oliveira, onde a menina Lavínia estudava desde os 3 anos, fechou ontem. Pequeno cartaz no portão da escola, no Parque Nova Esperança, avisava do sepultamento da menina.

Muito emocionadas, as professoras de Lavínia disseram que ela era muito tranquila. “Vai ser difícil na hora da chamada, pois automaticamente vamos passar pelo nome dela na lista”, disse a professora de Matemática, Ciências e História, Edna Bahia.
A escola só voltará a abrir depois do Carnaval, segundo a direção.
Reportagem de Geraldo Perelo e Maria Inez Magalhães
Translation of the post:

Matter itself expresses the feeling of powerlessness in the face of human evil.

How can a person commit a crime against an innocent life and continue to the next moment as if nothing had happened?

Cruelty, barbarity, insanity are words that do not reflect that monstrosity. Death penaltynow!
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