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segunda-feira, 4 de julho de 2011

Micarla "Zaqueu" de Sousa

Dentre os relatos bíblicos de conversões genuinas, a história de Zaqueu, o Publicano, é daquelas que a gente ainda bota as barbas de molho, esperando que atos concretos evidenciem a mudança de caráter.

É que Zaqueu, o publicano, segundo descrito no Evangelho de São Lucas, capítulo 19, era rico e maioral dos cobradores de impostos na cidade de Jericó, a mais importante cidade da Palestina, depois de Jerusalém. No seu cargo era comum na época o enriquecimento ilícito, razão pela qual os cobradores de impostos (até hoje) serem chamados de "ladrões". 

Mas, Zaqueu foi de fato tocado pela mensagem libertadora do Evangelho de Cristo. E sua conversão foi evidente nos atos praticados após sua pública "profissão de fé".

Pois bem, a prefeita de Natal parece estar seguindo os passos de milhões de pessoas no mundo que se declaram seguidores de Jesus Cristo; tem sido comum vê-la acompanhada de cristãos de diversas denominações, bem como tem professado sua nova fé, inclusive frenquentando cultos em igrejas evangélicas.

A propósito, a cidade do Natal-RN, recebe nos próximos 15 dias o maior grupo de louvor gospel do Brasil (Diante do Trono) para gravação de DVD ao vivo na praia do meio, com apoio da prefeitura da cidade.

Falta, como no caso de Zaqueu, que mais atos da prefeita demonstrem seu novo estado, pois, afinal, o nome Zaqueu significa "aquele que é justo".

Suspeito, entretanto, que tudo não passe de marketing planejado. O movimento #foramicarla planeja alguns atos para os próximos dias, e nada melhor que posar de santa para tentar parecer mártir. O segundo ato dessa campanha de maquiagem é sua ida para São Paulo, para uma suposta correção em cirurgia cardíaca. Para tal, afastou-se do cargo por exatos 15 dias (o período exato para que o evento de repercussão nacional não sofra com atos públicos de repúdio).

Particularmente não lembro de caso de político em tratamento médico dando entrevista coletiva (convocada) - o mais comum é o especialista em saúde explicar os procedimentos e tranquilizar os eleitores de que tudo vai dar certo...

... melhor o Ministério Público acompanhar os passos da prefeita em São Paulo.

Joserrí de Oliveira Lucena

quarta-feira, 22 de junho de 2011

#ForaMicarla tem dia "D"

Após desocuparem a Câmara Municipal de Natal, num acordo negociado pela OAB, os manifestantes do movimento #foramicarla voltam ao prédio no dia de hoje para assistir a leitura dos termos de instalação da CEI que investigará os contratos de aluguéis da Prefeitura de Natal.

Se tudo correr bem, os manifestantes terão cumprido seu primeiro objetivo, que é provocar o poder público e a justiça a investigarem irregularidades na administração desastrosa do PV na capital Potiguar.

A inadimplência com segmentos de serviços básicos à população, como Saúde e Limpeza Urbana, é escandalosa e ensejará outras investigações. Fala-se em rombo superior a R$ 100 milhões; no caso dos aluguéis o problema é o superfaturamento, havendo casos em que o valor anual contratado seria suficiente para comprar o imóvel locado! Realmente cabe investigar, sobretudo porque há caso de vereadores locando imóveis à Prefeitura, numa possível troca de favores e tráfico de influência.

Não por menos a prefeita Micarla "borboleta" de Sousa alega que sua base de apoio eleitoral a abandonou e que "deu as costas para Natal".

Uma pena para todos nós. Certamente o impeachment da chefe do Executivo seria uma boa opção.

Joserrí de Oliveira Lucena


quinta-feira, 16 de junho de 2011

Movimento Foramicarla conquista vitória no STJ

É alta madrugada do dia 16 de junho de 2011. Manifestantes acampados na Câmara Municipal de Natal ainda estão em êxtase, comemorando a vitória conquistada no STJ em Brasília, que lhes permite o DIREITO DE PROTESTAR.

No início da noite, por pouco não foram expulsos da casa, por determinação do desembargador Dilermando Mota, seguido por 13 dos 15 colegas do Tribunal de Justiça do RN, que autorizava inclusive o uso da força policial. Minutos antes da ação, um Habeas Corpus foi publicado no site do STJ que garantiu o direito dos manifestantes de continuarem acampados no prédio da Câmara.

A cada movimento da prefeita de Natal, Micarla de Sousa, para brecar o manifesto popular que pede seu impeachment, corresponde uma derrota em forma de Habeas Corpus aos manifestantes.


Seguidas tentativas de demonstrações de arroubo e força bruta, inclusive com pedidos de uso do aparato policial para retirar o POVO da casa do POVO, estão esbarrando em decisões favoráveis à permanência da ocupação da Câmara Municipal de Natal.

Numa tentativa desesperada de desacreditar o movimento, a prefeita chegou ao cúmulo de esbravejar que não admitiria ilações acerca de sua conduta ou de sua gestão... e chegou mesmo a invocar o nome do Ser Supremo em vão quando afirmou que estaria com ELE ao seu lado (sic), e ao lado da presidenta Dilma Roussef (conforme noticiado nos periódicos locais, como o Novo Jornal na sua edição de 15/06/2011). Ora, ela já não está mais ao lado de seu guru José Agripino Maia, o maior opositor de Dilma? Aliás, ela não foi candidata e apoiou a candidatura a governo exatamente contra o sistema Lulista?

Ao invocar o nome do Criador (em vão, contrariando os ensinos bíblicos), a prefeita demonstra o quanto está encurralada.

Ademais sua afirmação induz à retórica: Que ente estaria ao lado do POVO? O capeta?

Não. Quem está ao lado do povo é a Justiça. E Deus é Justiça e não cúmplice de maracutaias, arrumadinhos e muito menos de quem TEM O QUE ESCONDER.

No dia de hoje até chegou-se a armar todo o cenário para invasão da câmara, com interdição das vias de acesso (este blogueiro não conseguiu se aproximar do prédio no início da noite), mas tudo foi normalizado, e o POVO teve vitória no STF, que concedeu Habeas Corpus por prazo indeterminado para continuar na sede do legislativo municipal – circo todo desmontado e brados de vitória dos integrantes, que estavam todos abraçados, esperando a ação policial que fatalmente os despejaria.

A prefeita confunde vitória nas urnas para governar com carta em branco para casar e batizar, sem ter que dar satisfações aos eleitores ou ao Poder Público.

Essas pequenas GRANDES vitórias do movimento FORAMICARLA são uma demonstração do que ela enfrentará quando as investigações comprovarem o que os reinos animal, vegetal, mineral e até o éter já sabem: "tem algo de podre no Reino da Dinamarca!" Quem sabe agora não se esclarece a informação de que estaria construindo um empreendimento particular nas terras Além-mar!? (pesquise no google..."Micarla construindo hotel em portugal").

É bom a governadora Rosalba Ciarlini ficar atenta; pela trajetória, tende a ser a próxima a conseguir a ojeriza dos eleitores que a conduziram ao cargo.

A mídia social conseguiu visibilidade ao movimento e agora os jornais locais não conseguem mais esconder da mídia nacional a dimensão das denúncias e a organização do protesto popular que contagia os natalenses.

Leia cobertura dos últimos acontecimentos em matéria logo abaixo, publicada no Jornal Tribuna do Norte, e acompanhe o evento em todos os detalhes no endereço virtual foramicarla.com.

A tinta vai ser pouca e o prelo vai trabalhar com nunca para dar as notícias do histórico 15 de junho de 2011 na capital potiguar.
Parabéns a todos os que fazem parte da resistência e geram investigações e manchetes como as acima.

Joserrí de Oliveira Lucena


STJ reconhece que protesto é legal


Ricardo Araújo
Júlio Pinheiro
repórteres

Natal, 15 de junho de 2011. Um dia histórico, uma nova página escrita na política potiguar. O ministro do Superior Tribunal de Justiça, Hermann Benjamin, deferiu habeas corpus cassando os efeitos da ordem do TJRN para desocupar o prédio da Câmara Municipal com o uso de força policial. 
Júnior SantosManifestantes estão há 10 dias ocupando o pátio da Câmara Municipal. Direito de protestar foi reconhecido por ministros do STJManifestantes estão há 10 dias ocupando o pátio da Câmara Municipal. Direito de protestar foi reconhecido por ministros do STJ

A saída dos manifestantes com uso da Polícia Militar, caso fosse necessário utiliza-la, havia sido determinada pelo desembargador Dilermando Mota. De acordo com o documento assinado pelo ministro do STJ, cabe à Prefeitura e à Câmara Municipal de Natal, negociarem a saída dos ocupantes. Hermann Benjamin não determina até quando isto poderá ser feito.

Na decisão do ministro relator constam as seguintes determinações: "Defiro parcialmente a liminar pleiteada para cassar os efeitos da ordem de desocupação mediante reforço policial, sem prejuízo de a administração ingressar em juízo com as medidas adequadas para fazer valer a pretensão". O comunicado foi feito às partes envolvidas no processo logo após a decisão.

Às 18h32min, os telegramas MCD2T-143 e MCDT2T144, foram expedidos ao Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte e à Câmara Municipal, respectivamente. A decisão está prevista para ser publicada no  Diário Oficial da União hoje.

Com a determinação do ministro Hermann Benjamin, cabe à Prefeitura e Câmara Municipal de Natal entrar com uma ação de reintegração de posse no juiz de primeiro grau, esclareceu o conselheiro da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB RN), Daniel Pessoa. "Porém, como a Câmara Municipal é um prédio público a ação não cabe, não tem razão de ser", ressaltou o conselheiro. Daniel Pessoa definiu os estudantes acampados como baluartes da "nossa constituição".

Para o vice-presidente da OAB no Rio Grande do Norte, Aldo Medeiros, a decisão do STJ é técnica. "Existiam duas possibilidade que poderiam ter sido analisadas: o mandado de segurança ou reintegração de posse. A Câmara optou pelo mandado", destacou. Aldo comentou que para a OAB é uma pena que a situação tenha chegado ao STJ. "No final, teve que haver a decisão judicial devido à intransigência das partes".

Já Paulo Eduardo Pinheiro Teixeira, presidente da entidade, afirmou que a determinação do ministro foi mais uma fase nesta história - a ocupação da Câmara Municipal. No entendimento dele, o ministro interpretou que o "remédio utilizada pela Câmara e Prefeitura não foram os corretos". Paulo reafirmou que a OAB defenderá os jovens enquanto o movimento #ForaMicarla mantiver o foco nas reivindicações sem radicalizar ou deteriorar o patrimônio público.

O vereador do PRB, Raniere Barbosa, ressaltou que a decisão legitimou o movimento e mostrou que a população foi respeitada. "A prefeita deveria renunciar. Quem não representa a população é quem defende esse governo. Se fosse independente, não seria assim", declarou Raniere.

Às 18h01min, a decisão do Supremo Tribunal de Justiça foi publicada no site do órgão. Às 18h04min a líder sindical Soraia Godeiro recebeu uma ligação e gritou. Todos pararam, sem entender o que estava acontecendo. "Não acredito! Nós vencemos em Brasília", esbravejava a sindicalista. Ao comunicar a decisão do ministro aos acampados, iniciou-se a festa.

Um misto de felicidade e alívio tomou conta dos acampados que esperavam ser retirados pela Polícia Militar de dentro da Câmara Municipal. Entre abraços, beijos e gritos de guerra, os jovens, adultos e idosos presentes, compartilhavam de um momento sem precedentes na história política natalense. Para comemorar, cantaram o Hino Nacional Brasileiro embalados pelo som dos tambores de plástico.

A TRIBUNA DO NORTE tentou, durante várias vezes ao longo da quarta-feria, um contato com o vereador Edivan martins, presidente da Câmara, para ele comentar as duas decisões judiciais do dia. Sem sucesso. O vereador não retornou nenhuma das ligações.

Decisão do TJRN era por desocupação

Durante a manhã, o pleno de desembargadores do Tribunal de Justiça do Estado negou o recurso dos manifestantes para permanecerem acampados no pátio da Câmara Municipal. A maioria dos magistrados acompanharam o voto do relator Caio Alencar e decidiram pelo cumprimento da decisão de desocupação. Na sessão, que se estendeu por mais de duas horas, houve divergências quanto ao horário da retirada e a utilização da polícia.

No total, treze dos quinzes desembargadores votaram contra o recurso dos estudantes e fizeram valer a decisão do colega Dilermando. Saraiva Sobrinho e Cláudio Santos não acompanharam o voto do relator Caio Alencar e deferiram o recurso. Houve divergências quanto ao horário de cumprimento da decisão. A presidente Judite Nunes seguiu o voto da maioria e aprovou a desocupação para ocorrer até às 18h - três magistrados requeriam a retirada imediata dos estudantes.

Antes de entrar  no cerne do julgamento, os magistrados negaram outro pedido da defesa. Dessa vez, os manifestantes apontavam irregularidade no fato de o procurador-geral do município, Bruno Macedo, fazer parte do processo que pede a desocupação da CMN. Os desembargadores, em sua maioria, sustentaram a interferência como legal pelo fato de o procurador responder pelos interesses da cidade e não da Prefeitura.

"Espero que prevaleça o bom senso e a serenidade. A OAB estará até o último minuto buscando uma forma pacífica de desocupação". A frase é do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Paulo Renato Teixeira, que intermedia o contato entre as partes envolvidas na manifestação. Para ele, a decisão do STJ dá mais tempo para prevalecer o diálogo na resolução do conflito.

Tarde foi de preparativos para resistir à PM 

Clima de despedida. Assim foi a  tarde de ontem na Câmara Municipal do Natal, onde os manifestantes ocupam o pátio interno da Casa desde a terça-feira (7). Depois da decisão do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte, os manifestantes discutiram desde formas de dificultar a possível ação da Polícia Militar em desocupar o local, até no habeas corpus que ainda não havia sido julgado pelo Superior Tribunal de Justiça, garantindo a permanência do grupo na CMN. A única convicção que os integrantes tinham era de que o movimento, mesmo que tivesse acabado ontem, já teria entrado para a história.

Mantendo a rotina normal do acampamento, os manifestantes brincaram de peteca, tocaram violão e montaram a trilha sonora local com reggae e músicas que marcaram a época de resistência a ditadura, com composições de Chico Buarque e Geraldo Vandré. Alguns membros do movimento discutiam formas de dificultar a desocupação, planejando uma corrente humana e até cantar o hino nacional quando a Polícia Militar entrasse no pátio da CMN. Aos poucos e com o passar das horas, a CMN ia recebendo cada vez mais gente. Eram líderes políticos, populares e sindicalistas que chegaram para apoiar os manifestantes.

O ex-vereador e professor Hugo Manso foi um dos que elogiou a atitude dos manifestantes em protestar na CMN. Relembrando a ocupação da Reitoria da UFRN em 1984, quando quase 800 universitários invadiram o prédio para protestar contra o aumento do preço do bandejão no restaurante universitário e permaneceram por seis dias acampados, o petista disse que a iniciativa do grupo mostra a união em torno de um objetivo comum, que é mostrar a insatisfação com a Prefeitura e cobrar investigação aos contratos firmados na gestão de Micarla de Sousa. "São várias tribos reunidas aqui, gente de classe média, mostrando que o movimento é plural. Já é um marco na história da cidade, seja lá o que venha a acontecer", disse Hugo Manso, que também aproveitou para disparar contra o presidente da CMN, Edivan Martins. "É uma incompetência política sem precedentes. Discutiu com os manifestantes, todos gostaram da conversa, mas depois levou uma 'chave de roda' e voltou no que havia combinado", criticou.

Mesmo com as conversas demonstrando que o movimento faria de tudo para permanecer no pátio da CMN, os ânimos só ficaram exaltados quando restavam 30 minutos para as 18h, prazo dado pela Justiça potiguar para que o grupo deixasse o prédio. Cantos contra a prefeita foram entoados, na maioria com bom-humor e nenhum com mensagens pejorativas. A ordem era "persistir e resistir" depois que houvesse a notificação oficial para a desocupação.

No entanto, quando o oficial de Justiça chegou ao Palácio Padre Miguelinho, acompanhado por três policiais militares, e informou a decisão judicial, já era tarde. A notícia sobre a resposta positiva do STJ já havia sido repassada aos manifestantes, que comemoravam a chance de permanecerem no prédio pelo menos até nova decisão da Justiça - ou o cumprimento das reivindicações.

Fonte: Tribuna do Norte

quarta-feira, 15 de junho de 2011

"Me furto a responder!" Micarla de Sousa

O costume de administrar (mal) os recursos do erário municipal de Natal estão influenciando até o linguajar da chefe do executivo. A prefeita Micarla de Sousa, em entrevista coletiva que ela mesma convocou cometeu vários deslizes, como a frase "me FURTO a responder".

Outra falha foi admitir que estaria entregando "parte" dos documentos, mas se o Ministério Público quiser mais, a gente depois entrega...

Ato falho, hábito ou insulto à população mesmo?

A borboleta confunde vitória nas urnas com carta branca para fazer o que quiser; afirma que o movimento #foramicarla desrespeita os mais de 50% dos votos que ela teve. Esquece que hoje as pesquisas de opinião apontam para mais de 80% de insatisfação com sua administração.

Após os "deslizes" de copos descartáveis comprados com valor acima do mercado, dos R$ 200 mil destinados a um "zoológico" que não existe (tudo publicado no Diário Oficial), agora vem aí o escândalo de R$ 12 milhões em verbas destinadas à publicidade.

A prefeita acusa o movimento #foramicarla de antecipar o processo eleitoral de 2012, quando na verdade ela é que está gastando em campanha de marketing e publicidade o valor de candidaturas em pleno pique.

Acompanhada do "falso magro"*, Rasputin e Guru de seu governo, o secretário-manda-chuvas Calazans, a prefeita pensa que administrar a cidade é como MANDAR na empresa que herdou do pai (TV Ponta Negra). Aliás, certamente eles estão sabendo distribuir bom naco dos recursos de publicidade entre a mídia local; curiosamente todos estão a seu lado e a cobertura do movimento tenta criminalizá-lo.

Aguardemos o desenrolar dos fatos.

* falso gordo é trocadilho com a expressão "falsa magra", em alusão àquelas pessoas que têm corpão mas cara de magra; no caso dele é o contrário: quem vê só a cabeça jura que ele pesa uns 150 quilos... é o falso gordo.

Veja matéria publicada em "nominuto.com", logo abaixo - este tem sido um dos poucos canais que dá ampla publicidade ao movimento, além, é claro do site foramicarla.com.

Joserrí de Oliveira Lucena


"Eu me furto a responder", diz Micarla sobre investigação de aluguéis

Depois de prometer colaborar com o MP nas investigações sobre aluguéis, prefeita se irrita, chama reportagem de irresponsável e não esclarece pergunta.


Por Dinarte Assunção


Depois de convocar a imprensa para uma coletiva na manhã de hoje no Palácio Felipe Camarão, a prefeita Micarla de Sousa (PV) informou que vai enviar ao Ministério Público Estadual todos os contratos de aluguéis da Prefeitura do Natal.

A chefe de Executivo, contudo, se negou a comentar que o MPE já tem investigação em andamento e chamou de irresponsável a reportagem do Nominuto pela indagação que lhe foi feita.

“No prazo máximo de 72 horas, estou enviando ao Ministério Público o que for pertinente aos contratos de aluguéis da Prefeitura do Natal e me disponho a colaborar caso o MPE julgue necessário que precisa de mais esclarecimentos”, disse Micarla.

Indagada, então, pelo Nominuto de como esses documentos acrescentariam, já que o Tribunal de Contas do Estado (TCE), o Ministério Público e a Polícia Federal (PF) já trabalham diligências para apurar supostas irregularidades no âmbito da administração municipal, a prefeita se exasperou.



“Acho de uma irresponsabilidade absurda colocar fatos como esse que você acabou de colocar. Dizer a que PF está fazendo isso ou aquilo ou que existe superfaturamento como você coloca ou qualquer outro veículo coloque”, disse.

E continuou: “É de uma irresponsabilidade tamanha você passar por cima de órgãos da respeitabilidade do MPE, TCE e PF. Eu me furto de responder uma pergunta como essa”, e virou-se para enunciar: “A próxima, por favor”.

Quem investiga o que

A Promotoria do Patrimônio Público está em fase de diligências e apura supostas irregularidades nos contratos de aluguéis da Prefeitura do Natal, conforme denunciou a oposição da prefeita na Câmara. 



Entre os indícios, vigoram contratos sem prazo de vigência ou forma de pagamento ao locatário do imóvel. Também devem ser apuradas as razões de prédios da Prefeitura do Natal, listados como próprios, serem alugados à própria administração municipal.

O Tribunal de Contas do Estado (TCE) audita, em específico, os contratos das pastas de Meio Ambiente (Semurb), Educação (SMS) e Saúde), conforme documentação apresentada pela bancada de oposição na CMN à reportagem do Nominuto.

Já na Corregedoria da Polícia Federal, discute-se a possibilidade de recursos do Sistema Único de Saúde (SUS) terem sido aplicados inapropriadamente na compra de medicamentos para abastecer a rede municipal.




Prefeita se irritou com questionamento da reportagem e não esclareceu pergunta.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Hoje é dia de #Foramicarla e #ocupacaodacamara

Mesmo que o jornalista Cassiano Arruda Câmara profetize e torça pela derrota do movimento popular #foramicarla, não é isso que se pode acompanhar nas falas dos demais jornalistas e colunistas locais, como a Abelinha, por exemplo.

Embora no dia de ontem a prefeita Micarla tenha ganhado um aliado de peso, o movimento está a plenos pulmões. O aliado da borboleta foi a chuva, que caiu torrencialmente na cidade, tirando o foco do que estava acontecendo na Câmara Municipal, quando manifestantes que saíram em passeata adentraram a Câmara e conversaram com vereadores sobre o que está ocorrendo na cidade, pedindo apoio para abertura de processo de impeachment da chefe do executivo.

Passaram dia e noite acampados no pátio da Casa do Povo, de onde transmitem ao Vivo, através de podcast em foramicarla.com - obrigado ao vereador George Câmara, que abriu seu gabinete para funcionamento da equipe TI do movimento. Além de George Câmara, os vereadores Fernando Lucena, Ranieri Barbosa e Sargento Regina, fizeram coro ao movimento. Quem esteve lá foi o fenômeno do momento, a professora Amanda Gurgel.

Hoje é dia de avaliar o resultado, até porque os manifestantes prometem engrossar o coro. Acompanhe no site foramicarla.com.


Se você é mais um cidadão que está sendo prejudicado por essa administração desastrosa, ententa o que motiva os manifestantes, assistindo o vídeo abaixo, e leia o documento publicado clicando aqui.


Joserrí de Oliveira Lucena



segunda-feira, 6 de junho de 2011

Foramicarla: novo protesto

Amanhã tem novo protesto contra o (des)governo da borboleta micarla. Os manifestantes do #foramicarla prometem fazer passeata entre a Prefeitura Municipal e a Câmara de Vereadores, pressionando por investigações da administração da prefeita.

O barril está cheio de denúncias, que divulgaremos oportunamente aqui, e são todas do quilate da conversa gravada entre a prefeita e o vereador Aquino Neto, com acusações graves contra o colega Paulo Wagner (ouça o áudio logo abaixo).




Há várias denúncias de desvio de recursos, má gestão de verbas federais, contratos irregulares (e imorais) de locação... cujos valores são de fazer qualquer lagarta sair do casulo.


Aguardemos desdobramentos - movimento para coletar 15000 assinaturas para abertura de processo de Impeachment está sendo considerado.

Joserrí de Oliveira Lucena

domingo, 29 de maio de 2011

De Pai para Filho; é genética ou influência?

Há muito temas para os quais ainda não há conceito definitivo ou "palavra final", havendo não raro correntes antagônicas de pensamento.

É o que ocorre na discussão acerca de "motivação", que alguns crêem ser nato, outros crêem que é estimulado, dentre outras linhas de raciocínio.

O mesmo acontece com certas aptidões das pessoas, que no jargão popular são simplesmente justificadas como carga genética; "Puxou ao pai" (ou à mãe) é o que ouvimos com freqüência. Isso tem várias implicações, até porque não somos cópias fiéis de nossos pais, senão a soma de cargas genéticas e inconsciente coletivo de várias gerações.

Entretanto, percebe-se aqui e ali traços marcantes (com destaque para os invontários) da influência genética dos pais nos filhos: um sorriso, a formação corporal, e até aspectos mais fortes como sinais do caráter, da personalidade e valores morais.

Dentre estes últimos, abre-se um leque de discussão maior acerca do aprendizado pela convivência, que é importante, mas que por vezes são percebidos até naqueles que foram criados na ausência dos genitores...

Não é o caso de meus filhos, graças a Deus, que tenho a oportunidade ímpar de criá-los eu mesmo. E certamente influenciá-los em sua formação e indicar ou apoiar caminhos de vida.

Neste caminhar, ontem fui surpreendido com um texto escrito por Jesiel, no qual percebe-se claramente a mesma forma de pensar, o texto crítico, a inclinação revolucionária (subversiva, dizia minha mãe a meu respeito) - texto que poderia até conter minha assinatura, mas no qual há elementos da construção própria do autor.

Leiam o artigo logo abaixo, ou se preferirem no seu blog foramicarla.com.

Joserrí de Oliveira Lucena



Copo descartável de R$ 1,50 a unidade. Que história é essa?


g_Foto-087A prefeitura do Natal publicou no diário oficial um termo de “aquisição de 2.500 copos descartáveis para água com 180ml de capacidade”. Valor? R$ 3.765,00. Para ver o documento, clique aqui (no fim da página 4, lado direito).
Não precisa ser um gênio da matemática pra perceber que tem algo de errado aí. A quantidade de REAIS foi maior que a quantidade de COPOS. Vamos fazer as contas:
3.765 reais ÷ 2.500 copos = R$ 1,506
É isso mesmo! A prefeitura publicou uma nota no diário oficial informando a população sobre uma compra de copos descartáveis por mais de R$ 1,50 a unidade!
imageDois dias depois, a prefeitura republicou o mesmo termo, alegando que houve erro de digitação. Dessa vez, eles informaram que compraram “50 caixas de copos descartáveis para água, com 2.500 unidades cada e 180 ml de capacidade”.  Para ver o remendo, clique aqui (no fim da página 7, lado esquerdo). Ahh, agora sim parece que tá tudo ok, certo? ERRADO! Vamos fazer as contas novamente:
50 caixas X 2.500 copos = 125.000 copos no total
3.765 reais ÷ 125.000 copos = R$ 0,03012
Segundo essa correção, cada copo teria custado pouco mais de 3 centavos. Fui fazer uma pesquisa rápida ali no Atacadão da BR 101, que fica próximo ao pórtico dos reis magos (a estrela de Natal). O preço de um pacote com 100 copos seria R$ 2,40 no varejo (comprando apenas um pacote), e R$ 2,05 no atacado (comprando em caixas). Quem quiser pode ir lá dar uma conferida, mas pra facilitar as coisas, eu tirei fotos:
SDC14225SDC14223
Pra comprar 125.000 copos, eu precisaria de 1250 embalagens, cada uma contendo 100 copos.
1250 embalagens X 2,05 reais = R$ 2.562,50
3.765,00 reais – 2.562,50 reais = uma economia de R$ 1.202,50
Mesmo que a prefeita tivesse comprado NO VAREJO, a economia ainda seria maior que 700 reais. Dava pra comprar os copos, e com o dinheiro economizado dava embalar tudo pra presente! Temos algumas sugestões de como a equipe da Prefeita Micarla poderia gastar o dinheiro economizado:cerveja
    • Comprar muita água, pra encher os copos;
    • Comprar refrigerante, bolo, e fazer uma festa de arromba;
    • Comprar bastante cerveja e tomar rindo da cara do eleitor;
    • Investir em educação, saúde, transporte, segurança…
Deixe sua sugestão, nos comentários, de como a prefeita poderia usar tanto dinheiro economizado!Temos certeza que no fim de tudo, ainda sobrariam copos o suficiente para abastecer TODAS as repartições públicas municipais por mais de 6 meses, e pra isso seria necessário gastarmais de mil copos descartáveis por dia. O cidadão natalense não tem acesso a esses copos, por que as repartições públicas do município não permitem a entrada de qualquer um. Os bebedouros não estão acessíveis à população. Não dá pra compreender a aquisição de uma quantidade tão grande de copos descartáveis, a um preço tão alto. Aliás, dá pra compreender sim:SUPERFATURAMENTO.
Pra quem não sabe, segundo a Wikipédia, Superfaturamento é a emissão de uma fatura cujo preço está acima do valor de mercado. A principal causa é a improbidade administrativa num ato de fraude contra o fisco.
É exatamente isso que você tá pensando, meu amigo: fomos enganados NOVAMENTE pela prefeita borboleta. E essa pesquisa foi feita apenas com UM termo de dispensa de licitação. Se saíssemos verificando cada compra desse governo, quantas fraudes como essa nós iríamos desmascarar? Até quando vamos aguentar isso? Cadê o Ministério Público pra fazer a fiscalização?


Fonte: foramicarla.com

quinta-feira, 26 de maio de 2011

#Foramicarla #Riogrevedonorte - Natal não é na Líbia...


Natal não é na Líbia. Mas o povo daqui é igual ao de lá: sabem organizar e fazer protestos pela queda de seu líder corroído...

Foto: Tribuna do Norte

... a borboleta Micarla de Sousa - prefeita de Natal - saiu do casulo (faz tempo) mas utiliza seu precioso tempo para viagens, cosmeticidades e na busca de cidadania cosmopolita - não se espantem quando forem divulgados seus investimentos fora do Brasil.

O povo já cansou de esperar as tão prometidas melhorias da cidade, que está ficando cada dia pior de transitar (cadê os R$ 300 milhões) aprovados pela Câmara para as obras de mobilidade urbana.

Junte-se á insatisfação popular o fato de que há mais de uma dezena de categorias de servidores em greve (daí a hastag #rioGREVEdo norte estar nos top trends do twitter). A governadora alega que não consegue implementar e pagar os Planos de Cargos e Salários dos servidores. Curiosíssimo é que todos foram aprovados na gestão do atual vice-governador, quando presidente da Assembléia Legislativa do Estado - o que terá ele a declarar?

Cansados, o povo invadiu as ruas da capital, exigindo a saída das duas chefes do executivo (capital e governo do estado), num evento que mobilizou um multidão e transformou a noite de 25/05 em um caos urbano. Não pense que os motoristas ficaram indignados - apesar dos transtornos - muito pelo contrário, ao passar pelos manifestantes, muitos desceram de seus veículos e juntaram-se ao movimento - somente ambulâncias conseguiam passar pelo bloqueio das avenidas Salgado Filho, Bernardo Vieira e trechos da Romualdo Galvão e Antônio Basílio.

O movimento iniciou-se por volta das 18 horas. Após as 21 horas, a turba saiu em passeata, promovendo apitaço, buzinaço e gritando palavras de ordem, como "foramicarla".

Mais detalhes da cobertura do evento, contada por quem estava de dentro, pode ser lida no blog
http://fora-micarla.blogspot.com/2011/05/inicio-da-marcha-para-o-nordestao-lagoa.html; lá você também pode ver várias fotos da manifestação.

Aguarda-se pronunciamento de ambas as chefes do executivo (municipal e estadual) acerca dos protestos, e o que farão para evitar que o movimento cresça e que o povo resolva acampar até sua saída dos palácios.

Aqui não é a Líbia, não é. O povo daqui cansa mais rápido.

Estranhamente os fotógrafos famosos de Natal, que não perdem nem queda de motoqueiro, não apareceram para fazer a cobertura do evento... por que será?



Joserrí de Oliveira Lucena

sexta-feira, 18 de março de 2011

Revista Veja em cheque-mate

Post é do Eduguim, no Blogdacidadania:


Entrevista de Arruda põe Veja sob suspeita



No começo da noite de quinta-feira, a versão digital da revista Veja publicou em seu site uma bombásticaentrevista do governador cassado de Brasília, José Roberto Arruda, concedida enquanto ainda estava preso, em setembro do ano passado. O ex-governador acusa seus ex-aliados de estarem todos envolvidos no mesmo esquema criminoso que ele próprio.
Vários ex-aliados de Arruda citados – e acusados – por ele na entrevista que concedeu em pleno processo eleitoral, tais como José Agripino Maia (atual presidente do DEM) ou Rodrigo Maia (presidente do partido à época em que a entrevista foi concedida), entre outros demos e tucanos, reelegeram-se em 3 de outubro passado.
A pergunta mais imediata é sobre se teriam sido eleitos caso a Veja não tivesse escondido a entrevista do ex-governador de Brasília. E a suposição mais imediata é a de que a revista escondeu as acusações de Arruda para não atrapalhar a eleição de políticos que protege há muito. São conclusões inescapáveis.
Todavia, não se entende por que a Veja publicou a entrevista. Não teria sido mais fácil escondê-la? E como a revista pretende explicar por que ocultou acusações que poderiam ter impedido que vários  dos demos e tucanos citados na entrevista fossem reeleitos?
Mas não é só isso. A ocultação da entrevista de Arruda pode ter atrapalhado as investigações sobre o “mensalão” de Brasília. A menos que as denúncias de Arruda à Veja também tenham sido feitas à polícia, o que é bem provável que tenha ocorrido. Ainda assim, resta a questão eleitoral.
A sociedade e a Justiça têm que discutir se ficam passivas diante de um meio de comunicação que publicou reportagens no período eleitoral acusando todo o governo Lula com base em nada e que escondeu graves acusações de um escroque do calibre de Arruda que qualquer órgão de imprensa sério teria obrigação de divulgar.
Quem, que autoridade, que político terá coragem de cobrar a Veja publicamente? Aliás, não seria dever do Ministério Público (eleitoral?) fazer esse questionamento à revista? Afinal, se as acusações de Arruda se confirmarem, seus ex-companheiros corruptos terão sido eleitos graças à censura que a Veja impôs a matéria de interesse público.
Como a “grande imprensa” tratará o assunto? Sairá na primeira página de Globos, Folhas e Estadões? O Jornal Nacional vai noticiar? Os acusados por Arruda serão expostos, como aconteceria se fossem do PT? Ou a entrevista ficará restrita à Veja e sumirá nos dias posteriores? A forma como a mídia tratará o caso deve virar um escândalo à parte.
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Reproduzo, abaixo, a entrevista de Arruda publicada pela Veja On Line
Arruda diz que ajudou líderes do DEM a captar dinheiro
Veja On Line, 17 de março de 2011
José Roberto Arruda foi expulso do DEM, perdeu o mandato de governador e passou dois meses encarcerado na sede da Polícia Federal (PF), em Brasília, depois de realizada a Operação Caixa de Pandora, que descobriu uma esquema de arrecadação e distribuição de propina na capital do país. Filmado recebendo 50 mil reais de Durval Barbosa, o operador que gravou os vídeos de corrupção, Arruda admite que errou gravemente, mas pondera que nada fez de diferente da maioria dos políticos brasileiros: “Dancei a música que tocava no baile”.
Em entrevista a VEJA, o ex-governador parte para o contra-ataque contra ex-colegas de partido. Acusa-os de receber recursos da quadrilha que atuava no DF. E sugere que o dinheiro era ilegal. Entre os beneficiários estariam o atual presidente do DEM, José Agripino Maia (RN), e o líder da legenda no Senado, Demóstenes Torres (GO). A seguir, os principais trechos da entrevista:
O senhor é corrupto?
Infelizmente, joguei o jogo da política brasileira. As empresas e os lobistas ajudam nas campanhas para terem retorno, por meio de facilidades na obtenção de contratos com o governo ou outros negócios vantajosos. Ninguém se elege pela força de suas ideias, mas pelo tamanho do bolso. É preciso de muito dinheiro para aparecer bem no programa de TV. E as campanhas se reduziram a isso.
O senhor ajudou políticos do seu ex-partido, o DEM?
Assim que veio a público o meu caso, as mesmas pessoas que me bajulavam e recebiam a minha ajuda foram à imprensa dar declarações me enxovalhando. Não quiseram nem me ouvir. Pessoas que se beneficiaram largamente do meu mandato. Grande parte dos que receberam ajuda minha comportaram-se como vestais paridas. Foram desleais comigo.
Como o senhor ajudou o partido?
Eu era o único governador do DEM. Recebia pedidos de todos os estados. Todos os pedidos eu procurei atender. E atendi dos pequenos favores aos financiamentos de campanha. Ajudei todos.
O que senhor quer dizer com “pequenos favores”?
Nomear afilhados políticos, conseguir avião para viagens, pagar programas de TV, receber empresários.
E o financiamento?
Deixo claro: todas as ajudas foram para o partido, com financiamento de campanha ou propaganda de TV. Tudo sempre feito com o aval do deputado Rodrigo Maia (então presidente do DEM).
De que modo o senhor conseguia o dinheiro?
Como governador, tinha um excelente relacionamento com os grandes empresários. Usei essa influência para ajudar meu partido, nunca em proveito próprio. Pedia ajuda a esses empresários: “Dizia: ‘Olha, você sabe que eu nunca pedi propina, mas preciso de tal favor para o partido’”. Eles sempre ajudaram. Fiz o que todas as lideranças políticas fazem. Era minha obrigação como único governador eleito do DEM.
Esse dinheiro era declarado?
Isso somente o presidente do partido pode responder. Se era oficialmente ou não, é um problema do DEM. Eu não entrava em minúcias. Não acompanhava os detalhes, não pegava em dinheiro. Encaminhava à liderança que havia feito o pedido.
Quais líderes do partido foram hipócritas no seu caso?
A maioria. Os senadores Demóstenes Torres e José Agripino Maia, por exemplo, não hesitaram em me esculhambar. Via aquilo na TV e achava engraçado: até outro dia batiam à minha porta pedindo ajuda! Em 2008, o senador Agripino veio à minha casa pedir 150 mil reais para a campanha da sua candidata à prefeitura de Natal, Micarla de Sousa (PV). Eu ajudei, e até a Micarla veio aqui me agradecer depois de eleita. O senador Demóstenes me procurou certa vez, pedindo que eu contratasse no governo uma empresa de cobrança de contas atrasadas. O deputado Ronaldo Caiado, outro que foi implacável comigo, levou-me um empresário do setor de transportes, que queria conseguir linhas em Brasília.
O senhor ajudou mais algum deputado?
O próprio Rodrigo Maia, claro. Consegui recursos para a candidata à prefeita dele e do Cesar Maia no Rio, em 2008. Também obtive doações para a candidatura de ACM Neto à prefeitura de Salvador.
Mais algum?
Foram muitos, não me lembro de cabeça. Os que eu não ajudei, o Kassab (prefeito de São Paulo, também do DEM) ajudou. É assim que funciona. Esse é o problema da lógica financeira das campanhas, que afeta todos os políticos, sejam honestos ou não.
Por exemplo?
Ajudei dois dos políticos mais decentes que conheço. No final de 2009, fui convidado para um jantar na casa do senador Marco Maciel. Estávamos eu, o ex-ministro da Fazenda Gustavo Krause e o Kassab. Krause explicou que, para fazer a pré-campanha de Marco Maciel, era preciso 150 mil reais por mês. Eu e Kassab, portanto, nos comprometemos a conseguir, cada um, 75 mil reais por mês. Alguém duvida da honestidade do Marco Maciel? Claro que não. Mas ele precisa se eleger. O senador Cristovam Buarque, do PDT, que eu conheço há décadas, um dos homens mais honestos do Brasil, saiu de sua campanha presidencial, em 2006, com dívidas enormes. Ele pediu e eu ajudei.
Então o senhor também ajudou políticos de outros partidos?
Claro. Por amizade e laços antigos, como no caso do PSDB, partido no qual fui líder do Congresso no governo FHC, e por conveniências regionais, como no caso do PT de Goiás, que me apoiava no entorno de Brasília. No caso do PSDB, a ajuda também foi nacional. Ajudei o PSDB sempre que o senador Sérgio Guerra, presidente do partido, me pediu. E também por meio de Eduardo Jorge, com quem tenho boas relações. Fazia de coração, com a melhor das intenções.

Parlamentares contestam novas denúncias de Arruda | Agencia Brasil

Parlamentares contestam novas denúncias de Arruda | Agencia Brasil

Até o reino Mineral sabe que nesse país a roubalheira começou com Cabral e nunca mais parou; ela se institucionalizou e ganha contornos cada vez mais cabeludos, envolvendo pessoas pelas quais alguns botariam as mãos (as duas) no fogo.

E isso não é privilégio de esquerda ou de direita (por que temos destros e canhotos). Agora, se as denúncias fossem contra pessoas do PT, iriam abrir uma CPI na segunda-feira... (já que hoje os congressistas não trabalham...).

Entretanto, como os envolvidos são dessa corja que vem tirando proveito dos cofres públicos há diversas gerações, os chamados "herdeiros do poder", vão negar até o fim e desqualificar a "fonte", da qual beberam até recentemente. Aliás, o fato de a revista Veja ter sonegado dos seus poucos leitores a informação que conseguiu em setembro de 2010, às vésperas do pleito eleitoral, dá uma pista de como essa turma sebosa trabalha (O PiG).

José Agripino e Micarla: Dinheiro corrupto na campanha


O ex-governador do DF José Roberto Arruda concedeu entrevista revelando os políticos do seu ex-partido, o DEM, e do PSDB que lhe pediram auxílios financeiros. Ele ressalta que as doações eram sempre feitas aos presidentes dos partidos, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) e o então senador Sergio Guerra (PSDB-PE). Arruda concedeu a entrevista em setembro do ano passado à revista Veja, por meio do repórter Diego Escosteguy, mas jamais foi publicada. Esta semana, no entanto, circulou a informação de que o repórter estrearia como o mais recente contratado da revista Época, neste fim-de-semana, assinando reportagem de capa baseada na entrevista. Na noite desta quinta-feira, Veja se antecipou e a divulgou em seu site.
Quais líderes do partido foram hipócritas no seu caso? A maioria. Os senadores Demóstenes Torres e José Agripino Maia, por exemplo, não hesitaram em me esculhambar. Via aquilo na TV e achava engraçado: até outro dia batiam à minha porta pedindo ajuda! Em 2008, o senador Agripino veio à minha casa pedir 150 mil reais para a campanha da sua candidata à prefeitura de Natal, Micarla de Sousa (PV). Eu ajudei, e até a Micarla veio aqui me agradecer depois de eleita. O senador Demóstenes me procurou certa vez, pedindo que eu contratasse no governo uma empresa de cobrança de contas atrasadas. O deputado Ronaldo Caiado, outro que foi implacável comigo, levou-me um empresário do setor de transportes, que queria conseguir linhas em Brasília.
O senador José Agripino respondeu: “É uma declaração inverídica. Não tem fundamento isso, não dá nem para compreender”, avaliou o presidente do DEM.
Está tudo na Revista Veja, que recebeu a "entrevista" de Arruda no mês de Setembro/2010, mas "não quis" atrapalhar o processo. Pode? É o velho e novíssimo PIG em ação.
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